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Pesquisadores do Inpa alertam para impactos de barragens e secas extremas sobre florestas alagáveis da Amazônia

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Seca histórica em Manaus 2023. Foto: Divulgação/Acervo PELD MAUA-INPA

O Dia Mundial das Zonas Úmidas, instituído em 2 de fevereiro, reforça a relevância desses ecossistemas fundamentais para o equilíbrio em seus biomas. Na Amazônia, os estudos conduzidos por pesquisadores do Grupo de Pesquisa em Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (GP-MAUA), vinculado ao Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), chamam a atenção para o papel fundamental das áreas alagáveis para a biodiversidade, o clima e as populações que dependem deste ecossistema.

As Áreas Úmidas, também conhecidas como Zonas Úmidas, são ambientes que se encontram na interface dos sistemas terrestres, como a terra firme, e sistemas aquáticos, como rios e lagos sob diferentes regimes de inundação. Nessas categorias se encaixam as várzeas, os igapós, os buritizais, os baixios e por boa parte das campinaranas, entre outros ambientes, que no total abrange 2.3 milhões de quilômetros quadrados na Bacia Amazônica. 

Leia também: Entenda o que são áreas úmidas amazônicas e porquê são importantes

O foco e preocupação com esses ecossistemas nunca esteve tão evidente nas últimas décadas, pois qualquer alteração nas dinâmicas naturais desses ambientes impacta diretamente o cotidiano e vida de populações tradicionais e centros urbanos da Amazônia brasileira. 

Para o pesquisador do Inpa e coordenador do Programa de Pesquisas Ecológicas de Longa Duração (PELD MAUA), Jochen Schöngart, as áreas úmidas amazônicas exercem importantes funções em vários aspectos.

“Além dos serviços ecossistêmicos fundamentais, esses ambientes armazenam e sequestram carbono, abrigando também uma biodiversidade parcialmente endêmica, adaptada a essas condições do regime de inundação”, explicou o pesquisador do Inpa.

“São ecossistemas intrinsecamente relacionados com o desenvolvimento das culturas, de várias populações humanas – das populações indígenas e depois as populações tradicionais que habitam na Amazônia, principalmente as áreas alagáveis de várzea e também dos igapós”, completou o coordenador do PELD-MAUA. 

Segundo Schöngart, várzeas e igapó são ecossistemas muito importantes na mitigação de impactos causados por cheias e secas extremas que aumentaram neste século na sua magnitude e frequência sem precedentes, afetando diretamente as populações no entorno, os municípios e na própria capital, Manaus (AM). 

Pesquisadores do Inpa alertam para impactos de barragens e secas extremas sobre florestas alagáveis da Amazônia
Campinaranas. Foto: Divulgação/Acervo PELD MAUA-INPA

A Hidrelétrica de Balbina e a seca artificial no Rio Uatumã

Um exemplo marcante que alterou completamente as características naturais de um ecossistema, foi a barragem da hidrelétrica de Balbina. O represamento do rio Uatumã (AM) para o enchimento do reservatório no período de 1987 a 1989 causou uma seca artificial nas áreas alagáveis a jusante da barragem, pois o pulso de inundação – vital para a manutenção desse ecossistema – foi extinto naquela região. 

Em consequência, boa parte da floresta de igapó morreu, seguida por uma recuperação natural das áreas degradadas por uma vegetação florestal que apresenta uma composição diferente de espécies de árvores e com riqueza inferior em comparação com a floresta anterior. (Leia o artigo completo AQUI)

“Recentemente publicamos um estudo na revista internacional Forest Ecology and Management, que mostrou que o barramento do Rio Uatumã ocasionou uma profunda mudança na vegetação jusante. Os impactos foram detectados até 120 quilômetros rio abaixo, mostrando redução significativa na diversidade de espécies e mudanças na composição florística, mesmo após quarenta anos do impacto da instalação”, revelou a autora do estudo, a colaboradora do Grupo MAUA Carla Iara Dantas. Carla Iara, colaboradora Grupo MAUA.

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O estudo liderado por Dantas e outros autores do GP MAUA, foi baseado em inventários florísticos realizados em 3,75 hectares de floresta, com parcelas (o mesmo que unidades amostrais de área definida) distribuídas a cada 10 km de distância da barragem. Os resultados indicam que a seca artificial causou mortalidade excessiva das florestas próximas à barragem, além de alterações profundas na estrutura da vegetação.

“Próximo à barragem, predominaram espécies indicadoras de distúrbios, caracterizadas por crescimento acelerado, por baixa longevidade e com baixa capacidade de estocagem de biomassa. Portanto, esses resultados reforçam a importância da conservação desses ecossistemas, com a alta vulnerabilidade e baixa resiliência desses ambientes de igapó”, alertou Dantas, que realizou esse estudo no âmbito da sua dissertação de mestrado no Programa de Pós-graduação em Ecologia do Inpa. 

Balbina. Foto: Divulgação/Acervo PELD MAUA-INPA

Segundo os autores, os achados são altamente relevantes diante dos planos de expansão de dezenas de usinas hidrelétricas na Amazônia e do aumento da frequência e intensidade das secas extremas observadas nas últimas três décadas, reforçando a importância de considerar impactos ecológicos de longo prazo no planejamento energético.

