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Funai alerta sobre ameaça aos direitos indígenas com PEC do Marco Temporal

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A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) reforçou seu posicionamento contrário à tese do marco temporal, como previsto na Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 48/2023, em tramitação no Senado Federal.

A autarquia indigenista informou que entende que a proposta representa um retrocesso aos direitos dos povos indígenas, garantidos pela Constituição de 1988.

Entre as atribuições da Funai, estão os estudos de identificação e delimitação, demarcação, regularização fundiária e registro das terras tradicionalmente ocupadas pelos povos indígenas. A autarquia indigenista também atua no monitoramento e fiscalização desses territórios, além de coordenar e implementar as políticas de proteção aos povos isolados — que optam por não manter contato com a sociedade — e recém-contatados.

O trabalho de proteção territorial é fundamental para repelir a entrada de invasores e preservar a cultura dos povos tradicionais. Nesse sentido, a Funai retomou, em 2023, a política de proteção aos territórios tradicionalmente ocupados, em parceria com outros órgãos federais.

Tramitação

A PEC 48/2023 entrou na pauta de quarta-feira (10) da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado Federal. A proposta recebeu parecer favorável do senador Espiridião Amin (SC), relator da matéria. Após a apresentação do relatório, foi concedida vista coletiva, e o tema só deve retornar à pauta em outubro.

O texto estabelece que só devem ser demarcados os territórios efetivamente ocupados por indígenas a partir da promulgação da Constituição de 1988. Esse entendimento ignora o longo histórico de esbulho possessório e violência praticada contra os povos indígenas, acarretando a expulsão de seus territórios, além de violar os direitos indígenas previstos na própria Constituição Federal e em tratados internacionais dos quais o Estado brasileiro é signatário.

Princípio do Indigenato

De acordo com a Constituição Federal, as terras indígenas são bens da União e de usufruto exclusivo dos povos indígenas. Elas são bens inalienáveis e indisponíveis, ou seja, não podem ser objeto de compra, venda, doação ou qualquer outro tipo de negócio, sendo nulos e extintos todos os atos que permitam sua ocupação, domínio ou posse por não indígenas.

Outro ponto importante é o fato de que os direitos dos povos indígenas sobre suas terras são imprescritíveis. Desse modo, a Ordem Constitucional vigente reafirma o Princípio do Indigenato, que significa que os direitos dos povos originários sobre as terras tradicionalmente ocupadas antecedem a própria formação do Estado brasileiro.

*Com informações da Funai

Governo Federal cria cooperativa para reciclar resíduos da Terra Indígena Yanomami

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Em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI), o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) irá publicar, no próximo mês, um edital para selecionar uma organização de catadores que vai capacitar agentes sanitários ambientais que já atuam na Terra Indígena (TI) Yanomami e mulheres indígenas de contexto urbano de Boa Vista, Roraima, como recicladoras. A iniciativa conta com aporte no valor de R$ 20 milhões.

O objetivo é criar uma cooperativa para gerar economia e renda para mulheres Yanomami que vivem na capital de Roraima e destinar, de maneira apropriada, os resíduos resultantes da entrega de cestas de alimentos na TI Yanomami, localizada entre os estados de Roraima e Amazonas, na fronteira com a Venezuela. Além de ampliar a renda de famílias indígenas que vivem em Boa Vista, a proteção ambiental e a autonomia do povo indígena Yanomami e Ye´kwana são metas prioritárias da ação.

Além de se tratar de uma iniciativa inédita, o edital integra um movimento histórico do governo brasileiro. Nessa quarta-feira (10), a Secretaria-Geral da Presidência da República, responsável pela coordenação do Comitê Interministerial para Inclusão Socioeconômica de Catadores e Catadoras de Materiais Reutilizáveis e Recicláveis (CIISC), anunciou o investimento de R$ 425,5 milhões para apoiar catadores e catadoras de materiais recicláveis do país.

