Home Blog Page 172

Jacamaraçu: o brilho dourado da floresta amazônica

0

Jacamaraçu. Foto: Christoph Moning/iNaturalist

Comum nas matas tropicais da América Latina, a enigmática Jacamerops aureus, popularmente conhecida como jacamaraçu ou bico-d’agulha-grande, é uma joia rara do reino das aves que encanta pesquisadores e observadores pela sua beleza e comportamento discreto.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O jacamaraçu é a única espécie do gênero Jacamerops, pertencente à ordem Galbuliformes, que inclui também os arirambas e os araçaris. Sua distribuição geográfica é ampla: pode ser encontrado em florestas da Bolívia, Colômbia, Brasil, Suriname, Guianas, Panamá, Peru, Costa Rica e Venezuela.

No Brasil, ocorre principalmente na região amazônica, em áreas de terra firme e de mata densa, preferencialmente próximas a igarapés.

Leia também: Água gelada, beleza natural e refúgio: entenda como se formam os igarapés

Com comprimento que varia entre 25 e 30 centímetros e peso entre 57 e 76 gramas, essa ave se destaca por seu corpo robusto e aparência imponente, sendo considerada a mais corpulenta entre as arirambas da mata, embora não seja a mais longa.

Brilho

A beleza do jacamaraçu é uma de suas marcas mais fascinantes. O macho exibe um verde metálico brilhante no dorso e cabeça, com tons azulados e reflexos dourados, cobres e até roxos em certas áreas. A cauda longa, arredondada e ornamentada com tons metálicos, completa o visual imponente da espécie.

Na garganta, se destaca uma mancha branca característica do macho adulto. Já a fêmea, embora semelhante, não possui essa mancha e apresenta a garganta com coloração ferrugínea. Os indivíduos jovens se assemelham às fêmeas, mas têm plumagem mais opaca e tons menos vibrantes.

Leia também: Portal Amazônia responde: ariramba-de-bico-amarelo é parente do beija-flor?

Origem do nome

O nome científico Jacamerops aureus traduz bem as principais características da espécie: “jacamar”, do tupi, se refere ao seu bico longo e afilado; “merops”, do grego, significa “comedora de abelhas”; e “aureus”, do latim, remete ao dourado.

O resultado é uma descrição poética e precisa: “ave dourada com bico de agulha comedora de abelhas”.

Foto: Christoph Moning/iNaturalist

Reprodução e comportamento

Na Amazônia brasileira, o período reprodutivo do jacamaraçu coincide com a estação chuvosa. O ninho é construído em locais curiosos: cupinzeiros arbóreos ou troncos ocos em decomposição, posicionados entre 3 e 15 metros acima do solo. Essa escolha estratégica oferece proteção contra predadores e umidade.

Apesar de sua coloração marcante, o jacamaraçu é uma ave de hábitos reservados. Costuma viver sozinho ou aos pares, raramente formando grupos maiores. Prefere o estrato médio das florestas, evitando a copa e o chão, e dificilmente se junta a bandos mistos, comportamento comum em muitas aves amazônicas.

Sua dieta inclui principalmente insetos, como abelhas e outros voadores, que são capturados em voo com o auxílio de seu bico longo e afiado.

Adaptação

São conhecidas quatro subespécies da ave, distribuídas por diferentes regiões da América Latina. No Brasil, se destaca a Jacamerops aureus ridgwayi, presente na Amazônia entre o rio Negro e o rio Tapajós, abrangendo estados como Amazonas, Pará, Rondônia, Roraima e Mato Grosso. Essa diversidade indica capacidade de adaptação a diferentes nichos ecológicos dentro da floresta tropical.

Importância e conservação

Embora não seja considerada uma espécie ameaçada, o jacamaraçu é incomum e pouco avistado, o que dificulta estudos aprofundados. Sua presença é um indicador da saúde das florestas de terra firme, ecossistemas ricos, mas vulneráveis ao desmatamento e à exploração madeireira.

A proteção dessas áreas é essencial para garantir a sobrevivência não só do jacamaraçu, mas de inúmeras outras espécies igualmente fascinantes e pouco conhecidas.

Touro Branco e Touro Preto: os bumbás que movimentam o Festival Folclórico de Barreirinha

0

O Festival Folclórico de Barreirinha, realizado no interior do Amazonas, tem como centro a disputa entre os bois Touro Branco e Touro Preto, cada um com sua cor, ritmo e torcida apaixonada. Representando a alma do povo barreirinhense, o festival é uma celebração da cultura cabocla.

 📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A festa em que os touros disputam o título do ano acontece nos dias 28, 29 e 30 de agosto, no Touródromo de Barreirinha.

Leia também: Bois de Maués: conheça os bumbás do Festival da Ilha de Vera Cruz

Festival Folclórico de Barreirinha 

As origens do festival Folclórico de Barreirinha remontam à década de 1930, quando o festival consolidou-se como um dos principais eventos culturais do estado. O boi-bumbá chegou ao município inspirado nas brincadeiras de Parintins, e desde então ganhou força e identidade própria, tornando-se parte essencial da memória afetiva e cultural da região do Baixo Amazonas.

touro
Touro Branco e Touro Preto. Foto: Reprodução/Prefeitura de Barreirinha

Em 1980, ele ganhou caráter oficial, e em 2005 a festa passou a contar com disputas julgadas tecnicamente, marcando um novo capítulo na rivalidade entre oTouro Branco e o Touro Preto.

O Touro Branco, herdeiro do Boi Garantido do Paraíso, criado por Benedito Carneiro (o Mestre Binica), representa a paixão que surgiu das comunidades ribeirinhas.

Já o Touro Preto, criado por Paulo dos Santos Beltrão, nasceu do encantamento pelo Caprichoso e se tornou símbolo da resistência e da criatividade popular.

Leia também: Você sabe qual a origem do Festival Folclórico de Parintins?

Associação Cultural Boi-Bumbá Touro Branco

A história do Boi-Bumbá Touro Branco tem início na década de 1930, em meio à devoção popular e à influência direta do folclore de Parintins. Os moradores de Barreirinha que viajavam até Parintins em busca de atendimento médico ou por assuntos pessoais se encantaram com a brincadeira do boi que já movimentava as ruas da cidade vizinha. 

Contudo foi apenas nos anos 70, em Paraíso do Ramos, uma comunidade rural de Barreirinha, que essa tradição tomou forma definitiva. Um morador, ao pagar uma promessa, decidiu realizar a brincadeira do boi, mesmo sem saber exatamente como era feita. 

Touro Branco. Foto: Reprodução/ Prefeitura de Barreirinha

Ele convidou então Benedito Carneiro, conhecido como Seu Binica, que já frequentava as festas de boi em Parintins e sabia como organizar a brincadeira, e com a promessa cumprida, seu Binica decidiu seguir com o boi sozinho. Foi então que ele recebeu de presente de Lindolfo Monteverde, o fundador do Boi Garantido de Parintins, um boi de pano que deu origem ao Boi Garantido do Paraíso, como foi inicialmente batizado.

A partir daí, o boi ganhou vida, e em 1978, o grupo foi convidado a se apresentar em Barreirinha durante uma atividade do Mobral, e a bordo do barco ‘Espírito Santo’, 28 brincantes desembarcaram na cidade no dia 1º de maio, trazendo o boi que emocionou o público local.

Em 1980, durante as comemorações do centenário do município, o boi foi destaque na primeira edição do Festival Folclórico de Barreirinha, evento que se tornou tradição anual.

Em 2001, para permitir o acesso a incentivos públicos e diferenciar-se do Boi Garantido de Parintins, o grupo mudou oficialmente de nome e passou a se chamar Boi-Bumbá Touro Branco, mantendo viva a memória do presente de Lindolfo Monteverde, mas com nova identidade visual e jurídica.

Leia também: Zeca Xibelão e Lindolfo Monteverde: os nomes por trás dos currais dos bois Caprichoso e Garantido

Associação Cultural Boi-Bumbá Touro Preto

O Touro Preto nasceu em 1938, inspirado no Boi Caprichoso de Parintins. Ele surgiu quando Paulo dos Santos Beltrão assistiu ao ensaio do Boi-Bumbá Caprichoso no terreiro da casa da Dona Antônia do Roque, que ficou tão entusiasmado com a brincadeira de boi, que ao chegar em Barreirinha convidou 16 amigos para fundarem e participarem da brincadeira de boi com o Touro Preto. 

Touro Preto. Foto: Reprodução/ Facebook-Bumbá Touro Preto

Após a formação da primeira diretoria do bumbá, os amigos se reuniram para a escolha do nome do boi. Ele foi chamando de Caprichoso por possuir o corpo preto de barra branca, recebendo assim o mesmo nome do boi de Parintins. 

Em 2001, por conta da necessidade de alocar recursos do Governo do Estado e do Governo Federal para serem investidos no bumbá, sendo assim, o então prefeito da época, Gilvan Geraldo de Aquino Seixas, sugeriu que fosse trocado o nome da Agremiação Folclórica.

Então na presença de 292 associados, o nome Razão Social Boi-Bumbá Caprichoso foi trocado para Associação Folclórica Boi-Bumbá Touro Preto, possuindo apenas o mesmo número do CNPJ e endereço. 

*Com informações do histórico das Associações Culturais

Antes da fama: empresário acreano conta como foi a contratação de Zezé Di Camargo nos anos 1980

0

Zezé di Camargo e Luciano se apresentaram no Acre antes da fama. Foto: Reprodução/Instagram-ronaldoqueirozacre

Antes do sucesso nacional da dupla Zezé Di Camargo e Luciano, o cantor Zezé passou por palcos simples e públicos pequenos no final dos anos 1980, incluindo uma apresentação no Acre que ficou marcada na memória do fã Ronaldo Queiroz. Ele compartilhou o relato nas redes sociais após o show dos artistas na Expoacre 2025, no dia 28 de julho.

Ronaldo divulgou ainda fotos do encontro com o artista logo no início da trajetória artística, na época em carreira solo. Na publicação, ele conta que foi responsável por trazer Zezé a Rio Branco, quando o cantor ainda não era conhecido.

”Poucos imaginavam que ele teria o sucesso que teve. Mas eu vi ali a humildade, carisma e paixão pela música. Sabia que ele ia longe”, escreveu Ronaldo.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

As imagens mostram Zezé ainda com cabelo comprido, vestindo camisa estampada, calça jeans e com o microfone na mão. Em uma das fotos, ele aparece ao lado de Ronaldo. Em outra, faz uma apresentação para um público pequeno.

Para Ronaldo as imagens vão além de um simples registro pessoal. Elas representam a importância de reconhecer e apostar em talentos, mesmo que ainda estejam longe da fama. Um gesto, que segundo o fã, pode fazer toda a diferença na trajetória de um artista.

“Fiz questão de guardar esse momento na memória e agora também em fotos — como forma de valorizar as histórias que antecedem a fama e mostrar que grandes artistas também começaram com passos simples, em lugares que acreditaram neles”, complementou.

Antes da fama

Mirosmar José Francisco, o Zezé Di Camargo, nasceu em 17 de agosto de 1962, em Pirenópolis, cidade do interior de Goiás. Antes de alcançar os grandes palcos, Zezé percorreu um caminho cheio de desafios, trocas e persistência.

Ele começou cedo na música e enfrentou muitas mudanças até encontrar seu próprio estilo. Teve dupla com o irmão Emival, depois com outros parceiros, e até chegou a cantar em trio. Cada formação foi uma tentativa de se firmar em um meio disputado, onde talento nem sempre bastava.

Mesmo sem o nome estampado nas paradas de sucesso, Zezé já era reconhecido nos bastidores como um bom compositor. Canções de sua autoria começaram a ser gravadas por artistas que já estavam no topo, e isso abriu caminho para sua própria trajetória.

Zezé Di Camargo só viria a se tornar um fenômeno nacional anos depois, ao formar dupla com o irmão Luciano.

*Por Jhenyfer de Souza, da Rede Amazônica AC

Cidade fantasma de Rondônia vira filme

0

A equipe de produção do filme na antiga sede de Santo Antônio. Foto: Divulgação

Por Júlio Olivar – julioolivar@hotmail.com

Em 2015, publiquei o livro A Cidade Que Não Existe Mais. Nele, resgatei a história fascinante de Santo Antônio do Rio Madeira — antigo município amazônico que pertencia ao estado de Mato Grosso e chegou a ter a maior extensão territorial do mundo, superando até países como a Itália.

Santo Antônio protagonizou um episódio raro na geografia política brasileira: foi oficialmente extinto em 1945, dois anos depois que surgiu o Território Federal do Guaporé — hoje Rondônia. Desde então, tornou-se parte de Porto Velho e abriga, a sete quilômetros do centro da capital, o Memorial Rondon.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O ator Geovani Berno interpreta o padre João Sampaio, personagem essencial na formação de Santo Antônio, marco da origem de Rondônia. Foto: Divulgação

Durante a pesquisa para o livro, encontrei muitas preciosidades em arquivos de Mato Grosso, Rondônia e Rio de Janeiro. Descobri documentos que ajudam a entender como Rondônia tomou forma, a partir de Santo Antônio. A história começa no século XVIII, com a fundação da vila pelo padre jesuíta João Sampaio, enviado pelo Reino de Portugal.

Tive também o privilégio de conhecer personagens que viveram na cidade antes de seu desaparecimento. Um deles foi o ferroviário José Bispo de Moraes, funcionário da lendária Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Nascido em Santo Antônio e batizado na antiga capela de Santo Antônio de Pádua, “seu” Bispo faleceu em 2021, aos 86 anos. Deixou memórias vivas e relatos detalhados do dia a dia daquela terra.

Cena retrata a vida boêmia da antiga cidade no Vale do Rio Madeira, ponto de encontro de gente de todo o mundo no auge do Ciclo da Borracha, no início do século XX. Foto: Divulgação

Outro personagem marcante foi o jornalista Euro Tourinho, que viveu ali durante parte da juventude. Juntos, caminhamos pelas redondezas da Igrejinha — hoje ponto turístico e iconografia arquitetônica regional. Ele me mostrou o traçado das antigas ruas e relembrou histórias da chegada dos primeiros rádios, do comércio pulsante, da boemia tropical e da lenta decadência dos casarões engolidos pelas raízes da floresta, pelos cupins e pelo tempo.

Uma década depois, uma nova página dessa história se abre. Em 2025, A Cidade Que Não Existe Mais ganha vida nas telas. Sob direção de Marcos Nobre, o documentário mistura rigor histórico e dramatizações poéticas, com atores de Porto Velho interpretando cenas que pareciam esquecidas.

A historiadora e indígena Márcia Mura participa com depoimento sobre o território ancestral do povo Mura. Foto: Divulgação

O projeto, que contou com minha colaboração no roteiro, é fruto de uma equipe talentosa e traz depoimentos de historiadores, escritores e vozes indígenas. A narrativa percorre momentos-chave: a chegada dos jesuítas, os conflitos com os Mura, a tentativa de presença estatal na Amazônia, os planos da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré desde o século XIX, o impacto da Comissão Rondon, a Belle Époque Tropical, e até os degredados do Rio de Janeiro que ali foram abandonados à própria sorte.

A história é cíclica e nunca para. Em 2015, o livro devolveu Santo Antônio à memória regional, foi uma redescoberta. Em 2025, o cinema a pinta em cores, transformando a cidade fantasma em um emocionante longa-metragem, que estreia em dezembro.

Sobre o autor

Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Comissão de Proteção aos Animais e Meio Ambiente da Aleam vai intensificar combate aos maus-tratos e reforçar ações ambientais

0

Foto: Hudson Fonseca/Aleam

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), por meio da Comissão de Proteção aos Animais, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (CPAMA), presidida pela deputada Joana Darc (União Brasil), intensificará, no segundo semestre de 2025, o combate aos maus-tratos contra animais e ampliará a “Ação Sustentável”, iniciativa voltada à preservação ambiental.

“A Comissão continua atuando diretamente nas demandas relacionadas aos crimes de maus-tratos contra animais no Amazonas. Entre nossas ações, destacam-se os resgates de animais em situação crítica. Esse tipo de crime é combatido pela CPAMA, e nossos canais de atendimento seguem abertos para receber denúncias da população, pelo número (92) 8145-1111”, afirmou a deputada.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

No que diz respeito às ações ambientais, Joana Darc destacou a continuidade da “Ação Sustentável”, programa de arrecadação de resíduos recicláveis.

“Somente este ano, já coletamos cerca de 830 quilos de materiais diversos, como eletrônicos, plásticos e óleo de cozinha, que foram destinados corretamente com o apoio de associações parceiras. Para o segundo semestre, seguiremos com nossas ações sustentáveis, feiras de adoção de animais e campanhas de conscientização contra os maus-tratos, como o Dezembro Verde, realizadas tanto na Aleam quanto em outros espaços”, ressaltou.

A parlamentar também destacou que, por meio da Lei Estadual nº 4.878/2019, de sua autoria, será realizada em outubro a Semana da Virada Animal, evento voltado à promoção da adoção e guarda responsável de animais domésticos, à disseminação de informações em defesa da causa animal e à valorização de ações educativas relacionadas ao meio ambiente.

Leia também: Assembleia Legislativa do Amazonas tem 30 novas leis sancionadas que promovem cidadania, inclusão e sustentabilidade

O foco principal da Comissão, segundo Joana Darc, é atuar em três frentes, como o próprio nome indica: causa animal, meio ambiente e desenvolvimento sustentável do Amazonas.

“No entanto, a maior parte das demandas que recebemos são denúncias de maus-tratos. No campo ambiental, destaco a manutenção de um ponto fixo de arrecadação de recicláveis na Aleam, voltado à conscientização do público interno e externo, à promoção da educação ambiental e à preservação dos recursos naturais, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida da população”, afirmou.

A CPAMA realiza uma campanha contínua de arrecadação de resíduos recicláveis, classificados em três categorias: recicláveis, eletrônicos e ressignificáveis. São aceitos materiais como papéis, livros, apostilas, garrafas de vidro, isopor, plásticos, ferro, metais, pilhas, caroços de tucumã e cápsulas de café. Todos os itens devem ser entregues limpos, secos e devidamente separados.

A Comissão funciona como ponto fixo de arrecadação na Aleam, reforçando a importância da reciclagem como forma de educação ambiental e preservação dos recursos naturais.

As doações podem ser feitas diretamente na sala da Comissão, localizada no 4º andar da Aleam, na avenida Mário Ypiranga Monteiro, nº 3.95, bairro Parque 10 de Novembro, zona Centro-Sul de Manaus. O horário de atendimento é das 8h às 14h.

Assembleia Legislativa do Amazonas tem 30 novas leis sancionadas que promovem cidadania, inclusão e sustentabilidade

0

Foto: Hudson Fonseca/Aleam

A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) teve 30 novas leis sancionadas no último dia 16 de julho pelo Governo do Estado, todas originadas de projetos aprovados pelos deputados estaduais. Entre os destaques, estão normas que promovem cidadania, inclusão e sustentabilidade.

Na área da saúde, diversas medidas importantes foram aprovadas. A Lei nº 7.676/2025 institui a Semana Estadual de Prevenção e Controle da Osteoporose, promovendo conscientização e acesso a exames. Já a Lei nº 7.692/2025 garante prioridade no fornecimento de medicamentos e tratamento contínuo para pessoas com hemofilia. A Lei nº 7.681/2025, por sua vez, atualiza o Estatuto da Pessoa com Câncer, ampliando as diretrizes de cuidado integral.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Proposta pelo deputado Rozenha (PMB) e subscrita pela deputada Débora Menezes (PL) e pelo deputado Roberto Cidade (UB), a Lei nº 7.676/2025, originada do PL nº 971/2024, tem como objetivos promover a conscientização da população sobre a importância do diagnóstico precoce, controle e tratamento da osteoporose; realizar campanhas educativas sobre os fatores de risco e medidas preventivas; além de estimular a prática de atividades físicas e hábitos alimentares saudáveis como forma de prevenção à doença.

Também de autoria do deputado Rozenha, a Lei nº 7.692/2025, que assegura prioridade no fornecimento de medicamentos e tratamento contínuo para pessoas com hemofilia, é fruto do PL nº 975/2024.

Já o PL nº 141/2024, do deputado Delegado Péricles (PL), resultou na alteração da Lei nº 4.679/2018 (Estatuto da Pessoa com Câncer), garantindo às pessoas em tratamento oncológico o direito a assento preferencial e de fácil acesso na rede de transporte rodoviário intermunicipal, além de prioridade no embarque e desembarque.

Leia também: Delegado Péricles apresenta resultados do Cepcolu ao novo superintendente regional de saúde no Amazonas

Originada do Projeto de Lei nº 807/2024, de autoria do deputado Felipe Souza, a Lei nº 7.675/2025 estabelece diretrizes para a arborização dos logradouros públicos urbanos. A norma incentiva o plantio de espécies nativas do bioma amazônico e prevê a participação comunitária, com foco na qualidade de vida e na sustentabilidade ambiental.

Outras leis:

  • Lei nº 7.679/2025: incentiva a compra de produtos agrícolas de produtores amazonenses pelos órgãos públicos;
  • Lei nº 7.698/2025: cria o Cadastro Estadual de Pessoas Condenadas por Crimes contra Idosos;
  • Lei nº 7.697/2025: institui o símbolo estadual de acessibilidade para pessoas com visão monocular;
  • Lei nº 7.686/2025: regulamenta o uso de animais vivos em atividades escolares, com foco no bem-estar animal;
  • Lei nº 7.690/2025: cria grupos de apoio a pacientes com transtorno bipolar;
  • Lei nº 7.696/2025: estabelece a Semana Estadual de Conscientização sobre a Cranioestenose;
  • Lei nº 7.694/2025: cria o Selo Mulher Destaque do Amazonas, homenageando lideranças femininas em diversas áreas;
  • Lei nº 7.691/2025: reforça as penalidades para o abandono de animais em cemitérios públicos;
  • Lei nº 7.689/2025: institui diretrizes para a prevenção da dependência de apostas esportivas.

Assembleia Legislativa do Amazonas reforça combate à violência contra a mulher em meio a recorde de feminicídios no Brasil

0

Foto: Hudson Fonseca/Aleam

A divulgação do Anuário Brasileiro de Segurança Pública 2025, que aponta um número recorde de feminicídios no país, reacendeu o debate sobre a urgência de políticas de enfrentamento à violência de gênero. Segundo os dados apresentados no dia 24 de julho, o Brasil registrou 1.492 feminicídios em 2024, o maior índice desde que o crime foi tipificado em 2015, representando um aumento de 1% em relação ao ano anterior.

Diante desse cenário crítico, a Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) tem se destacado como uma das principais vozes no combate à violência contra a mulher, por meio de projetos de lei, campanhas educativas e ações interinstitucionais. Somente nos últimos dois anos, cerca de 30 leis de combate à violência de gênero originadas na Aleam foram sancionadas e já são realidade.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A deputada Alessandra Campelo (Podemos), Procuradora Especial da Mulher na Casa, enfatizou a gravidade dos números e reforçou o compromisso do Parlamento estadual com a pauta.

“É alarmante e inaceitável. Como Procuradora da Mulher da Aleam e deputada comprometida com o combate à violência contra a mulher, condeno veementemente essa estatística e reafirmo meu compromisso em trabalhar incansavelmente para mudar esse cenário”, declarou.

Alessandra defende que a prevenção ao feminicídio não se resume ao endurecimento de leis, mas exige uma abordagem multidisciplinar e interinstitucional, que envolva educação, serviços de apoio, campanhas de conscientização e mudança cultural.

“Devemos fortalecer as políticas de proteção às mulheres, garantir o acesso a serviços de apoio e promover campanhas de conscientização que desafiem estereótipos de gênero e a cultura de violência”, destacou.

Nesse sentido, a Assembleia Legislativa tem ampliado suas frentes de atuação. Entre as medidas, estão leis estaduais que fortalecem a rede de proteção, a implementação de canais de denúncia, o incentivo à criação de centros de acolhimento e a promoção de campanhas como o Agosto Lilás, mês dedicado à conscientização sobre a violência doméstica.

“A atuação da Aleam tem como principal objetivo fazer do Amazonas uma referência no debate nacional sobre a violência de gênero. Com iniciativas pioneiras, reforçamos a mensagem de que a erradicação do feminicídio depende de ação conjunta entre Poder Público, sociedade civil e instituições de ensino e segurança”, analisou o presidente da Aleam, deputado Roberto Cidade (UB).

Iniciativas Legislativas

A Lei nº 7.579/2025, originada do Projeto de Lei (PL) nº 192/2024, da deputada Alessandra Campelo (Podemos), determina que servidores da Polícia Civil, Polícia Militar, Corpo de Bombeiros Militar e do Sistema Penitenciário do Amazonas que forem indiciados por violência doméstica ou familiar contra a mulher, ou que tenham medida protetiva decretada, deverão entregar suas armas funcionais à corporação em até 24 horas, até a conclusão do processo judicial, sob pena de punição por desobediência ou prevaricação.

“Determinados casos de violência doméstica contra a mulher envolvendo agentes de segurança pública, alguns deles resultando em feminicídios, têm chamado a atenção da sociedade e, em consequência, desta Casa Legislativa. Mesmo indiciados em inquéritos ou compelidos a medida protetiva, continuam portando armas e representando perigo de morte para as vítimas”, afirmou.

Campanha em 2024. Foto: Hudson Fonseca/Acervo Aleam

Também de autoria da deputada, o PL nº 339/2024, sancionado na Lei nº 7.260/2024, determina que homens enquadrados na Lei Maria da Penha e que estejam sob Medidas Protetivas de Urgência ou medidas cautelares determinadas pela Justiça sejam obrigados a usar tornozeleira eletrônica, sempre que a segurança da vítima ou as circunstâncias do caso assim exigirem.

Prioridade

Desde 2024, a Lei nº 7.113 (PL nº 1.054/23), de autoria da deputada Mayra Dias (Avante), alterou a Lei nº 4.096/2019 para determinar que as mulheres vítimas de violência doméstica e familiar e vítimas de estupro de vulnerável terão prioridade para atendimento no Instituto Médico Legal (IML), visando à realização de exames periciais para constatação de agressões e outras formas de violência física.

De acordo com a deputada, a lei quer auxiliar na celeridade da investigação dos casos e concessão de medidas cabíveis, uma vez que, hoje, a demora do laudo emitido pelo órgão dificulta a identificação e responsabilização do autor, que muitas vezes pode fazer parte do núcleo familiar e social da vítima.

Defesa pessoal

Já a Lei nº 6.436/2023, sancionada a partir do Projeto de Lei nº 100/2023 da deputada Débora Menezes (PL), propõe a criação de cursos de defesa pessoal a mulheres vítimas de violência. De acordo com a lei, os cursos deverão ser ministrados por agentes especializados e voltados, preferencialmente, para mulheres que possuem medidas protetivas contra ex-companheiros ou agressores.

A intenção é proporcionar ferramentas práticas para que as vítimas tenham mais condições de reagir a situações de risco e reconstruir sua autoestima.

Observatório

Nascido do Projeto de Resolução Legislativa nº 32/2024 e promulgado no mesmo ano pelo presidente Roberto Cidade, a Resolução Legislativa nº 1.049/2024, de autoria da deputada Alessandra Campelo, criou o Observatório da Violência contra a Mulher da Assembleia Legislativa, que rapidamente se tornou um centro permanente de monitoramento, pesquisa e articulação de políticas públicas voltadas à prevenção e ao enfrentamento da violência de gênero no estado.

O Observatório tem como missão coletar, analisar e divulgar dados estatísticos sobre os diferentes tipos de violência praticados contra mulheres no Amazonas, além de realizar estudos e pesquisas sobre causas, consequências e impactos sociais.

Jason, o jacaré que ‘atende’ criança ao ser chamado pelo nome

0

Jacaré ‘Jason’ atende criança ao ser chamado pelo nome em rio do Amazonas. Foto: Reprodução/Instagram-manoelanagib

Um vídeo feito pela influenciadora Manoela Nagib viralizou ao mostrar um jacaré ‘atendendo’ crianças que o chamavam pelo nome em um rio no Parque Nacional de Anavilhanas, em Novo Airão, no interior do Amazonas. A cena que repercutiu foi registrada no dia 4 de julho.

O animal é um dos jacarés-açus carinhosamente chamados de “Jason” e “Jack”, que vêm atraindo visitantes no Parque Nacional de Anavilhanas, em Novo Airão. A presença dos jacarés é um atrativo turístico que começou há cerca de cinco anos, quando os agentes do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMbio) perceberam que os animais estavam se aproximando da base flutuante onde atuam.

Leia também: Jacaré-açu, o maior e mais temido jacaré da Amazônia

Nas imagens é possível ver quando crianças começam a gritar o nome “Jason” repetidamente, na expectativa de ver o animal de perto. Instantes depois o jacaré se aproxima do local

A influenciadora se surpreende e chegar a questionar: “ele tá vindo aí?”. Em seguida a câmera foca no animal.

Ao Grupo Rede Amazônica, Manoela contou que em um primeiro momento não acreditou que pudesse ser verdade que um animal tão imponente pudesse ser chamado como “pet”.

“Quando falaram que ele vinha, eu achei que era só uma história local, mas ao ver aquele jacaré de quatro metros surgir do rio tranquilo, como se fosse um amigo da casa, foi surreal. E o mais impressionante é que é um “pet” no sentido que a gente conhece. Ele é um animal livre que vive no seu habitat, mas existe ali uma relação de confiança”, explicou Manoela.

A influenciadora afirmou que já viajou por mais de 60 países e declarou que a experiência, somada as riquezas naturais e culturais do Amazonas, a encantou.

Biólogo explica comportamento

O biólogo Ildean Fernandes, especialista em crocodilianos amazônicos, explica que os jacarés são animais que emitem vocalização para se comunicar, principalmente na fase juvenil quando as mães emitem sons para chamá-los, mas que em relação ao chamado das crianças é algo que ainda necessita de investigação.

“Sobre a interação com humanos, isso é ainda é um comportamento novo. Ao meu ver a interação com o chamado das crianças tem mais a ver com a recompensa (suposta alimentação), do que com o nome atribuído a eles”, explicou o biólogo.

O especialista ainda conta quem em umas das pesquisas que realizou na carreira, fez o monitoramento de 44 jacarés durante oito anos, e que todos tinham nomes dados pela equipe responsável, mas que nenhum atendia quando chamado.

Leia também: Especialista explica por quê o jacaré-açu é um dos que mais se envolvem em acidentes na Amazônia

Atração turística

Além de “Jason”, outro jacaré conhecido como “Jack”, que vivem próximos da base do ICMbio, na Unidade de Conservação de Anavilhanas, se transformaram em atrações turísticas.

Aproveitando a oportunidade de promover o turismo dentro da Unidade de Conservação, que permite visitação por ser um parque nacional, o ICMBio começou a integrar a presença dos jacarés na experiência dos visitantes.

Em outro vídeo, é possível ver um dos jacarés próximo à base flutuante. Vários turistas estavam na plataforma flutuante, acompanhando a aproximação do animal. Veja o vídeo abaixo.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

“Esses animais começaram a se aproximar da base há alguns anos e estão no habitat natural deles. Eles se acostumaram com a presença humana, e os operadores de turismo começaram a levar os visitantes para observá-los”, explica Hueliton Ferreira, chefe do Parque Nacional de Anavilhanas.

Embora os jacarés-açus não sejam uma ameaça direta aos humanos, Ildean destaca a necessidade de cautela. “Jacarés são nadadores excepcionais e podem ser oportunistas. É preciso cuidado ao tentar tirar fotos ou se aproximar deles. Uma parte do corpo de uma pessoa fora de um barco ou flutuante pode representar um risco considerável”, conclui o biólogo.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

113 anos da EFMM: imagens raras mostram a ‘Ferrovia do Diabo’ em funcionamento

0

Locomotiva 10. Foto: Anderson Leno/Acervo pessoal

A Estrada de Ferro Madeira-Mamoré (EFMM) completa 113 anos nesta sexta-feira (1º). Construída como parte do Tratado de Petrópolis, a ferrovia foi inaugurada em 1912 e marcou a história de Rondônia. Imagens raras que o Grupo Rede Amazônica teve acesso mostram a locomotiva em funcionamento e revelam detalhes pouco conhecidos da linha férrea.

As imagens fazem parte do acervo do pesquisador Anderson Leno Fernandes, que há anos preserva a memória da ferrovia.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Pesquisador busca reunir registros da ferrovia. Foto: Anderson Leno Fernandes/Acervo pessoal

Fotos históricas foram enviadas por Anderson Leno Fernandes. As imagens revelam não só as antigas locomotivas da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, mas também os rostos e histórias de quem ajudou a construir essa obra que marcou a história de Rondônia e do Brasil.

A locomotiva alemã de número 18 foi a última a operar na EFMM. Ela funcionou até 2010 e foi ligada pela última vez em 2012, em homenagem ao centenário da ferrovia. Seu último trajeto completo foi entre Porto Velho e o km 7, em Santo Antônio. Depois, percorreu apenas 2,2 km até a vila de Candelária, onde ficam o “cemitério” dos ferroviários e locomotivas abandonadas.

A antiga estação, hoje parte do Complexo da EFMM, já foi ponto de embarque e despedida. Nas imagens, aparecem cenas de passageiros embarcando e da movimentação que fazia parte do dia a dia de Porto Velho no século passado.

A missão de resgatar a memória da ferrovia

O pesquisador Anderson Leno Fernandes, apaixonado pela história da EFMM, passou anos reunindo registros da ferrovia. A busca começou nas redes sociais e ganhou alcance internacional.

“Não foi rápido encontrar os locais certos os quais me ajudaram e ainda ajudam a remontar a história e epopeia da Madeira-Mamoré”, conta.

Além de grupos de saudosismo, Anderson pesquisou em bibliotecas e hemerotecas digitais no Brasil e fora dele. Um dos achados mais importantes foi na Biblioteca Pública de Nova Iorque: um álbum com mais de 400 fotos da EFMM.

Leia também: Ferrovia do Diabo? Conheça 11 curiosidades da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré

EFMM em 2023. Foto: Leandro Morais/SMC Porto Velho

Com o tempo, o trabalho de Anderson virou referência. Ele passou a receber acervos particulares, como o diário de um senhor de Itu (SP), que cruzou o país de Kombi em 1963 para conhecer o que chamavam de “Inferno Verde”.

“O avô escreveu um diário de viagem extremamente detalhado, bem como dezenas de registros de vários estados, inclusive de Rondônia e da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Este material inclusive está quase todo guardado ainda”, revela Anderson.

Veja imagens históricas:

Estação da EFMM. Foto: Arquivo Nacional do RJ
Locomotiva 10. Foto: Anderson Leno/Acervo pessoal
Comitiva de Inauguração da EFMM. Foto: Anderson Leno/Acervo pessoal
Técnicos Norte Americanos e o fotógrafo oficial. Foto: Brasiliana
Empreiteiros da obra e o engenheiro-chefe. Foto: Brasiliana
Estação de Porto Velho recém concluída. Foto: Anderson Leno/Acervo pessoal

*Por Amanda Oliveira, da Rede Amazônica RO

Delegado Péricles apresenta resultados do Cepcolu ao novo superintendente regional de saúde no Amazonas

0

Foto: Divulgação

O deputado estadual Delegado Péricles (PL) participou, no dia 22 de julho, de uma reunião com o novo superintendente regional do Ministério da Saúde no Amazonas, Henrique Medeiros, para apresentar os resultados do Centro Avançado de Prevenção ao Câncer do Colo do Útero (Cepcolu).

A agenda, que contou com a presença da diretora do Centro, Dra. Mônica Bandeira de Melo, teve como objetivo mostrar, na prática, como uma estrutura moderna, aliada à experiência de profissionais comprometidos, pode transformar a saúde pública no Estado.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

O Cepcolu é fruto de emendas parlamentares no valor de R$ 4,5 milhões destinadas pelo deputado Delegado Péricles à Fundação Centro de Controle de Oncologia do Estado do Amazonas (FCecon). Inaugurado há menos de três meses, o centro já soma 2.166 atendimentos e 329 cirurgias realizadas, demonstrando a eficiência da proposta e o impacto direto na vida de centenas de mulheres.

“Essa estrutura não é só moderna, ela salva vidas. É uma resposta direta à negligência histórica com a saúde da mulher. Aqui mostramos ao Governo Federal como se faz saúde pública com seriedade, compromisso e boa aplicação do recurso público”, destacou Péricles.

Durante a visita, Henrique Medeiros conheceu as instalações do Cepcolu e ouviu os relatos da equipe técnica sobre os fluxos de atendimento, o acolhimento das pacientes e os protocolos adotados. O deputado ressaltou que seguirá cobrando os governos por mais investimentos em centros especializados e ações efetivas de prevenção.

Leia também: Assembleia Legislativa intensifica atuação para proteger população atingida pela cheia no Amazonas

“O Amazonas tem vocação para ser referência nacional no combate ao câncer do colo do útero. E já estamos provando isso com resultados concretos. O que precisa agora é que o restante do país olhe para cá com a devida atenção e apoio”, completou.

O Cepcolu funciona ao lado da sede da FCecon e é considerado o primeiro Centro exclusivo de prevenção e tratamento precoce do câncer do colo do útero no Estado, atuando com foco na cirurgia para remoção de lesões que antecedem o câncer, o que aumenta as chances de cura e reduz o impacto da doença.