A floresta ao longo do tempo: o que mostram os estudos de longa duração do Inpa

Um segundo estudo realizado pelo PELD-MAUA teve como foco compreender a dinâmica da sucessão pós-fogo em florestas de igapó no Parque Nacional do Jaú na Amazônia Central, analisando como secas severas associadas com eventos de El Niño pode tornar áreas úmidas vulneráveis a incêndios florestais (leia AQUI).

A pesquisa do Inpa teve como objetivo entender como essas florestas se recuperaram após incêndios florestais, ao longo de 36 anos, além de avaliar a mudança na composição de espécies, na diversidade, na estrutura da vegetação e nos estoques de biomassa, especialmente em eventos climáticos extremos associados ao El Niño.

“Esses eventos acontecem com uma certa frequência e quando a gente tem eventos de seca extrema, principalmente relacionados El Niño, esses ambientes de igapó passam a ter um acúmulo maior de serapilheira (camada de folhas secas, galhos, restos de frutas, flores que está na superfície do solo), que acumula, seca mais rápido e acaba se tornando altamente vulnerável a incêndios. Lembrando que o incêndio não ocorre naturalmente nas florestas e nem na Amazônia, mas ele precisa de um agente externo, geralmente um fator antrópico, ou seja, um ser humano para dar essa ignição e iniciar o fogo”, detalhou o autor do estudo, Gildo Vieira Feitoza, que foi abordado na sua tese de doutorado no Programa de Pós-graduação em Botânica do Inpa.

O estudo revelou que cerca de 80% a 90% de árvores da floresta desses ambientes podem ser perdidas com um único evento de fogo. “Descobrimos que a floresta que se recupera nas áreas afetadas por incêndios quase quarenta anos atrás, recuperou somente 16% de toda a biomassa e aproximadamente 50% da diversidade que ela possuía antes da queimada”, completou Feitoza, pesquisador INCT WETSCAPE vinculado ao GP MAUA.

*Por Lucciano Lima, do Peld Maua/Inpa

Acre é o estado com menor registro de afastamento por trabalho infantil, aponta MTE

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Foto: Valter Campanato/ Agência Brasil

Com registro de um caso de afastamento por trabalho infantil em 2025, o Acre ocupa o último lugar no ranking entre os estados do Brasil, segundo o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Auditoria Fiscal do Trabalho.

Os dados foram divulgados no dia 9 de fevereiro e, segundo o órgão, tem como objetivo reforçar as políticas de enfrentamento ao trabalho infantil.

A pesquisa mostra ainda que, além do Acre, os estados do Amapá e Tocantins também apresentam os menores registros de afastamento por trabalho infantil na região Norte, com sete e 22 casos respectivamente.

Ainda na região, Roraima, com 116 casos, Pará, com 84, e Rondônia com 77, lideram com as maiores ocorrências de afastamento por trabalho infantil.

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No cenário nacional, o levantamento detalha também que, em 2025, foi registrado o melhor resultado no combate ao trabalho infantil desde 2017, com cerca de 4,3 mil crianças e adolescentes dessas situações.

De acordo com o MTE, 80% delas eram submetidas às piores formas de exploração, principalmente aquelas que envolvem graves riscos à saúde, à segurança, ao desenvolvimento e à integridade moral.

Dados alarmantes de trabalho infantil no Brasil

O estado de Minas Gerais liderou o ranking nacional com o maior número de resgates registrados. Ao todo, 830 crianças e adolescentes foram afastados do trabalho infantil.

Já os estados de São Paulo, com 629 ocorrências, e Mato Grosso do Sul, com 235, ocupam a segunda e terceira posição no ranking nacional.

Leia também: Desenvolvimento social infantil: 4 organizações que investem na educação de crianças na Amazônia

Atuação integrada

Ainda conforme o MTE, o trabalho realizado pela Auditoria Fiscal do Trabalho tem como base quatro eixos estratégicos:

  • atuação orientada por dados e evidências;
  • combate sustentável às diversas formas de trabalho infantil, com adoção de novas metodologias e instrumentos de intervenção;
  • fortalecimento das capacidades técnicas dos auditores-fiscais do Trabalho;
  • e aprimoramento da gestão da Inspeção do Trabalho.

Entre os avanços no combate ao trabalho infantil, o ministério destaca a consolidação do Grupo Especial Móvel de Combate ao Trabalho Infantil (GMTI) que, em 2025, passou a contar, pela primeira vez, com uma equipe fixa de fiscalização.

A equipe atua, de forma integrada a outras políticas públicas de proteção à criança e ao adolescente, em todo o território nacional e tem como principal foco as regiões e setores econômicos com maior incidência dessa violação de direitos.

Com essa integração, o grupo realiza o afastamento imediato de situações de trabalho infantil, além de encaminhar as vítimas à rede de proteção social, garantindo o acesso a direitos fundamentais e a serviços públicos essenciais.

*Por Pâmela Celina, da Rede Amazônica AC

Paraguai poderá confirmar-se como novo modelo de desenvolvimento para a América Latina

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Centro econômico de Assunção, no Paraguai. Foto: Autor anônimo via Wikimedia Commons (CC BY-SA 4.0)

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

Com foco na industrialização e expansão do regime de Maquila, regulamentado pela Lei nº 1064/1997, um mecanismo de atração de investimentos que permite às indústrias estrangeiras produzirem no país com alíquota única de 1% sobre o valor agregado; isenção de impostos na importação de insumo, carga tributária 10-10-10, uso intensivo de energia renovável e reformas regulatórias, o governo aposta em um plano de longo prazo para transformar a economia do Paraguai, elevar exportações, gerar empregos e dobrar o PIB em apenas uma década.