Entre as ações e programas divulgados na ocasião consta o Termo de Execução Descentralizada (TED) para ceder apoio técnico do MTE para subsidiar a atuação do MPI na criação de cursos de qualificação profissional. A formação será realizada para o desenvolvimento de competências técnicas, humanas, políticas, sociais e ambientais dos integrantes, para a instalação de um empreendimento de economia popular e solidária, conforme prega a agenda transversal do Plano Plurianual (PPA) 2024/2027 do governo federal.

A formação é uma etapa que tem como propósito final a construção de um complexo de reciclagem para resíduos sólidos provenientes dos territórios Yanomami. Para tanto, agentes ambientais que trabalham da TI Yanomami serão instruídos nos processos de separação e armazenamento dos resíduos para que sejam transportados por vias aéreas e fluviais até Boa Vista, onde serão geridos por uma cooperativa indígena.

Além dos detritos das cestas de alimentos, os resíduos do garimpo ilegal também serão incluídos no processo. O TED é fruto da articulação entre o secretário executivo do MPI, Eloy Terena, do secretário nacional de Direitos Territoriais do MPI, Marcos Kaingang, da secretária de Articulação e Promoção de Direitos Indígenas (SEART), Juma Xipaia, e do secretário nacional de Economia Popular Solidária (SENAES) do MTE, Gilberto Carvalho.

Obedecendo à Convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, os povos indígenas envolvidos no projeto participarão de sessões de escuta e consulta para que a ação seja implementada de acordo com suas necessidades e em respeito aos seus costumes e modos de vida.

*Com informações do Ministério dos Povos Indígenas

Conheça as belezas naturais e 7 curiosidades de Oiapoque

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O nome do município de Oiapoque, no Amapá, tem origem tupi-guarani, sendo uma derivação do termo ‘oiap-oca’, que significa ‘casa dos Waiãpi’. Localizado no extremo norte do Estado, é a única cidade amapaense que tem fronteira internacional, fazendo limite com a Guiana Francesa.

Ao ouvir o nome do município não tem como não lembrar da expressão popular “do Oiapoque ao Chuí”, não é mesmo? Ela designava pontos extremos do Brasil. Embora fique perto do extremo norte do Brasil, o Cabo Orange, no rio Oiapoque (Amapá), fica 84,5 km ao sul do verdadeiro ponto extremo: Monte Caburaí (Roraima).

Leia também: “Do Caburaí ao Chuí”: conheça o verdadeiro extremo norte do Brasil

A cidade de Oiapoque tem marcas indígenas fincadas na sua história, economia que valoriza o plantio (destaque para plantação de mandioca, laranja, milho e cana-de-açúcar) e pontos turísticos para quem busca conexão com a natureza. Ficou curioso? O Portal Amazônia encontrou mais curiosidades sobre essa cidade amazônica. Confira: 

Monumento da Pátria

O Monumento da Pátria é indicativo do marco inicial do território brasileiro, onde figuram citações do hino nacional e uma placa com os dizeres “Aqui Começa o Brasil”, que se tornaram símbolo oiapoquense. O local é bastante procurado e parada obrigatória de todo visitante. 

SETEC - Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia
Foto: Divulgação/Secretaria de Estado do Desenvolvimento Rural AP

Ponte binacional

A Ponte Binacional Franco-Brasileira liga a fronteira de Oiapoque com a Guiana Francesa. Funciona durante todos os dias da semana das 7h às 19h, e nos feriados. Além da estrutura gerar o fortalecimento e a integração entre os países, virou também um lugar muito visitado da cidade.

Ponte tem 378 metros de extensão entre o Amapá e Guiana Francesa (Foto: Divulgação/Secom )
Foto: Reprodução/Secom AP

Festival do Turé

Um dos principais símbolos da identidade de comunidades indígenas do rio Uaçá é o Festival do Turé. Realizado na época da abertura das roças e início do plantio, o festival é composto inclusive por danças ancestrais, que possuem um significado cultural e religioso para as etnias Galibi, Galibi-Marworno, Karipuna e Palikur, distribuídas em aldeias do município do Oiapoque. 

Foto: Jorge Júnior/GEA

Parque Nacional do Cabo Orange

Localizado entre as cidades de Calçoene e Oiapoque, extremo norte do Amapá, o Parque Nacional do Cabo Orange é uma Unidade de Conservação que está situada nos rios Oiapoque e Uaçá e tem como limites a Guiana Francesa, ao norte; as terras indígenas Uaçá e Juminã e, num pequeno trecho, o Projeto de Assentamento de Vila Velha, a oeste; e o Oceano Atlântico, a leste; porém o acesso ao local é somente com autorização.

Cabo Orange, extremo norte do Amapá — Foto: Jim Davis/Arquivo Pessoal
Foto: Jim Davis

Pedra do Abacaxi

A Pedra do Abacaxi é perfeita para quem busca trilhas. Após uma caminhada na trilha de 30 minutos até a famosa pedra, abacaxis selvagens aguardam para degustação. É possível também passar a noite por lá e ver o nascer do sol, além de poder observar diversas espécies de animais silvestres. 

Foto: Divulgação/Secretaria de Estado da Administração do Amapá

Museu Kuahí

O Museu Kuahí, criado com o objetivo de preservar e promover a cultura dos povos indígenas da região, incentiva a visitação turística local. É um espaço dedicado à preservação da herança cultural dos povos originários da fronteira, como Palikur, Galibi Kali’na, Karipuna e Galibi Marworno. O museu possui uma variedade de artefatos históricos, que assumem um papel importante sobre a história e a cultura indígena. 

SECULT - Secretaria de Cultura do Estado do Amapá
Foto: Reprodução/Secult Amapá

Rio Oiapoque

O Rio Oiapoque nasce nas cabeceiras da Serra do Parque do Tumucumaque e se estende por aproximadamente 350 Km até desaguar no Oceano Atlântico. As corredeiras dos rio são um atrativo à parte para os visitantes, em especial para os que curtem aventura.

Corredeiras do Rio Amapari, no Amapá — Foto: Arquivo Setur/Divulgação
Foto: Arquivo Setur.

*Com informações do Governo do Amapá e da Prefeitura de Oiapoque

Representantes dos governos da Alemanha e Reino Unido vão à Mato Grosso em missão de monitoramento 

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Entre os dias 15 e 18 de julho, o Governo de Mato Grosso recebe a visita de representantes dos governos da Alemanha e Reino Unido, que vem ao Brasil para realizar uma missão de monitoramento do Programa REM MT, financiado pelo Governo Alemão, por meio do Ministério de Cooperação Econômica e Desenvolvimento (BMZ), e do Governo do Reino Unido, por meio do Departamento de Segurança Energética e Net Zero (DESNZ). Os recursos são canalizados para o programa pelo Banco de Desenvolvimento Alemão (KfW).

O Programa REM MT atua em Mato Grosso desde 2017, após o Estado ter reduzido 90% do desmatamento ilegal ao longo de 10 anos. O Programa é uma unidade da Secretaria Estadual de Meio Ambiente (SEMA) e trabalha beneficiando aqueles que contribuem para a conservação da floresta, como agricultores familiares, comunidades tradicionais, produtores rurais sustentáveis e povos indígenas. 

A Alemanha e o Reino Unido destinaram R$247 milhões para a execução das atividades do Programa REM em Mato Grosso. Os recursos foram utilizados na primeira fase do Programa, entre 2018 e 2024, e com os resultados positivos apresentados aos financiadores, já foi garantido a continuidade dos investimentos no Estado, com a Fase 2 do Programa REM MT.

Para esta nova fase, o governo britânico investiu mais de 15 milhões de libras (R$91 milhões) e o governo alemão mais 15 milhões de euros (R$80 milhões). Na missão de monitoramento, os representantes governamentais firmarão o compromisso do repasse dos recursos para a fase 2, que já foi assinada em 2023.

A Alemanha e o Reino Unido destinaram R$247 milhões para o Programa REM em Mato Grosso. Foto: Mayke Toscano/Secom-MT

Atuação

O Programa REM MT já atendeu 144 organizações sociais, incluindo 114 associações ou cooperativas. Entre os beneficiados estão 603 aldeias, onde vivem 40 povos indígenas. No total, 107 municípios mato-grossenses e mais de 30 mil pessoas foram atendidas.

Foram investimentos também R$ 38 milhões na modernização das ações de combate ao desmatamento ilegal e à integração das instituições de fiscalização. Como resultado, houve um aumento de 185% nos flagrantes e de 400% nas autuações ambientais.

Agenda

Os financiadores internacionais se reunirão com o Governador Mauro Mendes, a secretária da Sema, Mauren Lazzaretti, o  secretário executivo da Sema, Alex Marega e a coordenadora geral do Programa REM MT, Ligia Vendramin, e outras autoridades estaduais para discussão do andamento das ações do REM MT.

Participarão também do encontro, beneficiários de diversos projetos apoiados pelo REM MT, que poderão compartilhar suas histórias e experiências com o Programa. Está previsto também na agenda uma visita à campo para que os financiadores possam conhecer um projeto em Santo Antônio do Leverger, na comunidade Agrovila das Palmeiras.

*Com informações do REM-MT

XTERRA Amazônia: saiba quais fatores são importantes para a escolha dos locais de competição

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As competições do XTERRA chegaram no Brasil em 2005, em São Paulo, na turística Ilhabela. A cada nova edição do evento desde então, novas modalidades foram incluídas. Muitas cidades foram utilizadas como sedes, aproveitando toda a biodiversidade do território brasileiro para proporcionar desafios aos atletas.

Corridas, natação e bikes. Cada edição uma nova aventura. As cidades que já sediaram o evento durante os quase 20 anos de existência do XTERRA possuem ricos históricos culturais e pontos turísticos moldados pelas pela natureza. E a Amazônia não poderia ficar de fora.

O Amazonas é o único Estado amazônico, até o momento, que já sediou as edições Amazônia do evento. No total, o projeto foi realizado três vezes em território amazonense, de acordo com informações da assessoria de comunicação do evento: 2010, 2014 e 2017.

Foto por Ana Claudia Jatahy - MTUR
Foto: Ana Claudia Jatahy

O local escolhido para 2024 foi o munícipio de Novo Airão. A cidade não possui aeroporto, sendo possível somente o acesso fluvial, com saída do Porto de São Raimundo em Manaus, e por via terrestre (de carro, táxi-lotação ou ônibus executivo).

O gerente do projeto, André Jubão, conta como funciona a escolha de cada cidade para ser sede de uma competição e quais pontos são avaliados.

Foto por Ana Claudia Jatahy - MTUR
Foto: Ana Claudia Jatahy

Jubão afirma ainda que o Amazonas tem exuberantes paisagens que se tornam algo que soma muito na escolha.

XTERRA Amazônia 2024

O XTERRA Amazônia 2024 é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e tem o apoio da Braga Veículos; Secretaria Municipal de Inovação, Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura de Novo Airão; Secretaria de Estado do Desporto e Lazer, do Governo do Amazonas.

Equipe da UNB visita o Incra em Rondônia para cooperação em regularização fundiária

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Uma equipe de pesquisadores da Universidade de Brasília (UNB) está na superintendência do Incra em Rondônia analisando os documentos do acervo fundiário de lotes rurais e urbanos, desde a segunda-feira (8). O trabalho faz parte do Termo de Execução Descentralizada (TED) firmado entre o Incra e a universidade para cooperação em ações de governança e regularização fundiária, por meio do projeto denominado Governança Fundiária na Amazônia Legal (GovFun Amazônia). 

Entre as metas serão identificadas e analisadas as sobreposições entre áreas públicas e privadas na região, por meio de mapas, considerando terras indígenas, quilombolas, assentamentos de reforma agrária e unidades de conservação, explicou a pesquisadora Iasmin Lima.

O superintendente em exercício do Incra/RO, Jorge Werley Ferreira, explicou que a cooperação entre as instituições busca “a boa governança fundiária e gestão territorial em imóveis do Incra ou sob gestão da autarquia nos estados da Amazônia Legal, a partir de bancos de dados oficiais e livros fundiários de ações de titulação já executadas”.

O trabalho consiste no levantamento de ações de titulação a partir da pesquisa de quarenta mil documentos. Foto: Reprodução/Ascom INCRA

Os pesquisadores e analistas estão vinculados ao Centro de Gestão e Inovação da Agricultura familiar (Cegafi) da UNB, da Faculdade Planaltina,  e executam projetos relacionados à gestão e inovação no meio rural. O TED teve início em dezembro de 2020 nos demais estados da Amazônia Legal e o término será em dezembro de 2024.

O trabalho consiste no levantamento de ações de titulação a partir da pesquisa de quarenta mil documentos em parcelas rurais e urbanas, com elaboração de relatórios técnicos sobre os processos, indicando se foram concluídos e se ainda há áreas remanescentes. Após essa fase serão elaborados os planos de ação. Também haverá verificação cartorária de imóveis que tiverem seus processos de titulação concluídos.

A pesquisadora ressaltou que a relação entre questões fundiárias, desmatamento e serviços ecossistêmicos aponta para a necessidade de mapear o uso da terra, fortalecer a governança florestal e combater o desmatamento ilegal. Pesquisas comprovam uma redução nas taxas de desmatamento em áreas regularizadas.

A equipe multidisciplinar da UNB dispõe de formação e experiência em políticas públicas, ciências da natureza, engenharia ambiental, engenharia agronômica, gestão do agronegócio, geotecnologias e gestão da informação.

MPF recomenda que cooperativas de garimpo de Rondônia cumpram exigências da Agência Nacional de Mineração

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O Ministério Público Federal (MPF) expediu duas recomendações à Cooperativa Metalúrgica de Rondônia (CooperMetal) e uma à Cooperativa dos Garimpeiros de Santa Cruz (Coopersanta) para que se adéquem, integralmente, aos parâmetros de estabilidade e segurança exigidos pela pela Agência Nacional de Mineração (ANM).

Os documentos tratam das barragens de mineração Rio Santa Cruz e Igarapé Mutum, administradas pela CooperMetal, e da barragem de Jacaré Médio, administrada pela Coopersanta. O MPF estabeleceu o prazo de 30 dias para que as cooperativas apresentarem resposta escrita sobre o atendimento ou não das recomendações.

De acordo com a recomendação relacionada à Barragem Rio Santa Cruz, a CooperMetal deverá apresentar, até o final de outubro, a Declaração de Condição de Estabilidade (DCE) referente ao Relatório Periódico de Segurança de Barragem (RPSB). Já o documento que trata da Barragem do Igarapé Mutum, recomenda que a CooperMetal apresente, no prazo de 60 dias, cronograma detalhado com as datas para cumprimento de cada etapa do Plano de Descomissionamento (desativação) da barragem.

Além disso, a cooperativa deve providenciar, no prazo de 120 dias, a Declaração de Condição de Estabilidade referente ao Relatório Periódico de Segurança de Barragem e cumprir todas as demais exigências e recomendações formuladas pela ANM na Barragem do Igarapé Mutum. O MPF ainda recomenda que, no prazo de 120 dias, a cooperativa cumpra todas as demais exigências e recomendações da AMN.

Balsas de garimpo ilegal são encontradas em áreas protegidas em RO. Foto: Divulgação/PF

A Coopersanta, por sua vez, deve apresentar cronograma para o descomissionamento (desativação) da barragem de Jacaré Médio, inclusive com a data prevista para que o processo seja integralmente concluído. O MPF também recomenda que a cooperativa apresente, no prazo de 60 dias, cronograma detalhado com as datas para cumprimento de cada uma das 22 exigências formuladas pela AMN e que não foram total ou parcialmente cumpridas.

Atualmente, as três barragens estão embargadas por determinação da ANM, tendo em vista que as normas e recomendações da Agência não foram cumpridas integralmente até o momento. Nesse sentido, as recomendações foram expedidas por um dos ofícios da Amazônia Ocidental do MPF, que contempla núcleos especializados no enfrentamento do garimpo e da mineração ilegais na região.

Descomissionamento

O procurador da República responsável pelas recomendações, André Luiz Porreca, explica que o descomissionamento é um processo que resulta, após várias etapas, na eliminação da barragem, com a reintegração do espaço ao meio ambiente. Segundo ele, há várias formas de operacionalizar o descomissionamento.

*Com informações do MPF

Pesquisadores realizam 2ª etapa do mapeamento de áreas de risco geológico em Manaus

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A capital do Amazonas recebe, desde o dia 8 de julho, a 2ª etapa do trabalho para atualização do mapeamento de áreas de risco geológico. Pesquisadores do Serviço Geológico do Brasil (SGB) visitaram áreas pré-selecionadas e indicadas pela Defesa Civil de Manaus para identificação de setores com potencial de sofrer perdas ou danos causados por processos geológicos, como deslizamentos, inundações, dentre outros.

O objetivo é atualizar o mapeamento anterior, com metodologia e equipamentos mais modernos, de modo a contribuir para a prevenção de desastres. Nesse trabalho, são mapeados exclusivamente locais com imóveis destinados à ocupação humana contínua, como casas, edifícios, hospitais, escolas e estabelecimentos comerciais. A partir das análises, o SGB produzirá mapas e relatórios indicando áreas de risco “alto” ou “ muito alto”.

As atividades integram o planejamento anual do SGB, inserido no Plano Plurianual 2024-2027, do governo federal. Ao longo do ano, outras cidades também serão atendidas.

Elaboração do mapeamento

O trabalho de campo para identificação das áreas de risco é uma das etapas do mapeamento. Antes de irem ao município, os pesquisadores analisam informações prévias da localidade e fazem contato com a defesa civil. Em seguida, vão à cidade para mapear os imóveis que podem ser afetados por deslizamentos de terra, quedas de blocos de rocha, inundações e outros processos geo-hidrológicos normalmente deflagrados por chuvas intensas.

No trabalho de campo, são observadas características como declividade dos terrenos, indícios de instabilidade eventualmente presentes no local, distância entre as edificações e os cursos d’água e a vulnerabilidade dos imóveis. Também são feitos registros fotográficos, inclusive com apoio de drones. Após um primeiro levantamento na cidade, os pesquisadores cartografam as áreas classificadas como de risco “alto” e “muito alto”. As áreas de risco “médio” ou “baixo” costumam ser indicadas no relatório como áreas a serem monitoradas.

Em seguida, são elaborados mapas e relatórios pelas equipes técnicas. A última etapa consiste na verificação das informações e ajustes finais para a publicação do documento que será entregue à defesa civil municipal e à prefeitura. O documento também fica disponível ao público na página do SGB.

Estudos contribuem para ações efetivas

O mapeamento de áreas de risco, realizado pelo SGB, é um trabalho norteado pela Lei 12.608/2012. Essa legislação atribui ao governo federal o dever de oferecer apoio aos municípios e estados que não possuam capacidade técnica para essa atividade essencial para a prevenção e resposta a desastres.

Com as informações técnicas, gestores públicos têm acesso a conhecimento sobre os locais que exigem intervenções. Dessa forma, podem realizar políticas públicas mais precisas e direcionar recursos para realização de obras e outras ações nas áreas que ofereçam riscos. Além disso, os mapeamentos ajudam as prefeituras a obter financiamento para projetos de prevenção a desastres.

Os dados técnicos também dão suporte às políticas públicas habitacionais e de saneamento, sendo, portanto, importantes instrumentos para reduzir vulnerabilidades sociais e promover o desenvolvimento regional.

*Com informações do SGB

Orla do Rio Caeté: conheça o cartão postal de Bragança, no Pará

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Além de fortalecer o lazer, a cultura, a qualidade de vida e a movimentação da economia local, a orla do Rio Caeté, no município de Bragança, nordeste paraense, é uma importante ferramenta que impulsiona o turismo na região. Moradores e turistas consideram o espaço como o novo cartão postal do município.

Brunno Favacho, morador de Bragança, afirma que utiliza bastante o espaço para curtir com amigos e família.

Na programação do aniversário de 410 anos de fundação do município de Bragança, em 2023, a orla foi entregue totalmente reconstruída, modernizada e urbanizada e desde então, é uma das principais atrações da rota turística da Região de Integração Rio Caeté.

“Cada detalhe dos 12 mil metros quadrados da Orla do Caeté foi pensado para valorizar a cultura de Bragança, que é rica e cheia de detalhes históricos, por isso tivemos o cuidado de fazer a recomposição de piso em pedra portuguesa. O município tem uma forte vocação turística e a orla, totalmente reurbanizada, do piso ao palco para eventos, passou a ser um dos cartões postais da região, fomentando a chegada de visitantes de dentro e fora do nosso estado e da própria economia local”, destaca Ruy Cabral, titular da Secretaria de Estado de Obras Públicas (Seop), responsável pela obra.

Foto: Bruno Cecim/Agência Pará

A nova estrutura da orla possui ciclovia, quiosques para venda de comidas e bebidas, parque infantil, academia ao ar livre, bancos, lixeiras, palco para eventos, caramanchão e espaço iluminado e arborizado para estimular a integração com o meio ambiente.

A orla também é o ponto de chegada da imagem de São Benedito na Festividade, que todo ano recebe turistas oriundos de vários países, fomentando o turismo e a economia local.

Moradora de Xinguara, sempre que tem oportunidade, Gleice Braga viaja até Bragança:

“Gosto muito do clima e da cultura da cidade. Eu fico muito feliz em perceber o quanto a cidade tem evoluído e melhorado para atender os turistas. A Orla do Caeté é um exemplo disso. Ela melhorou muito e vem sendo uma excelente opção de passeio, principalmente para quem tem filhos como eu. Tem espaços de lazer, quiosques com comidas típicas, restaurantes com opções variadas, lojas de artesanato, igreja. É um passeio que eu gosto e recomendo a quem vier visitar Bragança, que visite a Orla do Caeté, que não vai se arrepender”, recomenda.

*Com informações da Agência Pará

XTERRA Amazônia chega à Novo Airão em sua 4ª edição; confira a programação

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A cidade de Novo Airão, no Amazonas, vai se tornar o foco de atletas nos dias 19 e 20 de julho, pois uma das etapas do circuito XTERRA Amazônia será realizada no município. Para os apaixonados por desafiar seus limites, as provas de corrida, natação e ciclismo são passagem obrigatória no currículo e isso é o que oferece o evento.

Popular por conta dos botos, festas de São Sebastião e o Eco-Festival do Peixe Boi, Novo Airão encanta turistas e agora se torna ponto de encontro de quem gosta de competir em locais diferentes, com desafios e muita aventura.

Com inscrições abertas até o dia 15 de julho (23h59 ou até o limite de vagas), os competidores vão passar por terrenos variados e condições climáticas que testarão suas habilidades e resistência nesta edição do XTERRA Amazônia.

Confira a programação

19 de julho

18h10 – Início da Entrega de Kits (Praça Pública do Município de Novo Airão)
19h – Abertura do XTERRA Village
20 – Palestra XTERRA
20h45 – Encerramento da Entrega de Kits
21h – Encerramento do XTERRA Village

20 de julho

6h – Abertura do XTERRA Village
6h05 – Início da Entrega de Kits
6h15 – Abertura Área de Transição (Triathlon)
6h45 – Encerramento da Entrega de Kits
7h – Largada (Trail Run 5k, 10k, 21k e Endurance 50k)
7h – Fechamento da Área de Transição (Triathlon)
7h15 – Largada (Triathlon)
8h15 – Fechamento T1 (Triathlon)
10h – Fechamento T2 (Triathlon)
11h30 – Premiação (Triathlon e Trail Run 21k, 10k, 5k e Endurance 50k)
16h – XTERRA Short Track Internacional para convidados
17h – Premiação Short Track Internacional
18h30 – Encerramento do XTERRA Village

XTERRA Amazônia 2024

O XTERRA Amazônia 2024 é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e tem o apoio da Braga Veículos; Secretaria Municipal de Inovação, Indústria, Comércio e Turismo da Prefeitura de Novo Airão; Secretaria de Estado do Desporto e Lazer, do Governo do Amazonas.