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Presidente Roberto Cidade destaca geração de renda e postos de trabalho durante 58° Festival Folclórico de Parintins

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Foto: Rodrigo Brelaz

O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), prestigiou, mais uma vez, o Festival Folclórico de Parintins e destacou a importância da festa para a população do município e para o Estado.

“Sou um amante do Festival de Parintins desde 1997, quando a minha mãe me trouxe ao Bumbódromo. O festival cresce e se aprimora a cada ano. Durante os dias da festa, milhares de turistas desembarcam na ilha, movimentando a economia local por meio da cultura dos bumbás. Em 2025, foram mais de R$ 180 milhões injetados no município, sem contar a geração de milhares de empregos diretos e indiretos”, declarou.

Segundo dados da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (SEC), o Festival de Parintins atraiu mais de 120 mil turistas em 2025.

“Os bois Caprichoso e Garantido fizeram um espetáculo grandioso e mostraram, mais uma vez, por que causam tanta emoção e amor em quem desembarca em Parintins. À população parintinense, meu carinho, respeito e admiração”, finalizou.

Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes apresenta balanço do primeiro semestre na Assembleia Legislativa

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Foto: Hércules Andrade/Gabinete da deputada Débora Menezes

A Comissão de Defesa dos Direitos das Crianças e Adolescentes (CDDCA) da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), presidida pela deputada Débora Menezes (PL), apresentou, nesta segunda-feira (30/6), o balanço das ações referentes ao primeiro semestre de 2025.

A parlamentar esteve à frente da Procuradoria Especial da Criança e do Adolescente e da Comissão Permanente da Criança e do Adolescente da Aleam, com foco em presença nos territórios, articulação com a rede e ações educativas de grande alcance.

De acordo com a CDDCA, a atuação da deputada tem sido marcada não apenas pela presença nos territórios, mas por articulação institucional que conecta base, legislação e estrutura pública. Sob sua condução, a Procuradoria deixou de ser apenas um núcleo de escuta e passou a atuar como eixo articulador de ações educativas, formativas e preventivas em todo o estado.

“As atividades começaram ainda no início do ano, com a presença da Procuradoria nos eventos de Carnaval realizados no Sambódromo de Manaus. Por se tratar de um evento de grande porte, com circulação de milhares de pessoas, foi necessário um olhar atento sobre o fluxo de crianças e adolescentes nesses espaços. A equipe da Procuradoria esteve em campo em parceria com órgãos fiscalizadores como o Juizado da Infância e da Juventude e a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania do Amazonas (Sejusc), atuando com orientações diretas ao público, acolhendo menores desacompanhados e distribuindo materiais educativos. A atuação reforçou o papel da Procuradoria como espaço de proteção, sobretudo em ambientes de alta exposição”, afirmou.

Já em fevereiro, as ações se voltaram para as escolas públicas da capital. A equipe promoveu encontros com pais e responsáveis logo no início do ano letivo, com o objetivo de orientar, escutar e estimular a participação ativa das famílias no cuidado com crianças e adolescentes. Esses momentos de acolhimento foram fundamentais para abrir espaço ao diálogo e à prevenção.

Em abril, foi lançada oficialmente a campanha “Bullying não é brincadeira. Respeito é a melhor decisão.”, com ações educativas em escolas públicas e privadas, entre elas unidades do grupo Idaam e o Colégio Dom Bosco. Com atenção especial ao bullying cibernético e aos riscos relacionados ao uso da internet e jogos online, a campanha mobilizou alunos, professores e coordenação pedagógica.

As atividades foram conduzidas por uma equipe especializada, formada por psicóloga, assistente social e pedagogas, com uma abordagem cuidadosa, segura e adequada para o ambiente escolar.

A deputada esteve pessoalmente em diversas ações, participando ativamente das conversas com os alunos e encerrando os encontros com mensagens de incentivo, autovalor e proteção.

Ainda em abril, a Procuradoria passou a integrar a Operação Caminhos Seguros, coordenada pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. As articulações começaram com reuniões estratégicas e construção de material técnico e, ao longo de maio, a equipe participou de diversas ações educativas tanto na capital quanto em municípios do interior.

A operação abordou temas como violência sexual, crimes cibernéticos e trabalho infantil. A Procuradoria atuou como estrutura de apoio, oferecendo orientação, material informativo e presença institucional, somando forças com a rede pública de proteção.

Um dos destaques foi a parceria com o Centro de Mídias da SEDUC, que transmitiu capacitações voltadas a profissionais da rede no interior do estado, ampliando o alcance da campanha com formação e informação de qualidade.

A agenda de maio também incluiu a participação da Procuradoria no Dia D do 18 de Maio, na Ponta Negra, em alusão ao Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.

A ação reuniu instituições públicas, sociedade civil e profissionais da rede de proteção, e a presença da equipe da deputada reforçou o compromisso com a sensibilização e a mobilização coletiva sobre o tema.

Ainda em maio, a Assembleia Legislativa realizou a Sessão Especial do Maio Laranja, por iniciativa da deputada Débora Menezes, reunindo representantes de instituições como Unicef, Polícia Civil, Proerd, Sejusc e organizações sociais. Na ocasião, a deputada destacou que, depois do tráfico de drogas e armas, o abuso e a exploração de crianças e adolescentes se tornaram um dos crimes mais recorrentes no Amazonas. A fala reforçou a necessidade de políticas públicas contínuas, escuta qualificada e ações integradas de proteção.

Em junho, a Procuradoria promoveu o Seminário Estadual sobre Escuta Protegida, considerado um marco inédito para o estado. Com mais de 100 profissionais inscritos das áreas da saúde, educação, assistência social e segurança pública, o evento trouxe uma formação aprofundada sobre a Lei 13.431/2017, que trata do depoimento especial e da escuta especializada de crianças e adolescentes vítimas de violência.

A formação foi conduzida por especialistas nacionais, entre eles o professor Benedito Rodrigues dos Santos, e contou com o apoio da Emenda Parlamentar nº 47/2024, em parceria com a Universidade Corporativa do Brasil e a Sejusc.

Ao liderar a realização do primeiro seminário estadual sobre Escuta Protegida na Região Norte, Débora reforçou sua posição como parlamentar que não apenas denuncia, mas forma, propõe e estrutura.

A iniciativa teve repercussão entre profissionais da rede e abriu caminho para a criação de novas práticas de atendimento dentro das instituições públicas do Amazonas.

O semestre foi encerrado com a participação da Procuradoria no Festival de Parintins. As ações começaram ainda em Manaus, com presença nos principais pontos de fluxo como portos e aeroportos, e seguiram até Parintins, com atuação nos grandes centros da cidade.

A equipe esteve em campo com materiais educativos, orientações diretas ao público e apoio às instituições de fiscalização, promovendo alerta e proteção em um dos maiores eventos culturais do país.

Leia também: Lei aprovada na ALEAM transforma Castanha-do-Pará em Castanha-da-Amazônia

Propostas legislativas

Além da atuação em campo, Débora Menezes tem avançado com propostas legislativas importantes para a consolidação de uma política de proteção continuada.

Entre os marcos do semestre está a aprovação do Projeto de Lei nº 51/2024, de autoria da deputada, que cria o Cadastro Estadual de Pedófilos.

Aprovada por unanimidade, a nova lei estabelece um instrumento público de caráter preventivo e informativo, com o objetivo de ampliar a segurança das famílias amazonenses e permitir o monitoramento mais eficaz de condenados por crimes sexuais contra crianças e adolescentes.

Outro destaque legislativo é o Projeto de Lei nº 4083/2024, que institui o Plano PROTEGE-AM, uma política pública estadual de enfrentamento à violência sexual infantojuvenil, com foco na formação de profissionais da rede e na interiorização das ações de proteção.

O trabalho desenvolvido neste semestre ocupa uma função institucional e exerce uma liderança prática, presente e mobilizadora. Com escuta ativa, decisões legislativas estratégicas e atuação em campo, Débora Menezes tem se destacado como referência na proteção infantojuvenil no Norte do país.

Segundo semestre

Para o segundo semestre de 2025, a deputada prepara novas frentes de trabalho. A agenda inclui o fortalecimento das ações contra o tráfico de crianças no estado, campanhas educativas voltadas à segurança digital e orientação para pais e responsáveis sobre os riscos do ambiente on-line. O planejamento também prevê novas formações para conselheiros tutelares e agentes da rede, com foco no interior.

“A Procuradoria está aqui para acolher, orientar, alertar e proteger. A gente sabe onde estão os riscos e, por isso, onde houver circulação de crianças, a gente vai estar presente com estrutura, com equipe e com informação. Esse é o nosso papel”, concluiu.

Assistência em saúde recebe destaque em todas as noites do Arraiá do Povo 2025 no Amapá

Foto: Aog Ronha/GEA

Durante os seis dias de programação do Arraiá do Povo 2025, promovido pelo Governo do Amapá, o público e os participantes das competições juninas contaram com atendimento em saúde garantido no local, na Cidade Junina, montada na Zona Norte de Macapá.

O reforço na área da saúde integrou a estrutura planejada para oferecer suporte completo aos frequentadores do evento, que reuniu milhares de pessoas entre os dias 27 de junho e 2 de julho.

Leia também: Arraiá do Povo 2025 reúne tradição e cultura com segurança no Amapá

Coordenado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), o posto fixo de enfermagem foi instalado ao lado do palco principal e funcionou em regime de plantão todos os dias da festa. A unidade contou com equipe composta por médicos, enfermeiros, técnicos e farmacêuticos, atuando com equipamentos de primeiros socorros, medicamentos e insumos para atendimentos emergenciais.

A estrutura foi preparada para responder a situações comuns em eventos de grande porte, como crises de ansiedade, desidratação, alteração de pressão arterial e mal-estar provocado por calor, alimentação inadequada ou consumo excessivo de bebidas alcoólicas.

No domingo (29), o estudante Ruan Darlison foi um dos atendidos pela equipe de plantão. Ele relatou ter procurado ajuda médica após sentir uma aceleração nos batimentos cardíacos durante uma das apresentações do evento.

“Eu vim prestigiar o forrozão e, de repente, senti meu coração acelerar. Encontrei uma enfermeira no caminho, que me levou direto ao posto. Fui atendido rapidamente pelo médico, que verificou meus batimentos e constatou que era só ansiedade. Graças a Deus, estava tudo bem. É uma ótima ideia ter esse atendimento aqui, porque com tanta gente, é importante ter esse suporte”, contou.

A enfermeira Sibele Soeiro, integrante da equipe da Sesa, explicou que o serviço foi estruturado para acolher tanto o público visitante quanto os quadrilheiros que participaram das apresentações. Segundo ela, os dançarinos costumavam chegar ao local com sinais de ansiedade e, muitas vezes, em jejum ou com quadros de desidratação.

“Nós atendemos o público em geral e também os quadrilheiros, porque geralmente eles chegam nervosos, ansiosos, às vezes não se alimentam direito e acabam tendo mal-estar, pressão alterada. Estamos com retaguarda de medicamentos, equipamentos de monitoramento e apoio do SAMU e Corpo de Bombeiros. Fazemos aferição de pressão, exame de glicose, monitoramento e, se necessário, aplicamos medicação”, reforçou Sibele.

Em casos que exigiram atendimento mais avançado, o protocolo adotado foi o encaminhamento do paciente para o Hospital de Emergência, com o apoio da ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A presença do Samu foi parte do planejamento integrado entre os órgãos estaduais para garantir o bom funcionamento da estrutura do Arraiá do Povo.

ambulâncias também estiveram disponíveis para casos de necessidade. Foto: Aeg Rocha/GEA

A Cidade Junina, montada pela primeira vez na Zona Norte da capital, foi palco das principais competições do calendário junino do estado. O Arraiá do Povo 2025 reuniu o 6º Festival Municipal Sandro Rogério, promovido pela Liga Junina de Macapá (Ligajum); o 7º Forrozão do Primo Sebastian, organizado pela Federação das Entidades Juninas e Folclóricas do Amapá (Fejufap); e o 16º Arraiá no Meio do Mundo, realizado pelo Instituto Sociocultural Arraiá no Meio do Mundo (Fefap).

O esquema de saúde implementado durante o Arraiá fez parte de um plano maior de estrutura e segurança desenhado pelo Governo do Estado, que incluiu policiamento reforçado, ações educativas do Detran-AP e postos de atendimento ao cidadão. A atuação da Secretaria de Saúde garantiu suporte necessário para que o público pudesse aproveitar as festividades com atendimento disponível e rápido acesso a cuidados médicos, quando necessário.

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Perdeu o Arraiá do Povo no Amapá? Assista todas as apresentações

Evento reuniu mais de 60 apresentações de quadrilhas tradicionais e estilizadas. Foto: Márcia do Carmo/GEA

Entre os dias 27 de junho e 2 de julho, a Cidade Junina instalada no pátio do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM), no bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá (AP), foi o palco do Arraiá do Povo 2025. O evento, promovido pelo Governo do Amapá reuniu as principais competições juninas do estado e promoveu mais de 60 apresentações de quadrilhas tradicionais e estilizadas, além de shows e atividades culturais.

Leia também: Fundação Rede Amazônica realiza em Macapá o Arraiá Amazônico, projeto que une tradição, inclusão social e sustentabilidade

Com estrutura cenográfica especial, a Cidade Junina contou com arena de apresentações, palco, praça de alimentação, arquibancadas e barracas temáticas. A proposta foi valorizar a cultura popular, movimentar a economia criativa e fortalecer tradições regionais.

Perdeu alguma coisa ou quer assistir de novo? Confira:

27 de junho – Abertura oficial e primeira noite de apresentações

A festa começou com o show da banda Bonde do Forró, em comemoração ao Dia Nacional do Quadrilheiro. O espaço lotado já dava o tom da animação que tomaria conta da cidade nos dias seguintes.

28 de junho – 6º Festival Municipal Sandro Rogério

Promovido pela Liga Junina de Macapá (Ligajum), o festival premiou os três melhores grupos nas categorias estilizada e tradicional. Na noite, quadrilhas como Estrela Dourada, Raízes Culturais, Simpatia da Juventude e Luar do Sertão brilharam na arena.

29 de junho – 7º Forrozão do Primo Sebastian

Organizado pela Fejufap, o Forrozão teve como objetivo selecionar a quadrilha representante do Amapá no Campeonato Brasileiro da CONAQJ, que ocorrerá em julho, em Alagoas. O destaque da noite foi a apresentação da Simpatia da Juventude, que ficou com o primeiro lugar e garantiu vaga no nacional.

30 de junho a 2 de julho – 16º Arraiá no Meio do Mundo

Com seletivas realizadas previamente em Santana-Mazagão, Tartarugazinho e Macapá, o festival teve suas finais nos três últimos dias do Arraiá do Povo. Os grupos se apresentaram em sequência até a madrugada, com destaques como Bagunçados dos Matutos, Estrela do Norte, Reino de São João, Sensação Amapaense, Encanto Junino, entre outros.

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Sauim-de-coleira: macaco encontrado em Manaus é um dos mais ameaçados do mundo

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Sauim-de-Coleira. Foto: Marcelo Gordo

O Sauim-de-coleira, espécie que só pode ser encontrada no Brasil, faz parte da lista dos 25 primatas mais ameaçados do mundo. Em busca do que sobrou das florestas primárias, secundárias e campinaranas, a espécie vive nas redondezas dos municípios de Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara, no Amazonas.

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O primata, que pertencente à família dos micos Callitrichidae, é um animal de pequeno porte que normalmente anda em grupos de 2 à 12 animais, em que apenas uma fêmea reproduz, dando à luz apenas à um ou dois filhotes de cada vez.

Além disso, outra característica dessa espécie é a forte territorialidade dos grupos, já que defendem seus territórios de forma bastante agressiva contra outros grupos.

“É uma espécie importante para as florestas principalmente por serem grandes dispersores de sementes de plantas desses diferentes ambientes. Como é uma espécie que transita entre floresta primária e secundária, ajuda a levar sementes da floresta primária para a secundária e vice-versa, colaborando e acelerando o processo de restauração dos ambientes”, declarou o Doutor em Zootecnia, Marcelo Gordo, ao Portal Amazônia.

A perda de habitat é considerada uma das principais ameaças à sobrevivência das espécies, uma vez que sem vegetação adequada, a espécie não consegue sobreviver. Quando combinada com fatores como a caça, o tráfico de animais, doenças, a competição com espécies invasoras e eventos climáticos extremos, a situação se agrava ainda mais.

De acordo com Marcelo Gordo, os maiores riscos à espécie estão relacionados ao desmatamento e à fragmentação das florestas, que andam lado a lado com a degradação da vegetação. Além disso, poluição, atropelamentos, choques em redes elétricas e ataques de cães e gatos domésticos também representam sérias ameaças à biodiversidade.

Leia também: Símbolo de Manaus e gravemente ameaçado de extinção, sauim-de-coleira tem habitat reduzido a cada ano

Situação atual do sauim-de-coleira

Sauim-de-Coleira
Sauim-de-coleira (Saguinus bicolor). Foto: Robson Czaban

Atualmente, a espécie vive em quase todos os fragmentos florestais da cidade de Manaus, o que representa uma pequena parcela da população como um todo, já que é na zona rural que a maioria dos indivíduos habita. A população total está estimada em torno de 36 mil animais, contudo cada grupo possui apenas uma fêmea reprodutiva.

Se o desmatamento continuar progredindo, a espécie continuará diminuindo em número, e as populações podem ficar cada vez mais isoladas demais e com número de indivíduos insuficiente para garantir a sobrevivência a longo prazo.

De acordo com o especialista, embora a reversão do quadro de extinção da espécie não seja viável, ainda há esperança para mitigar os danos, tanto futuros quanto já ocorridos.

“Não vejo perspectiva para reversão do quadro, mas há esperanças de mitigação dos estragos que estão por vir e até mesmo dos que já ocorreram, com a restauração de APPs, Áreas verdes e criação de conectividade, aumentando a chance de sobrevivência dos animais, principalmente na zona urbana. Na zona rural, a esperança está na preservação de grandes blocos de florestas que ainda existem e na parceria com os produtores rurais, para a conectividade dos habitats e respeito às leis ambientais’’, afirma o professor.

Leia também: Sauim-de-Coleira: conheça o símbolo de Manaus ameaçado de extinção

Iniciativas de preservação da espécie

Sauim-de-Coleira
Foto: Mauricio Noronha

Proteger o Sauim-de-coleira é essencial para a restauração do ambiente florestal. Para isso, diversas iniciativas de proteção e conservação da espécie têm sido criadas, como o programa de conservação ex situ, que possui o reconhecimento de vários criadouros e zoológicos no Brasil e no exterior.

Essa iniciativa é coordenada pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e conta com a participação do Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-coleira (PAN Sauim).

Leia Mais: Refúgio de Vida Silvestre é criado para proteção do sauim-de-coleira no Amazonas

Dentro desse programa, foram realizadas algumas tentativas de reintrodução e translocação da espécie. No entanto, a maioria dessas ações não obteve sucesso, pois o sauim é uma espécie bastante sensível e suscetível ao estresse.

Além disso, sua alta territorialidade representa um desafio adicional, dificultando essas iniciativas, especialmente em áreas onde já existam grupos residentes.

*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar

Rio Acre registra 3º pior nível para o início de julho nos últimos 10 anos na capital

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Rio Acre registrou 1,03 metros na manhã de terça-feira (1º), em Rio Branco. Foto: Seronilson Marinheiro

O Rio Acre registrou o terceiro pior nível dos últimos dos dez anos para o início de julho na capital acreana. O dado é da Defesa Civil de Rio Branco e corresponde a medição feita no dia 1º de julho de 2015 até este ano.

Na terça-feira (1º), o manancial marcou 2,03 metros. No copilado da Defesa Civil Municipal, apenas a medição feita no mesmo dia em 2016 (1,92 metros) e em 2024 (1,77 metros) ficam a frente do nível deste ano.

E o manancial segue com o nível das águas descendo. Nesta quarta (2), o rio marcou 2 metros. Em entrevista à Rede Amazônica Acre, o coordenador do órgão municipal, tenente-coronel Cláudio Falcão, contou que as chuvas ficaram mais escassas a partir de maio e o cenário começou a se agravar.

“Nós monitoramos toda a bacia do Rio Acre diariamente. No mês de junho também houve um agravamento, haja visto a ausência de chuvas em toda a região, que fez com que o Rio Acre baixasse bastante”, confirmou.

De acordo com dados do Monitor de Secas, da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA), em maio deste ano já havia sido registrado o surgimento de seca no estado acreano.

Ainda conforme a Defesa Civil Municipal, o trimestre de julho a setembro deve ser o pior do ano em relação a seca do Rio Acre.

“Estamos adentrando no terceiro trimestre, que é o pior de seca em todos os anos. Esse monitoramento nos norteia para praticarmos as ações necessárias de socorro e de resposta em relação a parte seca, seja na zona rural, seja na zona urbana de Rio Branco”, disse o coordenador.

Prejuízo

Os produtores rurais começam a sentir os impactos redução significativa do nível do Rio Acre. A seca não só afeta a navegação, mas também dificulta o escoamento da produção na capital.

“Quando chega julho, agosto, a gente tem que vir por terra, porque o Rio Acre não dá acesso porque tem pedra, pau, e não podemos passar. A produção nesse período a gente para”, disse a produtora rural Maria Giselda.

No último dia 18 de junho, representantes da Defesa Civil Estadual, da Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia (Censipam) e Secretaria Extraordinária de Povos Indígenas do Estado (Sepi), estiveram reunidos para discutir ações para conter impactos durante período de estiagem no Acre.

Uma das estratégias dos órgãos é a Operação Estiagem, que leva água para as comunidades rurais. A ação deve começar na segunda-feira (7). “Estamos fazendo as vistorias para iniciar em seguida. Creio que conseguiremos iniciar na segunda-feira”, completou Falcão.

Leia também: Com perda de 40% de mata ciliar em 55 anos, Rio Acre corre risco de colapso ambiental

Mais de 64% do território em seca

Ainda segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), mais de 64% do território do estado ficou em situação de seca em maio. Um aumento de 24% em relação ao mês anterior.

Ainda conforme a agência, o Acre aparece como o estado com o maior percentual de área seca da Região Norte. Entre abril e maio, a seca moderada também cresceu: de 18% para 20% do território.

A falta de água em comunidades isoladas, rios secos já trazem prejuízos no campo. Em Rio Branco, produtores de banana têm enfrentado dificuldades para escoar a produção. O volume de chuvas ficou abaixo do esperado em maio.

*Por Taiane Lima, da Rede Amazônica AC

Arraiá do Povo fortalece economia popular no Amapá ao movimentar mais de R$ 700 mil em seis dias de festa

Evento gerou aproximadamente 300 empregos temporários diretos e indiretos, envolvendo desde os vendedores fixos nas barracas até os circulantes com carrinhos de comida e artesanato. Foto: Rafaela Pereira/GEA

Durante os seis dias do Arraiá do Povo, realizado de 27 de junho a 2 de julho, a economia popular ganhou fôlego com a movimentação de R$ 710 mil em vendas realizadas por empreendedores de diversos segmentos.

O evento, promovido pelo Governo do Amapá, ocorreu na Cidade Junina, estrutura cenográfica montada no pátio do 2º Batalhão do Corpo de Bombeiros Militar (CBM), no bairro São Lázaro, Zona Norte de Macapá, e reuniu gastronomia, cultura e tradição em uma celebração marcada por grandes apresentações e oportunidades de geração de renda.

De acordo com a Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete), responsável pela aplicação da Pesquisa de Satisfação e Faturamento, o levantamento indicou ainda a criação de aproximadamente 300 empregos temporários diretos e indiretos, envolvendo desde os vendedores fixos nas barracas até os circulantes com carrinhos de comida e artesanato.

“São números bastante expressivos em vendas de alimentos, bebidas, artesanato e espaços de lazer, além dos empregos temporários diretos e indiretos, pois cada empreendedor tinha ao menos dois ou mais auxiliares”, avaliou o secretário de Estado do Trabalho e Empreendedorismo, Marcelino Flexa.

Leia também: Arraiá do Povo 2025 reúne tradição e cultura com segurança no Amapá

Segundo ele, o desempenho reforça a importância de políticas públicas que apostam na economia criativa como forma de inclusão. “Isto é reflexo da política de Governo de promover grandes eventos, como é o caso do Arraiá do Povo, para movimentar a economia e gerar oportunidades de emprego e renda aos empreendedores populares”, completou.

Somente no primeiro dia de evento, no dia 27 de junho, os empreendedores movimentaram mais de R$ 300 mil. Os números são da pesquisa de comercialização de produtos aplicada pela Secretaria de Estado do Trabalho e Empreendedorismo (Sete).

Na Cidade Junina, a população pôde aproveitar a culinária regional com comidas típicas, churrasco, maçã do amor, sanduíches e demais alimentos deste período. Também teve parque infantil com a cama elástica, pula-pula, balões e touro mecânico. Os empreendedores dos Carrinhos de Oportunidades também estiveram presentes com a venda de bebidas e alimentos, além de uma Feira de Artesanato.

Economia criativa no coração da festa

Ao todo, 75 empreendedores foram selecionados pelo Governo do Estado para atuarem diretamente na Cidade Junina. O destaque, no entanto, ficou por conta do projeto Carrinho de Oportunidades, que permitiu que vendedores circulassem pelo evento com carrinhos adaptados, oferecendo desde pipoca e doces até peças artesanais.

“Nunca tínhamos participado de um evento tão grande com essa estrutura. Com o carrinho, a gente alcançou mais gente e vendeu bem todos os dias”, relatou Tereza Silva, empreendedora que comercializou cocadas e bombons caseiros.

Arraiá do Povo 2025 contou com barracas montadas e também carrinhos adaptados. Foto: Lidiane Lima/GEA

Com resultados expressivos tanto no aspecto cultural quanto econômico, o Arraiá do Povo 2025 se consolidou como uma política pública de sucesso. “Não é apenas sobre dançar quadrilha. É sobre girar a economia, valorizar o que é nosso e projetar o Amapá no cenário nacional das festas juninas”, concluiu Marcelino Flexa.

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Em seis dias de evento, Arraiá do Povo no Amapá gerou inclusão e fortalecimento cultural

Arraiá do Povo contou com diversas ações além da promoção cultural. Foto: Israel Cardoso/GEA

Mais do que uma celebração das tradições juninas, o Arraiá do Povo 2025, realizado na Zona Norte de Macapá, no Amapá, consolidou-se como um espaço de inclusão social, valorização cultural e cidadania. Com apresentações de mais de 60 grupos de quadrilhas, o evento promovido pelo Governo do Amapá não apenas resgatou elementos da cultura popular, como também abriu espaço para ações voltadas a públicos historicamente marginalizados.

A proposta de inclusão foi materializada em diferentes frentes do evento, desde o acesso gratuito ao espaço até a integração de projetos sociais e ações educativas. Um dos destaques é o projeto Arraiá Amazônico, realizado pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), que contou com a presença da Central Única das Favelas (CUFA) e de instituições como o Lar Betânia e a Casa da Hospitalidade – Acolhendo a Vida, para participarem ativamente da programação, garantindo a inclusão de crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Cultura e cidadania na mesma arena

A programação especial do Arraial da Inclusão, braço social do evento, também garantiu que moradores de favelas da capital tivessem acesso gratuito à Cidade Junina, montada no quartel do Corpo de Bombeiros Militar (CBM). O espaço recebeu decoração temática, estrutura de acessibilidade, segurança reforçada e transporte organizado para acolher os participantes.

Durante as atividades, o público participou de brincadeiras juninas, apresentações de quadrilhas e rodas de conversa sobre meio ambiente e cidadania, em parceria com a Fundação Rede Amazônica (FRAM) e empresas como a Tratalyx Serviços Ambientais. A ação reforçou o papel da cultura como ferramenta de transformação social e inclusão, especialmente para comunidades periféricas.

“Ao unir manifestações populares a ações de sustentabilidade, como a coleta seletiva e a educação ambiental, mostramos que é possível celebrar nossas raízes cuidando do nosso território e das pessoas que fazem parte dele”, destacou Matheus Aquino, especialista da FRAM.

Leia também: Arraiá do Povo reúne os três principais festivais juninos do Amapá; saiba quais

Imagem colorida mostra integrantes da Central única das Favelas no Arraiá do Povo
Jovens da CUFA participam de evento junino em Macapá. Foto: Reprodução/Instagram-fundacaoredeamazonica

Quadrilhas com temáticas sociais

Na terceira noite do evento, durante a final do 7º Forrozão do Primo Sebastian, duas apresentações emocionaram o público pela abordagem de temáticas de impacto social. A quadrilha Simpatia da Juventude, de Macapá, levou ao palco o tema “Autismo, o Mundo Azul da Fera”, destacando a importância da inclusão e respeito às pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA).

Com figurinos nas cores azul e rosa — referências aos dados estatísticos de diagnósticos de TEA e à sensibilidade no cuidado —, a coreografia abordou comportamentos como hiperfoco e repetição, chamando atenção para o cotidiano de crianças e adultos com autismo.

Já o grupo Encanto Junino, de Laranjal do Jari, apresentou um espetáculo voltado ao empoderamento feminino, com narrativas que exaltaram a luta das mulheres por autonomia e respeito. A proposta foi além da performance estética, provocando reflexão e empatia no público presente.

Ações nas escolas e sustentabilidade

Outro eixo de atuação da Fundação Rede Amazônica integrou seis grandes ações voltadas à educação e inclusão social. Entre elas, o ‘Arraiá Amazônico nas Escolas’, que levou oficinas e apresentações culturais a instituições públicas de ensino, conectando estudantes com as tradições juninas e seus significados sociais e históricos.

As atividades também abrangeram a campanha ‘Cultura Transforma’, que defendeu a cultura como vetor de desenvolvimento e inclusão. A coleta de resíduos e a educação ambiental foram promovidas durante os eventos, reforçando o compromisso com práticas sustentáveis.

Ações da FRAM também foram realizadas nas escolas. Foto: Divulgação

Territórios integrados à cultura

A presença de jovens da CUFA Amapá nas atividades de conscientização ambiental, realizadas na Cidade Junina, simbolizou o esforço do projeto em levar a cultura para além do centro urbano, atingindo territórios vulneráveis e promovendo o pertencimento social. A participação desses grupos reforçou o papel do Arraiá do Povo como uma política pública de cultura plural, acessível e democrática.

“Estamos muito felizes por participar da festa junina. Realmente, a gente tem que valorizar a cultura brasileira e, com toda certeza, as nossas acolhidas vão guardar esse momento com muito carinho”, disse Hermelinda Maria Buí, responsável por uma das instituições participantes.

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Veja quais temas foram apresentados pela quadrilhas juninas no 16º Arraiá no Meio do Mundo no Amapá

Durante três noites, o 16º Arraiá no Meio do Mundo encerrou a temporada do Arraiá do Povo 2025, em Macapá (AP), entre os dias 30 de junho e 2 de julho. A competição foi a última das três que realizadas durante a programação promovida pelo Governo do Amapá no Corpo de Bombeiros Milita, na Zona Norte da capital.

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No total, 36 quadrilhas juninas se apresentaram levando temas tradicionais, inusitados e surpreendentes para a arena de competição.

Veja o tema de cada uma:

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.

Arraiá do Povo 2025 reúne tradição e cultura com segurança no Amapá

Agentes da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros garantiram segurança do evento. Foto: Jhon Martins/GEA

Comemorando o Dia Nacional do Quadrilheiro, o Arraiá do Povo 2025 aconteceu dos dias 27 de junho até 2 de julho, levando à Cidade Junina, na Zona Norte de Macapá (AP), uma multidão apaixonada pelas festas juninas.

Promovido pelo Governo do Amapá, o evento gratuito teve apresentações de mais de 60 grupos juninos de todos os 16 municípios do estado. Além da celebração cultural, o grande destaque deste ano foi o esquema de segurança pública, que garantiu tranquilidade aos visitantes com mais de 300 agentes por noite, entre policiais militares, bombeiros e equipe do Detran-AP.

Segurança em todos os detalhes

A segurança no Arraiá do Povo 2025 é fruto de um planejamento integrado entre as forças de segurança estaduais. O efetivo contou com policiais militares diariamente, atuando de forma ostensiva com viaturas, motocicletas e policiamento a pé.

“O patrulhamento interno permite uma resposta rápida a qualquer situação, ao mesmo tempo em que aproxima o agente da comunidade”, explicou o tenente-coronel Iran Andrade, responsável pela primeira noite da operação.

Para reforçar a vigilância, a Polícia Militar contou com drones e um ônibus de videomonitoramento equipado com câmeras de visão 360º.

Presença estratégica do Detran-AP

O Departamento Estadual de Trânsito do Amapá (Detran-AP) também marcou presença em todas as noites da festa, com um estande na entrada da Cidade Junina. O espaço ofereceu atividades educativas e interativas, como o desafio dos óculos simuladores de embriaguez, que mostram os efeitos do álcool na condução de veículos.

“A experiência foi surreal, você perde totalmente o equilíbrio e a noção de distância”, relatou o visitante Edmar Ribeiro, após participar da dinâmica. “A mensagem que fica é: se for beber, não dirija. Chame um amigo, pegue um táxi, mas preserve a sua vida e a dos outros”, reforçou.

Edmar Ribeiro (direita) participou de dinâmica do Detran-AP. Foto: Fabiano Menezes/Detran-AP

As crianças também participaram de atividades lúdicas com foco na educação no trânsito, como a Trilha do Trânsito Infantil, que garantiu aprendizado e diversão com brindes educativos. Além disso, o Detran-AP realizou orientações sobre o uso do nome social na CNH, como parte das ações do Mês do Orgulho LGBTQIAPN+.

“O Governo do Amapá tem um compromisso com a vida, e levar educação para o trânsito a um evento como o Arraiá do Povo é essencial”, declarou Emmanuel Dante, diretor-presidente interino do Detran-AP. “Essa é uma forma de reduzir acidentes e construir um trânsito mais seguro”, completou.

Corpo de Bombeiros: prevenção e atendimento emergencial

Com efetivo superior a 150 militares por noite, o Corpo de Bombeiros Militar do Amapá (CBM-AP) também desenvolveu um plano estratégico durante todo o evento. “Temos observadores de risco espalhados por toda a área. São militares treinados para oferecer os primeiros atendimentos e garantir o bem-estar da população”, explicou o tenente-coronel Sandro Sanches, da coordenação de grandes eventos do Governo, antes do evento.

Viaturas especializadas, atendimento pré-hospitalar e ambulâncias do CBM e do Samu estiveram a postos para socorrer casos de desmaios, quedas e outros sinistros. A estrutura ainda incluiu um posto fixo de saúde montado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesa), onde os primeiros atendimentos seriam realizados antes de um possível encaminhamento a unidades hospitalares.

População aprovou

Morador do bairro São Lázaro, José Ramos Feitosa, de 81 anos, foi um dos primeiros a chegar no evento. Vestido a caráter, ele fez questão de destacar o impacto positivo da presença das forças de segurança.

“Eu moro aqui atrás do prédio do Corpo de Bombeiros. Dei uma andada por aqui, vi muita polícia. Isso faz a gente se sentir seguro, muito bacana”, disse.

José Ramos Ferreira de 81 anos falou que se sentiu seguro no Arraiá do Povo 2025. Foto: Jhon Martins/ GEA

Educação, inclusão e segurança

Outra ação educativa, dessa vez realizada pela Fundação Rede Amazônica (FRAM), foi o projeto Arraiá Amazônico. A proposta era unir tradição, cultura popular e responsabilidade social, aproximando os estudantes das manifestações culturais típicas da região Norte.

Durante a programação, os alunos e a comunidade escolar puderam prestigiar apresentações de quadrilhas juninas como ferramenta de inclusão e conscientização com toda segurança oferecida pelo evento.

Saiba mais: Arraiá Amazônico leva jovens acolhidas pelo Lar Betânia para assistir apresentações de quadrilhas juninas em Macapá

Arraiá Amazônico

O Arraiá Amazônico é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) em parceria com a Central Única das Favelas (CUFA-Amapá), Associação Casa da Hospitalidade, Lar Betânia – Casa da acolhida Marcello Candia; e apoio da Secretaria de Cultura do Estado do Amapá (Secult), Governo do Amapá e Tratalix Serviços Ambientais.