Algo semelhante ao modelo japonês de desenvolvimento no pós-guerra, baseado em um Estado intervencionista estratégico, educação de alta qualidade, exportação de tecnologia e o sistema de gestão Toyotismo, caracterizado pelo Just in Time (produção sob demanda), Kaizen (melhoria contínua), controle de qualidade rigoroso e eliminação de desperdícios, visando alta produtividade face a recursos escassos.

A economia do Paraguai, mesmo longe do modelo japonês, reproduzido em muitos aspectos na Coreia do Sul a partir dos anos 1960, vem apresentando sinais animadores. Encerrou 2025 com US$ 1,309 bilhão em exportações da Maquila (contra US$ 602 milhões do PIM (jan-set/2025), crescimento de 18% no emprego formal e um plano estatal para dobrar o PIB em dez anos. O país deverá registrar o maior crescimento econômico da América Latina e do Caribe em 2026, segundo projeções divulgadas pela Organização das Nações Unidas (ONU).

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A previsão coloca o país entre as economias em desenvolvimento mais dinâmicas da região, ao lado de Costa Rica, República Dominicana, Guatemala, Honduras e Panamá, todas com crescimento projetado acima de 3,5%. A Guiana – média anual de crescimento de14% nos próximos cinco anos, nas contas do Fundo Monetário Internacional (FMI) -, segue como exceção regional, impulsionada pelo avanço do setor petrolífero.

A ONU estima que a inflação no Paraguai deverá alcançar 3,7% em 2026, índice considerado moderado e compatível com um ambiente macroeconômico relativamente estável, próximo à meta de 3,5% estabelecida pelo Banco Central para o período. O relatório classifica o país como uma economia de renda média-alta e o inclui no grupo de países em desenvolvimento, sem litoral.

Apesar do bom desempenho esperado, a Organização aponta desafios relevantes, entre eles a necessidade de sustentar o ritmo de crescimento e ampliar o emprego formal em um cenário internacional marcado por incertezas. No contexto regional, a ONU estima que a produção da América Latina e do Caribe crescerá 2,3% em 2026, levemente abaixo dos 2,4% projetados para 2025. Ao que destaca o documento, em diversas economias da região as condições do mercado de trabalho permaneceram relativamente sólidas ao longo de 2025.

O desemprego recuou ou se manteve relativamente baixo em países como Brasil, Costa Rica, República Dominicana, Paraguai e Uruguai. No Brasil, a taxa atingiu mínimas históricas, variando entre 5,4% e 5,6% em 2025.

Já a Argentina registrou desemprego de 7,6% no segundo trimestre do ano, abaixo do pico observado no início do período. Não obstante os fortes indicadores, a ONU alerta que a recuperação do mercado de trabalho ainda é incompleta. Em várias economias, incluindo a paraguaia, a taxa de participação na força de trabalho não retornou aos níveis anteriores à pandemia.

Numa escala global, a Organização projeta crescimento de 2,7% para a economia mundial em 2026, abaixo dos 2,8% estimados para 2025 e distante da média de 3,2% registrada antes da pandemia. Ressalta ainda que, embora uma flexibilização parcial das tensões comerciais tenha limitado impactos recentes, tarifas mais elevadas, incerteza macroeconômica e eventos climáticos tendem a pressionar a atividade econômica no próximo ano. No geral, contudo, os indicadores mostram-se favoráveis à solidificação do crescimento econômico latino-americano no médio prazo.

Leia também: Paraguai: um desafio à ZFM?

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Homenageados do Carnailha 2026: David Assayag, a voz da Amazônia

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Foto: Divulgação/Boi Garantido

Segunda maior festa cultural de Parintins, no Amazonas, o Carnailha é marcado pela irreverência e diversão dos blocos carnavalescos na avenida. Além da alegria que contagia o público com diversos temas levados para a avenida, homenagens também fazem parte dos enredos do evento carnavalesco.

Na edição de 2026, três personalidades da cultura popular da Amazônia são homenageados por blocos do grupo Irreverente: David Assayag, Wanderley Andrade e Gabriela Guarani.

As trajetórias de cada homenageado são marcadas pela representatividade. Um deles é David Assayag, reconhecido nacionalmente como o dono de uma voz inconfundível. Ele é levantador de toadas, participante ativo do Festival Folclórico de Parintins e também do Carnailha. Por isso, o bloco Chitara da Chapada o escolheu para homenagear na festa deste ano.

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Quem é David Assayag?

Filho de Nilce Ramos Assayag e Walter Assayag, David Assayag Neto nasceu em 16 de janeiro de 1969, na cidade de Parintins (AM). Dividiu sua infância entre a “Ilha da Magia” e as cidades de Belém (PA) e Rio de Janeiro (RJ).

Desde cedo, já demonstrava seu talento de canto em bares, arraiais e eventos musicais. A relação com o boi-bumbá começou na década de 1980, quando foi vocalista e backing vocal do boi Caprichoso, mas apenas para gravações de estúdio, sem ser item oficial.

Em 1991, Assayag estreou como levantador de toadas, no boi Garantido, porém sua estreia não convenceu e David foi descartado. Somente quatro anos depois ele tentou ser levantador mais uma vez do boi da Baixa do São José – reduto tradicional e berço histórico do boi Garantido, localizado na Zona Oeste da cidade – e desta vez com êxito.

Já como levantador do boi vermelho e branco, emocionou gerações com a interpretação da toada ‘Lamento de Raça’, do compositor Emerson Maia, imortalizando a canção com sua voz inconfundível.

Outro sucesso marcante na vos de Assayag é o clássico ‘Vermelho’, do compositor Chico da Silva, em 1996, e em parceira com outro grande nome da música do norte: Fafá de Belém. A música ultrapassou as fronteiras brasileiras e também alcançou o ápice no exterior.

No ano de 2009, David trocou as cores vermelho e branco pelo azul e preto do rival Caprichoso. A mudança durou cerca de dez anos, mas o levantador de toadas retornou em 2020 para o Boi da Baixa, onde é item oficial atualmente.

Homenagem no Carnailha 2026

Em 2025, David Assayag completou mais de 30 anos dedicados ao boi-bumbá de Parintins. Com o tema ‘Folias do Rei David – O Canto de Ouro na Realeza da Chapada’, o bloco Chitara da Chapada, do grupo Irreverente, homenageia o cantor no Circuito do Carnailha 2026.

O presidente do bloco, Vanildo Filho, conta que a escolha foi por conta da trajetória de David Assayag não apenas nos eventos dos bois, mas também por ser um folião assíduo do Carnailha e ser um dos fundadores do bloco, ainda na década de 1980. “O David é sócio fundador, aceitou o convite e é homenageado pela primeira vez em Parintins”, conta Vanildo Filho.

O que diz o homenageado

“Temos uma história na Chapada e depois de muito resistir aceitei a homenagem e o convite do bloco que cresceu muito. Vamos resgatar esse título para a Chitara”, afirmou o cantor.

david assayag em parintins - carnailha
David é homenageado pela primeira vez no Carnailha em 2026. Foto: Pitter Freitas /Prefeitura de Parintins

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Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Exposição de fósseis em universidade do Acre reabre para o público após quase dois anos

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Laboratório de Paleontologia reabre para o público em geral na Ufac em Rio Branco. Foto: Divulgação

Para quem deseja conhecer os animais gigantes que viviam no Acre e na região amazônica, o Laboratório de Paleontologia da Universidade Federal do Acre (Ufac) reabriu, para o público da comunidade geral, a exposição de fósseis, desde o último dia 2 de fevereiro.

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Segundo a organização, o espaço, que estava fechado desde junho de 2024, proporciona uma espécie de viagem no tempo pela paleofauna, ou fósseis, da região acreana. A guia do espaço, Kauani Araújo, explicou que as peças foram encontradas por pesquisadores e estudantes da universidade.

O fóssil do Purussaurus, encontrado às margens do Rio Purus, é considerado o carro chefe do Laboratório. Junto a ele, também estão expostos diversos fósseis de animais diferentes encontrados na região acreana e amazônica.

Leia também: Purussaurus brasiliensis: o jacaré com a mordida mais potente do mundo viveu na Amazônia

“Temos o Notiomastodon platensis, que é como se fosse o nosso Manny da Era do gelo, é um mamute gigante que existiu naquela época. A diferença dele para o Manny é que ele não tinha muitos pelos. Podemos ver também aqui na exposição uma vértebra e, através dela, temos uma noção basicamente se é mamífero ou réptil por conta da estrutura óssea do animal que se apresenta ali”, detalhou.

Viagem no tempo dos fósseis

O espaço conta com fósseis originais, réplicas e obras que mostram um cenário de milhares de anos atrás, quando existiam jacaré gigantes, como o Purussaurus brasiliensis, uma das espécies mais conhecidas e famosas do Acre, com seus mais de 10 metros de comprimento e pesando mais de 5 toneladas.

Além destas espécies, a guia também apresentou uma espécie de preguiça-gigante (Eremotherium), que foi bastante marcante para a região.

“Podemos ver até mesmo o tamanho dela, como era a desenvoltura dela e esses fósseis têm dentes bem preservados. Basicamente, através do dente conseguimos captar a ambientação, como era a localidade e a região de fauna e floresta daquele clima”, comentou.

Interesse em família

O estudante Nicolas Lemos já nutria o interesse por paleontologia ao assistir filmes e documentários sobre o assunto. Ao tomar conhecimento sobre a existência de um laboratório com fósseis reais e tão próximo a ele, decidiu que iria conhecer.

“Vendo documentários e curiosidades no YouTube sobre fósseis, fui me interessando e pesquisando mais vídeos. Um amigo meu falou que aqui no Acre tem essa exposição aqui e eu fiquei interessado em pedir para o meu pai me mostrar e agora estou aqui”, disse.

laboratório de exposição de fósseis na ufac reabre em Rio Branco.
Foto: Divulgação

A curiosidade de Nicolas se misturou com emoção ao ver de perto tudo aquilo que assistia nos vídeos. “Eu sempre vi muitas coisas no vídeo e me interessava. Eu ficava pensando em como seria essas coisas: Será que é desse jeito mesmo? Agora estou aqui e estou muito feliz”, compartilhou.

Quem levou e acompanhou Nicolas na visita ao laboratório foi seu pai, o professor da Ufac Fabiano Sales, que acredita ser importante conhecer a variedade de fósseis encontrados no estado.

“É importante que os alunos, que a comunidade externa, tenha acesso a isso, porque ninguém consegue ver um fóssil e é até surpreendente ter isso no estado do Acre. Porque, quando eu vim de Rondônia, tinha um preconceito de que não tinha muita coisa no Acre. Esse preconceito é carregado até pelos alunos de que o Acre não tem nada, não tem atrativo e isso é um ótimo atrativo, você saber que, nesse nosso mundo tão enorme, aqui no estado do Acre temos fósseis”, afirmou.

Para visitas individuais, não é necessário agendamento prévio e o laboratório funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 12h e das 13h às 16h. Já para grupos acima de 10 pessoas, é necessário realizar o agendamento por meio do e-mail labpaleonto.ufac@gmail.com. As demais dúvidas podem ser sanadas pelo Instagram do espaço.

*Por Pâmela Celina e Amanda de Oliveira, da Rede Amazônica AC

Sete locais para visitar em Parintins durante o Carnailha 2026

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O Carnaval por si só é uma festa alegre, animada e cheia de surpresas. Escolher o local onde curtir a festa é importante, pois assim é possível conferir como a cultura local impacta a festa popular. Um exemplo é o Carnailha, a festa de Carnaval da Ilha da Magia, como é conhecido o município de Parintins (AM).

Leia também: Carnailha: Carnaval de Parintins se torna Patrimônio Cultural de Natureza Imaterial do Amazonas

O Carnailha é o segundo maior evento da cidade amazonense, que é conhecida mundialmente por seu Festival Folclórico, que celebra a disputa entre os bois-bumbás Caprichoso e Garantido. E é essa uma das manifestações culturais que se misturam ao festejo momesco.

O evento é tradicionalmente celebrado no domingo, segunda e terça de Carnaval, com desfiles e disputas entre blocos – divididos entre os grupos Irreverente e Chave Especial – e ainda o esperado Carnaboi, uma parte da festa dedicada à celebrar o Festival Folclórico com suas toadas.

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Mas muito além de escolher Parintins para pular com as marchinhas e se divertir neste período, é possível conhecer pontos turísticos e emblemáticos da cidade durante os dias de Carnaval. Entre estão, é claro, o Bumbódromo, que foi transformado em uma verdadeira escola de arte e cultura; a Catedral de Nossa Senhora do Carmo; e ainda praças e a orla da cidade, que conta com diversas atrações.

Confira um mapa que mostra estes pontos e outros que são referência em Parintins e como é possível conhecê-los até mesmo à pé!

Sete locais para visitar em Parintins durante o Carnailha 2026

Leia também: Homenageados do Carnailha 2026: David Assayag, a voz da Amazônia

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Carnailha 2026 encerra festividades com o tradicional Carnaboi em Parintins; veja a programação

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Foto: Yuri Pinheiro/Prefeitura de Parintins

No evento que une a energia do carnaval com a magia do boi-bumbá, o Carnaboi encerra nesta terça-feira (17) as festividades do Carnailha 2026, a segunda maior festa cultural de Parintins (AM). A partir das 18h, foliões e torcedores dos bois Caprichoso e Garantido prometem lotar o Circuito Carnailha para prestigiar a festa, que marca o início da temporada bovina na cidade.

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A programação do Carnaboi conta com as apresentações dos principais artistas dos dois bois, que reúnem toadas de sucesso em cima dos trios elétricos.

Nos intervalos, Gilson Matos e Gean Figueira, cantores oficiais do Garantido e do Caprichoso, respectivamente, fazem participações especiais com o grupo Toada de Roda.

O Carnaboi 2026 acontece no Circuito Carnailha, realizado na Avenida Paraíba, no Centro de Parintins, e é aberto ao público.

Confira a programação:

  • 18h – DJ Ruan Santos
  • 19h às 20h – Grupo Toada de Roda/Gilson Matos e Gean Figueira
  • 20h às 20h40 – Sebastião Júnior
  • 20h40 – Grupo Toada de Roda/Gilson Matos e Gean Figueira
  • 20h50 às 21h40 – Caetano Medeiros/ Júnior Paulain
  • 21h40 – Grupo Toada de Roda/Gilson Matos e Gean Figueira
  • 21h50 – 22h40 – Israel Paulain
  • 22h40 – Grupo Toada de Roda/Gilson Matos e Gean Figueira
  • 22h50 às 23h40 – Edmundo Oran
  • 23h40 – Grupo Toada de Roda/Gilson Matos e Gean Figueira
  • 23h50 às 00h40 – David Assayag / João Paulo Faria
  • 00h40 – Grupo Toada de Roda/Gilson Matos e Gean Figueira
  • 00h50 às 01h40 – Patrick Araújo
  • 2h às 3h30 – Edilson Santana e Banda – Encerramento

Preparação para o Carnaboi

Para o Carnaboi 2026, os bois Caprichoso e Garantido dedicaram uma atenção especial ao evento, que marca a abertura da temporada bovina para o Festival Folclórico.

Pelo lado do Touro Negro, centenas de profissionais estarão envolvidos tanto na produção quanto na organização da apresentação azulada.

“Vamos estar com todo o nosso elenco, itens oficiais, com exceção da Marciele, que está no reality [BBB]. Vamos ter nossos blocos alegóricos, mais a equipe de produção do galpão, a equipe de produção que vai estar junto com a banda”, explica o membro do Conselho de Arte, Jair Almeida.

Carnailha 2026 encerra festividades com o tradicional Carnaboi em Parintins
Caprichoso terá mais de 350 profissionais envolvidos na apresentação do Carnaboi, no Carnailha 2026. Foto: Michel Amazonas/Assessoria Boi Caprichoso

Já no Boi Vermelho e Branco, o coordenador de Comissão de Artes, Telo Pinto, detalhou que o repertório dos show promete empolgar e o público poderá esperar novidades.

“O circuito será realmente fantástico e o Garantido irá com show. Serão três shows muito bem montados. É o pontapé inicial do nosso festival. Todo mundo já vive essa expectativa e teremos muitas novidades pelo lado do Garantido. Queremos fazer com muito empenho e dedicação para empolgar nossa população e a Nação Vermelha e Branca”, explicou.

No Garantido, preparação dos itens seguiu a todo vapor para a apresentação no Carnailha 2026, que abre a temporada bovina. Foto: Sérgio Cole/Assessoria Boi Garantido

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Confira os temas dos blocos da Chave Especial no Carnailha 2026 e a ordem de apresentação

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Foto: Yuri Pinheiro/Acervo Prefeitura de Parintins

O segundo dia do Carnailha 2026 promete ainda mais animação com a disputa da Chave Especial. O segundo maior evento cultural de Parintins, segue nesta segunda-feira (16), com homenagens, resgates históricos e a força da mulher.

O Carnailha 2026 é realizado na Avenida Paraíba, no Centro de Parintins, com entrada gratuita, mas também venda de mesas e camarotes. O evento acontece nos dias 15, com os blocos do grupo Irreverente; 16, com o desfile da chave Especial; e 17, com o Carnaboi.

Leia também: Saiba a ordem de apresentação e temas dos blocos do grupo Irreverente no Carnailha 2026

A segunda noite do Carnaval da ilha da magia, conta com seis grupos que compõem a chave Especial. Confira a ordem da apresentação e seus respectivos temas para o Carnailha:

1°: Metralhas

Fundado em 1989, o bloco mais antigo do Carnailha mantém a sua tradição de abrir a segunda gorda de Carnaval. Neste ano, o bloco irá homenagear os responsáveis pela limpeza pública de Parintins: os garis. O enredo dos Metralhas, presidido pelo Elson Barros, promete “levantar a poeira com os garis da Ilha”, como diz a marchinha que visa reconhecer a importância desses profissionais.

Tradicional bloco que abre a chave especial homenageará os garis que trabalham na cidade. Foto: Divulgação/Bloco Os Metralhas

2°: Bad Boy

Em 2026, o bloco Bad Boy, sob a presidência de Assis Oliveira, entra na avenida mergulhando na histórica rota do navio japonês Kasato Maru, que saiu do Porto de Kobe e floresceu na Vila Amazônia, em pleno solo parintinense, trazendo imigrantes japoneses. O tema ‘Parintins abraça forte o Japão’ reserva muitas emoções e um grande resgate histórico dentro do Carnailha.

Apresentação no bloco Bad Boy, durante o Carnailha 2025. Foto: Reprodução/Instagram-Prefeituradeparintins

3°: Império do Palmares

Num enredo que mistura cultura, consciência ambiental e sustentabilidade, o bloco leva pra avenida uma homenagem ao município de Presidente Figueiredo, a menina dos olhos da Amazônia. Considerada uma das cidades mais rica na flora e fauna, a Terra das Cachoeiras terá sua história contada de forma artística, educativa pelo bloco presidido por Netinho do Império.

Presidente Figueiredo é uma cidade conhecida por trilhas e cachoeiras. Foto: Divulgação
Conhecida por ser a Terra das Cachoeiras, Presidente Figueiredo será a homenageada pelo bloco Império do Palmares. Foto: Divulgação

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4°: Fax

A força, resistência e coragem da mulher será o tema que o bloco FAX vai levar para a avenida do Carnailha. Numa espécie de tributo, o bloco pretende dar voz e vez para aquelas que são sinônimos de garra e resiliência desde os primórdios descritos nos livros de história até as guerreiras do cotidiano parintinense. O bloco é presidido por Maurício Porto.

Ensaio do bloco Fax. Foto: Arquivo Fax

5°: Unidos do Itaúna

Das primeiras brincadeiras de rua até o desfile na avenida. É desta forma que o bloco Unidos do Itaúna quer resgatar sua história neste ano no Carnailha. O tema escolhido, segundo o presidente Edmar Bitercourt, visa fazer um resgate cronológico e social das comunidades Itaúna 1, Itaúna 2 e Paulo Correia, que formaram a identidade da região.

Bloco Unidos do Itaúna. Foto: Sidney Simas

6°: Rubro Negro

A ancestralidade indígena de Parintins vai entrar na avenida com o bloco Rubro Negro, que apresenta o tema ‘Guerras na Mundurukania: Muras x Mundurukus’, como uma forma de exaltar a identidade e memória dos povos originários. O presidente Jailson Rodrigues afirma que o bloco, atual campeão do Carnailha, vai em busca do bicampeonato em 2026.

Bloco Rubro-negro é o atual campeão da chave especial do Carnailha 2026. Foto: Sidney Simas

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Ouça os temas

Pelo segundo ano consecutivo, a Prefeitura de Parintins leva as marchinhas e os sambas-enredo do Carnailha às principais plataformas digitais, ampliando o acesso do público às músicas que vão embalar a festa em 2026.

O álbum ‘Carnailha 2026’ é composto pelas as marchinhas dos blocos:

Carnaval Amazônico

O projeto Carnaval Amazônico é uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica que conecta o público com a essência do Carnaval da região Norte, com o apoio do Governo do Estado do Amazonas.

Conheça amazonenses que ajudam a dar vida aos desfiles das escolas de samba de São Paulo e Rio de Janeiro

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Fotos: Reprodução

Os olhos do mundo estão voltados para os desfiles das escolas de samba em São Paulo e Rio de Janeiro. Para ajudar a fazer os espetáculos que vão tomar conta da avenida, artistas e profissionais do Amazonas cruzaram o país e estão entre os destaques nos sambódromos do Anhembi e da Marquês de Sapucaí.

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O desfile das escolas de samba do grupo especial foram sexta-feira (13) e sábado (14), em São Paulo. Já no Rio de Janeiro, as principais agremiações desfilam nesta segunda (15) e terça-feira (16).

Da avenida à criação de enredos e alegorias, conheça talentos amazonenses que marcam presença nas principais escolas do país em 2026:

Musa no Anhembi

A amazonense Tamires Assis foi confirmada no Grupo Especial de São Paulo como Musa da Camisa Verde e Branco. Ela levará para o Sambódromo do Anhembi a representatividade, a beleza e a força da mulher nortista na tradicional escola paulistana.

Nascida em Manaus, Tamires já foi guia do levantador de toadas do boi Garantido, David Assayag, que tem deficiência visual. Além de modelo, ela é ativista social e dançarina.

Leia também: Conheça 5 festas carnavalescas com o jeitinho da Amazônia

Tamires Assis levará para o Sambódromo do Anhembi a representatividade, a beleza e a força da mulher nortista.
Amazonense Tamires Assis foi confirmada no Grupo Especial de São Paulo como Musa da Camisa Verde e Branco no Sambódromo do Anhembi. Foto: Divulgação

Talento na Sapucaí

No Rio de Janeiro, o artista Alex Salvador assina trabalhos de destaque no Carnaval carioca. Ele é responsável pelo abre-alas da Mangueira, pelas esculturas da Viradouro e pela icônica Águia da Portela que desfilarão na Sapucaí este ano.

O amazonense também atua em projetos na Vila Isabel, Imperatriz Leopoldinense, Grande Rio e na União de Maricá.

Artista Alex Salvador assina trabalhos de destaque no Carnaval carioca. Foto: Divulgação

Leia também: Artistas do Boi Caprichoso são campeões nos carnavais do Brasil

Samba e toada em harmonia

O compositor Helen Veras, integrante da ala de compositores da Mangueira, mantém há cinco anos a ligação entre o Festival de Parintins e a Sapucaí.

Em 2026, além da Verde e Rosa, ele também terá participação no Salgueiro e na Acadêmicos de Niterói, com apresentações em quadras e camarotes.

Veras tem mais de 25 anos de carreira e é responsável por diversas toadas históricas do boi Garantido.

Compositor Helen Veras, integrante da ala de compositores da Mangueira, mantém há cinco anos a ligação entre o Festival de Parintins e a Sapucaí. Foto: Divulgação

Da estrutura ao acabamento

Em São Paulo, Sorin Sena atua na Colorado do Brás e é o responsável direto pelas alegorias da escola. Ele coordena desde a solda estrutural até o acabamento e pintura dos carros, garantindo o padrão técnico apresentado na avenida.

Sorin Sena tem sua história marcada no cenário artístico de Parintins, atuando há mais de 15 anos no Boi Garantido.

Entre tantos desafios, o artista tornou-se um dos maiores nomes do Festival de Parintins, bem como dos carnavais do Rio de Janeiro e São Paulo. Em 2020, Sorin chegou a fazer um Carnaval internacional no Uruguai.

Sorin Sena atua na Colorado do Brás e é o responsável direto pelas alegorias da escola no Sambódromo do Anhembi. Foto: Arquivo Pessoal

Carnavalesco no Grupo Especial

Cria da Escola de Arte do Boi Caprichoso e designer por formação, o parintinense Rayner Pereira completa 12 anos de atuação no Carnaval.

Em 2026, ele assina como carnavalesco da Gaviões da Fiel, levando para o Anhembi o enredo “Vozes Ancestrais”.

Parintinense Rayner Pereira completa 12 anos de atuação no Carnaval em 2026. Foto: Arquivo pessoal

Experiência no visual artístico

Com 21 anos de trajetória no Carnaval paulista, o artista Marcio Gonçalves, também ligado ao Boi Caprichoso, acumula passagens pela Mocidade Alegre, Dragões da Real e Gaviões da Fiel. Atualmente, ele é responsável pelo visual artístico dos carros alegóricos da Acadêmicos do Tatuapé.

Artista Marcio Gonçalves, ligado ao Boi Caprichoso, acumula passagens pela Mocidade Alegre, Dragões da Real e Gaviões da Fiel, no Sambódromo de Anhembi. Foto: Arquivo pessoal

*Por Patrick Marques, da Rede Amazônica AM





O que fazer em Boa Vista? Dicas de onde ir e o que comer na capital roraimense

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Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

Imagine uma cidade onde o sol brilha quase o ano inteiro, banhada pelo Rio Branco, com praças limpas, avenidas largas e um pôr do sol que parece pintado à mão.

Bem-vindo a Boa Vista, a charmosa capital de Roraima, o único estado brasileiro totalmente acima da linha do Equador. Uma cidade planejada, acolhedora e cheia de surpresas.

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Um pedacinho da Amazônia com alma caribenha

Boa Vista nasceu às margens do rio Branco, e foi oficialmente fundada em 1830, mas seu crescimento começou a ganhar força nas décadas de 40 e 50, quando se tornou capital. Desde então, a cidade cresceu, se modernizou e virou um dos destinos mais bonitos e organizados da região Norte.

Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

O mais curioso é que, apesar de estar na Amazônia, Boa Vista tem um clima que lembra o Caribe, céu azul, clima quente e uma brisa constante. A cidade é plana, arborizada e cheia de espaços públicos, perfeitos para quem gosta de caminhar, andar de bike ou apenas relaxar vendo o pôr do sol no rio.

O que fazer em Boa Vista

Boa Vista é daquelas cidades que surpreendem quem chega. Bonita, acolhedora e cheia de lugares incríveis pra visitar. Aqui vão os principais pontos turísticos que você precisa conhecer:

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Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

Mirante Edileusa Lóz

O Mirante Edileusa Lóz, com aproximadamente 120 metros de altura, é a torre mais alta da região Norte e o mais novo cartão-postal de Boa Vista. Ele está localizado dentro do Parque do Rio Branco, um dos principais complexos turísticos da cidade.

Orla Taumanan

O cartão-postal da cidade! Localizada às margens do Rio Branco, a orla é o melhor lugar para assistir ao pôr do sol. À noite, os bares e restaurantes ganham vida com música ao vivo e comidas típicas. 

Praça das Águas

Um espaço moderno e encantador, com fontes luminosas, esculturas e espelhos d’água. É o ponto de encontro das famílias aos fins de semana e um dos locais mais fotografados da cidade.

Praça do Centro Cívico

Coração político e cultural de Boa Vista, onde estão o Palácio do Governo, a Catedral Cristo Redentor e o monumento ao Garimpeiro. De cima, o traçado da cidade lembra um leque, inspirado em Brasília!

Parque Anauá

Maior parque urbano da região Norte! Um espaço verde gigante, com áreas para caminhada, ciclovias, quiosques e o famoso Lago dos Americanos. Um passeio perfeito para quem quer relaxar e sentir a natureza da cidade.

Monte Roraima (expedições saindo de Boa Vista)

Embora o Monte Roraima fique na tríplice fronteira entre Brasil, Venezuela e Guiana, Boa Vista é o ponto de partida oficial das expedições. Um dos trekkings mais incríveis do mundo, que mistura aventura, espiritualidade e natureza em estado puro.

A gastronomia de Boa Vista, um sabor amazônico e multicultural

Com influências indígenas, nordestinas e venezuelanas, a gastronomia de Roraima é uma festa de sabores!
Não deixe de provar:

  • Dona da casa: a damurida, prato típico indígena feito com peixe e pimenta murupi.
  • Guaraná em vários cantos da Praça do Ayrton Senna, com aquele sabor amazônico.
  • Carnes de sol e peixes regionais, como o tambaqui e o matrinxã na brasa.
  • Doces caseiros e sucos de frutas da região, como taperebá, cupuaçu e buriti.

E claro: uma passada no Mercado Municipal São Francisco é parada obrigatória, lá você sente o cheiro, o sabor e o calor humano de Roraima!

Quando visitar Boa Vista

Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

Boa Vista é uma cidade ensolarada quase o ano inteiro, mas o melhor período para viajar é entre dezembro e março, quando o tempo está mais seco e os rios têm aquele tom dourado ao entardecer.

Se quiser curtir os grandes eventos culturais, programe-se para:

  •  Mormaço Cultural (setembro)
  • Expoferr Show (novembro)
  • Natal de Luz (dezembro)
  • Aniversário da cidade, 9 de julho 

Como chegar

Boa Vista tem aeroporto internacional (Atlas Brasil Cantanhede), com voos diretos de Manaus e conexões com outras capitais do Brasil.

Se vier de carro, a BR-174 é a principal rodovia que liga Roraima ao Amazonas e também à Venezuela, passando por paisagens incríveis e florestas de lavrado.

 A partir de Boa Vista, destinos imperdíveis em Roraima e fronteiras

A capital é a base perfeita para explorar todo o estado e até países vizinhos! Confira alguns dos principais roteiros que você pode fazer a partir daqui:

  •  Monte Roraima (Venezuela) — uma das montanhas mais antigas do planeta.
  •  Tepequém (Amajari) — cachoeiras, trilhas e um clima de serra perfeito.
  •  Caracaraí e Balneário do Rio Branco — praias de água doce que aparecem na seca.
  •  Virgínia e Maracá — reservas ecológicas para os amantes do turismo sustentável.
  •  Santa Elena de Uairén (Venezuela) — cidade fronteiriça cheia de cultura e paisagens.
  •  Lethem (Guiana) — ideal para quem quer uma experiência internacional a poucas horas de carro.

Dica do Bora de Trip

Boa Vista é daquelas cidades que não dá pra visitar com pressa. É uma capital que mistura o calor amazônico com o charme de quem vive à beira-rio. Aqui o tempo parece correr mais devagar e talvez seja esse o maior encanto de Roraima.

Se você ama natureza, cultura e hospitalidade, coloque Boa Vista no seu mapa. E claro, antes de embarcar nessa viagem, confira mais dicas aqui no Bora de Trip! 

Foto: Gildo Júnior/Bora de Trip

Leia também: VEM PRA RORAIMA!

Sobre o autor

Gildo Júnior é fotógrafo, videomaker, aventureiro e colecionador de roteiros no Bora de Trip e colunista no Portal Amazônia. Para o servidor público federal, “o mundo é imenso, repleto de lugares para conhecer, de coisas para fazer, de culturas para admirar, comidas para provar e pessoas para conhecer”.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista