O arrasta-pé do Arraiá do Povo 2025 na Cidade Junina, em Macapá (AP), acontece no Corpo de Bombeiros Militar (CBM) do bairro São Lázaro, na Zona Norte, e conta com uma programação gratuita. Este ano são mais de 60 apresentações de grupos quadrilheiros de municípios de todo o estado em três festivais juninos.
O Governo do Estado reúne em um único espaço o 6º Festival Municipal Sandro Rogério, promovido pela Liga Junina de Macapá (Ligajum); o 7º Forrozão do Primo Sebastian, organizado pela Federação das Entidades Juninas e Folclóricas do Amapá (Fejufap); e o 16º Arraiá no Meio do Mundo, realizado pelo Instituto Sociocultural Arraiá no Meio do Mundo (Fefap). Confira:
Os bois-bumbás levam, todos os anos, para a arena do Bumbódromo, elementos regionais, lendas e características típicas da Amazônia. Em 2025, o Boi Caprichoso homenageou as majés: mulheres da floresta no Festival Folclórico de Parintins em sua primeira noite, nesta sexta-feira (27).
A Rainha do Folclore do Boi Caprichoso, Cleise Simas, foi quem se transformou em uma majé durante sua apresentação. Mas quem são as majés?
O bumbá explica que elas são mulheres da floresta, detentoras de saberes milenares, curadoras e contadoras das histórias do povo e da natureza. São elas que, com gestos, rezas, puxadas e palavras, transmitem sabedoria que brota das raízes da mata e do ventre da própria terra.
Para o ‘Tempo de Retomada’, o Caprichoso as defende como Figura Típica Regional. “Em cada conselho e palavra de afago, em cada costela ‘desmentida’, em cada puxada e repuxada oriunda do conhecimento ancestral e milenar, mora o saber das Majés — as senhoras da cura”, destaca o bumbá azulado.
“Na primeira noite, ‘AMYIPAGUANA: RETOMADA PELAS LUTAS’, traremos de volta nossas crenças originárias, desfazendo o trabalho do colonizador sobre nossas deidades e sobre nossos povos originários e comunidades tradicionais. É a retomada do “Legislador”, livre da imagem demoníaca imputada por missionários cristãos; é o sopro de cura das majés; é a retomada da verdadeira face da antropofagia: o massacre promovido contra os Tupinambá por Mem de Sá, na chamada “batalha dos nadadores”, também chamada de ‘massacre dos cururupe'”, descreve o Conselho de Arte do Boi Caprichoso na edição de apresentação do projeto de 2025.
O Festival segue até o domingo (29). O Caprichoso abre as duas próximas noites de apresentações.
Garantido abre festival com clássico dos anos 90 e mensagem pela floresta amazônica. Foto: Matheus Castro/Rede Amazônica AM
O levantador de toadas do Boi Garantido, David Assayag, levou a galera encarnada ao delírio ao interpretar a toada ‘Lamento de Raça’ durante a apresentação do bumbá na primeira noite do Festival de Parintins, nesta sexta-feira (27).
O momento marcou o início da apresentação do Garantido, que aposta na identificação identitária para conquistar o 33º título.
A toada, dos anos 90, ficou conhecida pelo apelo à preservação da Amazônia e por fazer um chamado contra o desmatamento ilegal do bioma.
Durante a apresentação, o apresentador Israel Paulaim também fez um apelo sobre a COP-30, que será realizada em Belém (PA), neste ano: “Que o que seja discutido ali torne-se algo concreto em defesa do povo da Amazônia”.
O Garantido defende o tema “Boi do povo, boi do povão”, celebrando suas raízes populares, em 2025.
Projeto do novo Bumbodrómo de Parintins. Foto: Alex Pazuello/Secom AM
O Governo do Amazonas, a Prefeitura de Parintins e o Ministério do Turismo assinaram um contrato para a confecção do projeto de ampliação do Bumbódromo da cidade. A assinatura aconteceu durante o intervalo entre as apresentações dos bois Caprichoso e Garantido na primeira noite do 58° Festival Folclórico de Parintins.
Segundo o governador Wilson Lima, os projetistas devem chegar a cidade de Parintins logo após a realização do festival, onde devem dar início a confecção do projeto.
“Terminou o festival, os projetistas já desembarcam aqui no município de Parintins para construir todo esse material. A próxima etapa é apresentar para Parintins, prefeitura, Câmara de Vereadores, aos bois bumbás Caprichoso e Garantido, aos artistas e abrir a consulta pública para a população. Depois de superada essas etapas, fechamos definitivamente o projeto de como será o novo Bumbódromo”, disse o governador Wilson Lima.
Participaram da solenidade o ministro do Turismo, Celso Sabino; o prefeito de Parintins, Matheus Assayag; o presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade; e vereadores do município, além de secretários de estado.
O projeto executivo será desenvolvido pela empresa vencedora da licitação, realizada em abril deste ano. O governador Wilson Lima havia anunciado o projeto em junho de 2024. O investimento estimado na elaboração do projeto é de R$ 7,6 milhões, contemplando uma área de 40.116,89 metros quadrados.
A proposta prevê a utilização da tecnologia BIM (Building Information Modeling), que permitirá um planejamento mais preciso e eficiente da obra.
Governo, Prefeitura de Parintins e Ministério do Turismo assinam contrato para confecção do projeto de ampliação do novo Bumbódromo. Foto: Patrick Marques/Rede Amazônica AM
O projeto inclui maquete eletrônica, planilha orçamentária, relatórios técnicos, cronogramas físico-financeiros e soluções de sustentabilidade e planejamento ecológico. Todo o trabalho deve atender às exigências legais, incluindo o Programa de Integridade, conforme determina a Lei Estadual nº 4.730/2018.
Entre as próximas etapas previstas estão o início da elaboração do projeto executivo em julho de 2025 e, posteriormente, a realização da licitação da obra, com previsão para 2026. A reforma e ampliação do Bumbódromo se tornam cada vez mais necessárias diante do crescimento do festival, que ano após ano atrai público recorde e maior visibilidade nacional e internacional.
Ainda durante a coletiva de anúncio, o Governo do Amazonas revelou os troféus que devem ser entregues para o boi-bumbá que se sagrar campeão da 58ª edição do Festival Folclórico de Parintins.
Selfridge Jr. mediu a extensão do Rio Madeira, principal afluente do Rio Amazonas. Arte: Divulgação
Por Júlio Olivar – julioolivar@hotmail.com
O então povoado de Santo Antônio do Rio Madeira — hoje parte de Porto Velho (RO) — localizava-se na margem leste do Rio Madeira, a 661 milhas da foz, segundo medição feita em 1879 sob a supervisão do comandante Thomas Oliver Selfridge Jr. (1836–1924), da Marinha dos Estados Unidos. À frente do navio Enterprise, ele liderava uma missão para investigar e mapear a região amazônica.
“Situados quase inteiramente nos trópicos, os rios Amazonas, Negro e Madeira compõem a mais perfeita rede hidrográfica de qualquer país do mundo”, escreveu Selfridge, que mais tarde se tornaria almirante.
Durante a primeira tentativa de construção da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o comandante fez registros detalhados sobre aspectos econômicos, sociais e demográficos da região, que era considerada “escassamente habitada”. De acordo com o censo oficial de 1875, o Pará tinha menos de 12 mil habitantes, o Amazonas cerca de 30 mil e o Mato Grosso, 60 mil. Os dados excluíam a população indígena, que não era contabilizada. Em média, havia apenas um habitante para cada 72 milhas quadradas.
Até a introdução da navegação a vapor no Amazonas, em 1854, a comunicação entre o Pará e o interior era esporádica, feita por pequenos veleiros que levavam até seis meses para completar o percurso.
Segundo Selfridge, apenas 25 anos antes o rio Madeira era povoado quase exclusivamente por “índios selvagens”. Em 1749, uma grande expedição portuguesa foi enviada de Belém rumo às minas de Mato Grosso, pelo rio Guaporé, passando pelo Madeira.
Arte: Divulgação
O ‘Boom’ da borracha e os ‘brasileiros preguiçosos’
O que impulsionou a colonização do Vale do Madeira foi a qualidade superior da borracha nativa e sua crescente demanda mundial. “Com base nas melhores informações que consegui reunir, há atualmente cerca de 12 mil pessoas às margens do Rio Madeira — incluindo portugueses, brasileiros, negros e índios domesticados — todos envolvidos na produção de borracha”, afirmou o comandante.
Selfridge avaliava que dificilmente haveria crescimento populacional se o preço do látex não aumentasse significativamente para “estimular os brasileiros preguiçosos a ampliar sua produção”.
Segundo ele, a ocupação da região se estendia por até 15 milhas a partir do rio, com estradas rudimentares que levavam às seringueiras. Para ampliar a produção, os nativos precisavam adentrar o interior da floresta — o que gerava temor de ataques indígenas e exigia esforços físicos que, nas palavras do comandante, “eram evitados pelo brasileiro indolente”.
Indígenas: cativeiro
Até meados do século 19, a população do Madeira era composta majoritariamente por povos indígenas — especialmente das etnias Mura e Caripuna — que viviam da caça, ainda que esta fosse escassa.
No entanto, a presença dos colonizadores mudou a dinâmica local. Selfridge relata que não eram apenas os investidores, seringalista e donos de embarcavas que tinham o ímpeto escravocrático. Ele afirma que, “em cada cabana de um trabalhador brasileiro, há uma ou mais famílias indígenas que, embora aparentemente livres, realizam tarefas como buscar água e cortar lenha”. Isso revela que também os pobres submetiam indígenas à servidão, em um tipo de cativeiro informal e não legalizado.
O termo “tapuia” era utilizado para se referir a indígenas de etnia desconhecida no Baixo Amazonas, os quais, segundo o comandante, eram “industriosos e inteligentes”. Eram preferidos como tripulantes dos vapores da região, em detrimento de brancos ou negros. “As meninas se destacam como serviçais, são hábeis com a agulha e frequentemente criadas desde a infância nas casas de brasileiros das elites”.
Selfridge descreve os povos originários do Madeira como “muito superiores, em aparência, aos nossos índios norte-americanos”, elogiando sua disposição em adotar os costumes europeus, seu cuidado com a higiene e “a beleza singular das mulheres”.
Sobre o autor
Júlio Olivar é jornalista e escritor, mora em Rondônia, tem livros publicados nos campos da biografia, história e poesia. É membro da Academia Rondoniense de Letras. Apaixonado pela Amazônia e pela memória nacional.
Ao fim do processo, os animais serão entregues ao Ibama. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
Compromisso com a restauração do equilíbrio ambiental, o trabalho de reintrodução de animais silvestres à natureza necessita de planejamento. Diante disso, aves resgatadas abrigadas no Bosque dos Papagaios, bairro Paraviana, passam por treinamento de voo, uma das etapas essenciais no processo de reabilitação.
Atualmente, 48 aves estão no equipamento municipal, dentre elas, arara, papagaio, periquito, maitaca, mariana e tucano. Onze delas passam pelo treinamento, sendo 6 araras e 5 papagaios, com a possibilidade de retorno ao meio ambiente. De acordo com o diretor do bosque, Luciano Ibiapina, a preparação de soltura desses animais garante uma reintegração segura ao ecossistema.
“A preparação de soltura desses animais garante uma reintegração segura ao ecossistema”, disse o diretor do bosque, Luciano Ibiapina. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
“Aves com a musculatura prejudicada passam por treinamento semanalmente aqui no bosque. O objetivo é fortalecer os músculos das asas para sustentar o corpo do animal durante voos longos. A gente tem aves que já recuperaram 50% da capacidade de voo e a meta é atingir 100% para que estejam prontos para soltura no fim do ano, reintegrando-os de forma eficiente e sem intercorrências”, disse.
Ao término do treinamento, os animais são entregues ao Centro de Triagem de Animais Silvestres (Cetas), do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Com isso, os profissionais mapeiam e programam a reintegração das aves aptas a retornarem para a natureza.
O treinamento de voo é uma das etapas essenciais de reabilitação. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
Funcionamento do Bosque dos Papagaios
Com exceção das segundas-feiras, feriados e pontos facultativos, o horário de funcionamento do bosque é das 8h às 18h em dias úteis. Aos fins de semana, das 8h às 12h e das 14h às 18h. Vale ressaltar que no local não é permitido entrar com animais domésticos, alimentar os animais, entrar com bebida alcoólica, consumir alimentos nas trilhas, fumar e descartar resíduos de forma irregular.
O bosque funciona de terça à domingo, em horário comercial. Foto: Andrezza Mariot/PMBV
A disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, atrai milhares de pessoas que buscam conhecer de perto a festa popular. Mas muito além do Bumbódromo, a principal atração da festa, por se tratar do local onde a disputa ocorre, Parintins possui uma rota turística rica e cheia de atrativos.
Foi pensando em como fazer o turista, ou até mesmo o parintinense, conhecer outros locais da cidade, que foi criado o ‘Passaporte Parintins‘, disponibilizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur).
A ação acontece na Estação do Turismo, instalada no complexo Turistódromo, na Avenida Amazonas, em frente a praça da Catedral Nossa Senhora do Carmo.
“Mais um ano que desembarcamos na ilha e, para esse ano, estamos com a Estação do Turismo e contamos com 20 parceiros do Governo do Amazonas, para acolher o visitante que chega, como o Procon, o Cetam, entre outros. E para ele ano é claro que temos também o nosso queridinho, o tão esperado passaporte. São oito pontos que o visitante precisa ir, pegar o carimbo e retornar ao turistódromo pra pegar o brinde”, comenta a vice-presidente da Amazonastur, Laena Porto. A ação também conta com a parceria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA).
Circuito 2025
Na edição de 2025, a entrega começou no dia 26 e segue até dia 29. O Passaporte indica os principais atrativos turísticos da cidade e, por meio de carimbos personalizados, o público faz o percurso os coletando, para no fim receber um brinde.
A primeira parada do circuito é no próprio complexo, onde o turista pode retirar o primeiro carimbo na Estação do Turismo, espaço de atendimento bilíngue da Amazonastur, que conta com serviços como foto personalizada, totem de informação turística e distribuição gratuita de materiais promocionais.
Na praça o visitante também encontra a Catedral de Nossa Senhora do Carmo (na Avenida Amazonas, s/n – Centro) e no entorno também estão o estande da UEA e o Panavueiro Fest (na Avenida Clarindo Chaves, ao lado da Catedral).
Outro atrativo próximo é o Mercado Municipal Leopoldo Neves (na rua Benjamin da Silva – Centro) e, ao lado, a Praça Digital Cristo Redentor (na rua Caetano Prestes, 1 – Centro). Próximo destes está o Porto da cidade.
Por fim, o roteiro encerra no Bumbódromo (na avenida Nações Unidas, s/n – Centro). Depois de pegar todos os carimbos, o visitante deve retornar ao Turistódromo para retirar seu brinde exclusivo.
Brindes. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Lembrando que a distribuição do Passaporte Parintins segue até domingo (29/06) com quantidade limitada, sendo de 9h30 e 14h30. Já no domingo, somente às 9h30h.
A disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido no Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, atrai milhares de pessoas que buscam conhecer de perto a festa popular. Mas muito além do Bumbódromo, a principal atração da festa, por se tratar do local onde a disputa ocorre, Parintins possui uma rota turística rica e cheia de atrativos.
Pensando em como fazer o turista, ou até mesmo o parintinense, conhecer outros locais da cidade, que foi criado o ‘Passaporte Parintins’, disponibilizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Empresa Estadual de Turismo (Amazonastur).
Na edição de 2025, a entrega começou no dia 26, na Estação do Turismo, instalada no complexo Turistódromo, na Avenida Amazonas, em frente a praça da Catedral Nossa Senhora do Carmo.
O Passaporte indica os principais atrativos turísticos da cidade e, por meio de carimbos personalizados, o público faz o percurso os coletando, para no fim receber um brinde.
O circuito deste ano inclui:
Estação do Turismo,
Bumbódromo,
Catedral de Nossa Senhora do Carmo,
Praça Digital,
Mercado Municipal Leopoldo Neves,
Universidade do Estado do Amazonas (UEA/Estande),
Panavueiro Fest
e Porto da cidade.
A distribuição do Passaporte Parintins segue até domingo (29/06) com quantidade limitada, sendo de 9h30 e 14h30. Já no domingo, somente às 9h30h.
Confira os pontos selecionados para este ano no percurso:
Depois de pegar o Passaporte Parintins, que já vem carimbado com o Turistódromo, o público pode iniciar o percurso por onde achar melhor. Um dos pontos é a Catedral de Nossa Senhora do Carmo. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaNão muito longe é possível encontrar três pontos próximos: o primeiro deles é a Praça Digital. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaBem ao lado, o segundo local é o Mercado Municipal. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaO terceiro ponto pegando esta rota é o Porto. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaVoltando, o estande da UEA fica ao lado da Catedral. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaE “colado” à UEA é possível pegar o carimbo na área do Panavueiro Fest. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaNesta rota, o último local foi o Bumbódromo. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaAo retornar para o Turistódromo e entregar o Passaporte na Estação do Turismo, se recebe o carimbo final, validando para a escolha do brinde. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaBrindes são entregues no fim do roteiro após a validação de todos os carimbos. O público escolhe o que gostar mais. Foto: Clarissa Bacellar/Portal AmazôniaEstande abre para a distribuição do Passaporte Parintins 9h30 e 14h30. Já no domingo (29), somente às 9h30. Foto: Clarissa Bacellar/Portal Amazônia
Ao lado da Catedral de Nossa Senhora do Carmo e do Bumbódromo – os dois maiores templos religiosos e culturais de Parintins –, o estúdio de vidro da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) iniciou, nesta quinta-feira (26/6), a transmissão, ao vivo, do programa “Toada do Milton”. A revista eletrônica comandada pelo artista Milton Cunha será exibida até domingo (29/6), pelo canal oficial da UEA, no YouTube, das 14h30 às 18h30.
Além das redes sociais da UEA, o público poderá acompanhar o programa pelo canal do Amazon Sat e Portal Amazônia, que transmitirão, na integra, a revista eletrônica para o Amazonas e mais outros quatros estados: Porto Velho (RO), Rio Branco (AC), Macapá (AP) e Boa Vista (RR). O portal G1 Amazonas também fará a exibição do “Toada do Milton”.
O start do programa foi dado pelo reitor da UEA, prof. Dr. André Luiz Nunes Zogahib, que participou da abertura, por vídeo, diretamente de Londres. Em seguida, o secretário de Cultura do Amazonas, Caio André, confirmou a presença no estúdio da UEA para falar da grandiosa produção para o festival de Parintins e, também, parabenizar a universidade por mais essa ação que contribui para difundir e fortalecer a cultura do Amazonas.
“É com muita honra que anunciamos a presença do artista Milton Cunha que, além de carnavalesco e comunicador, é pesquisador do Laboratório de Estudos do Discurso, Imagem e Som (Labedis), motivo pelo qual foi escolhido pela UEA para colaborar com esse projeto acadêmico. Então, como acadêmico e bolsista da UEA na categoria extensionista visitante, Milton Cunha está presente nesse grande movimento festivo e cultural que é o Festival de Parintins.”, completou André Zogahib.
O programa “Toada do Milton”, além de ser uma ferramenta que mostrará a importância do ensino, pesquisa e extensão universitária no cotidiano do festival, destacará a produção e difusão da cultura e do conhecimento e expressão folclórica da universidade para a região Norte, por meio de um grande pesquisador. Servirá como base para a produção do terceiro pós-doutorado de Milton Cunha, pelo Museu Nacional e Laboratório de Estudos do Discurso Imagem e Som (Labedis).
No escopo das atividades do projeto, a UEA, por meio de sua Editora, produzirá uma obra a partir dos discursos, imagens e sons captadas durante o programa. O livro, que será parte do terceiro pós-doutorado de Milton, terá como título: “Opera Cabocla: narrativas dos bumbás Caprichoso e Garantido”, a ser lançado ainda em 2025.
Programa “Toada do Milton”
A atração conta com diversos quadros que foram pensados para regionalizar as entrevistas e transportar os convidados a uma viagem na história dos bumbás Caprichoso e Garantido, além de outros setores da cultura Tupinambarana.
Milton Cunha receberá os convidados em um estúdio que foi pensado para que, além dos telespectadores do canal, os visitantes da ilha também possam acompanhar, de perto, vivenciando o clima de festividade que invade Parintins no mês de junho e que, agora, fará parte do programa “Toada do Milton”.
O projeto Parintins de 2025 marca a presença da UEA, com expressão nacional, a partir da participação de Milton Cunha, ícone da cultura nacional e um estudioso das festas populares do Brasil.
Conheça alguns dos quadros que dão o tom irreverente e amazônico ao “Toada do Milton”: “Estouro da Boiada“, “Miolo dos Bois“, “Tô Brocado“, “Berrante Histórico“, “Mugido do Boi“, “Mecenas“, “Acredite Se Quiser“, “Criador e Criatura“ e “Universidade Cabocla“.
Assista o primeiro:
Editora UEA
No primeiro dia do “Toada do Milton”, a UEA lançou a história da cunhã Isabelle Nogueira. Em outra, a obra celebra o legado das lendas do boi Caprichoso. Na história, Cunhã sai de uma sala de aula e embarca, com seus amigos Manu e Gerson, sua mãe Jaqueline e a arara Jackson, em uma viagem de barco rumo ao Festival de Parintins. Pelo caminho, o grupo vive aventuras que celebram os mitos, os saberes do povo da floresta e os encantos da Amazônia, em uma narrativa que mescla coragem, fantasia e tradição.
Com ilustrações marcantes e linguagem acessível, a HQ busca dialogar com leitores de todas as idades, despertando o interesse pelas raízes culturais da região, por meio de uma estética cuidadosa que transporta o leitor para a Parintins, a Ilha da Magia.
Do lado azul, a Editora UEA também apresentou a obra organizada por Diego Omar, professor da UEA, além de Thayron Rangel e Roberto Sena. O livro é resultado de trabalho iniciado no Centro de Documentação e Memória do Boi-bumbá Caprichoso. A obra reúne, em palavras e imagens, as lendas que encantaram o público nas apresentações do Caprichoso no Festival de 1996, resgatando parte essencial do legado artístico e da memória cultural amazônica.
3 cursos no Liceu de Parintins que incentivam artistas. Arte: Jorel Carter
Localizado no Centro Cultural de Parintins – Bumbódromo, o Liceu de Artes e Ofícios Cláudio Santoro incentiva a arte e o legado dos parintinenses para o mundo. O local recebe o embate anual entre Caprichoso e Garantido, mas também é a casa em que muitos artistas se formam.
Esta é a primeira unidade do liceu mantida pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, fora da capital Manaus.
Segundo o turismólogo do Liceu Parintins, Jair Almeida, em pouco mais de uma década o liceu já transformou a realidade dos parintinenses, pois investe na formação de toda uma geração que mantém viva a chama dos bois-bumbás. Confira alguns dos cursos mais procurados oferecidos pela escola de artes: