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#Série – Nomes populares de doenças que ocorrem na Amazônia: o que é Maria preta?

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Sabe aquela ferida de uma cor escura, de bordas endurecidas e, em alguns casos, sem dor aparente? É bom ficar em alerta, pois esses ferimentos indicam a possibilidade de infecções bacterianas ou má circulação sanguínea. Essas manchas têm até um nome popular: “feridas Maria preta”.

Mas, o que é a “ferida Maria preta”? Porque recebe esse nome popular? Na segunda reportagem da série ‘Nomes populares de doenças na Amazônia’, a equipe do Portal Amazônia conversou com a médica generalista Júlia Edwirges, que explica sobre esse termo e porquê esses ferimentos são motivos de tanta preocupação.

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O que é a ‘Maria Preta’?

“Maria preta” é o nome popular de uma doença que aponta um forte sinal de infecção. Ela é conhecida por descrever ferimentos que apresentam coloração muito escura. Tais ferimentos podem até mesmo indicar a presença de necrose, quando há morte de células ou tecidos.

Isso ocorre, principalmente, quando os tecidos deixam de receber fluxo sanguíneo adequado, o que acaba resultando na morte celular, deixando a pele necrosada.

feridas escures podem ser popularmente chamadas de Maria preta
Foto: Reprodução/MD Saúde

A origem do nome popular não tem um registro específico. Este nome está muito mais relacionado com o dia a dia das populações, por isso contos populares é que relatam que esse tipo de ferimento recebe o nome de “Maria preta” devido à sua aparência bem escura.

Sintomas

Os principais sinais de uma ferida desse tipo é o escurecimento da pele ao redor do ferimento e o aparecimento de bordas endurecidas e inflamadas.

A presença de pus, dor intensa, inchaço e até febre, em casos graves, são alguns dos sintomas característicos causados pela ferida.

Em algumas situações, pode ocorrer até a ausência de dor por conta dos nervos da região já estarem comprometidos, o que indica um estágio mais avançado do ferimento.

Leia também: Portal Amazônia responde: O que são doenças tropicais?

Causas

Para que uma ferida evolua para “Maria preta”, as causas são diversas, no entanto todas ligam o sinal de alerta para buscar atendimento médico. São elas:

  • Descuido – geralmente quando a limpeza da ferida não é feita corretamente, facilitando a entrada de fungos e bactérias
  • Doenças crônicas – Diabetes, hipertensão arterial e arterosclerose são alguns dos exemplos dessas patologias.
  • Traumas ou queimaduras – Lesões profundas que danificam os tecidos da pele.
  • Má circulação – quando problemas de fluxo sanguíneo impedem a oxigenação dos tecidos.
Pacientes do pé diabético geralmente apresentam feridas “Maria preta”. Foto: Divulgação/Saefe

Tratamento

O principal passo para tratar uma ferida “Maria preta” é buscar atendimento médico especializado, que vai avaliar uma série de fatores para o início do processo de tratamento. A prescrição de medicamentos antibióticos, por exemplo, pode ser necessária.

Tratamento da ferida “Maria preta” deve ser feito de maneira correta para evitar complicações: Foto:

Em caso de pacientes com histórico das doenças relacionadas ao ferimento, como diabetes e insuficiência arterial, é fundamental o controle das patologias por meio de medicamentos específicos e acompanhamento médico.

Em casos mais graves, dependendo do grau da lesão, o médico especialista ainda pode sugerir o desbridamento da ferida: um procedimento que consiste na remoção do tecido morto para promover a cicatrização, podendo ser feito de forma clínica ou cirúrgica.

Complicações

O tratamento não adequado da “ferida Maria preta” pode evoluir para o agravamento da lesão, ocasionando consequências graves para o paciente como:

  • Ampliação da necrose
  • Infecção generalizada
  • Dor crônica
  • Deformidades
  • Amputação do membro (em casos extremos)

Prevenção

Para que um ferimento não evolua para “Maria preta”, é fundamental tomar algumas medidas de cuidado como manter a pele limpa e higienizada, especialmente em feridas ou lesões. É importante, também, observar se algum machucado não está escurecendo ou com cicatrização mais lenta que o esperado conforme as orientações médicas.

O controle das doenças associadas às questões vasculares precisa ter atenção continuada para evitar problemas de fluxo sanguíneo. Evitar pressão prolongada sobre partes do corpo, com uso de almofadas ou colchões para prevenir úlceras por pressão e alternar as posições de pacientes acamados também são alguns dos cuidados para evitar a progressão de uma ferida.

A hidratação diária da pele e o uso de roupas e calçados apropriados também são medidas preventivas para evitar que ferimentos evoluam para feridas “Maria preta”.

A equipe do Portal Amazônia reitera que qualquer suspeita relacionada à doenças em geral deve ser tratada somente sob a supervisão de um médico devidamente certificado.

Leia mais da série:

#Série – Nomes populares de doenças que ocorrem na Amazônia: o que é impinge?

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Uma mancha avermelhada na pele, em formato de anel, é um sintoma característico da doença conhecida como impinge. Foto: Reprodução/Ministério da Saúde

O Brasil possui um leque de variações linguísticas, em que cada estado usa palavras ou termos característicos daquele local. É o chamado ‘regionalismo linguístico’, no qual o vocabulário e o sotaque carregam as peculiaridades culturais de uma determinada localidade.

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Na área médica não é diferente. As doenças, por exemplo, são conhecidas por nomes ou expressões diferentes em vários estados brasileiros, o que obriga profissionais de saúde a conhecerem bem sobre as particularidades de cada região.

O Portal Amazônia preparou uma série especial sobre nomes populares de doenças que ocorrem na região amazônica, com apoio da médica generalista Júlia Edwirges, para explicar como alguns deles podem causar confusão. A primeira delas é a ‘impinge‘, condição dermatológica que afeta milhões de pessoas no mundo.

O que é impinge?

Conhecida popularmente como impinge, tinea ou micose, a dermatofitose é uma infecção fúngica que afeta a camada superficial da pele. Ela se desenvolve em qualquer lugar do corpo humano, mas costuma aparecer em regiões úmidas como pés, mãos, virilhas e também no couro cabeludo. Apesar de aparecer em qualquer idade, a doença é mais frequente em crianças.

A impinge é causada pelos fungos dermatóficos, que se alimentam e sobrevivem de queratina, a vitamina presente na pele. A médica generalista Júlia Edwirges explica que a transmissão da impinge se dá através do contato humano ou com animais infectados com a doença.

“A impinge é transmitida por fungos que passam de pessoa para pessoa, de animais para pessoas, ou pelo contato com objetos e superfícies contaminadas. Você pode pegar ao tocar diretamente na pele de alguém com micose, ao usar toalhas, roupas, bonés ou equipamentos compartilhados, ou andando descalço em lugares úmidos como vestiários e piscinas. Animais com falhas no pelo também podem transmitir”, explicou Julia ao Portal Amazônia.

Pessoas de baixa imunidade ou que possuem hábitos de higiene inadequados também são mais vulneráveis a doença, já que o sistema imunológico enfraquecido dificulta a defesa natural da pele contra os fungos dermatófitos.

A impinge causa uma coceira intensa, o que acaba deixando o local vermelho e causando irritabilidade. Foto: Reprodução/Site Dermatologista Especialista

Leia também: Quebranto, peito aberto e mau-olhado: conheça 6 doenças tratadas pelas benzedeiras da Amazônia

Sintomas

O aparecimento de manchas avermelhadas e a coceira intensa são os principais sintomas da impinge. As lesões geralmente possuem formato de círculo, com as bordas elevadas e uma região central mais clara, além de leve descamação. No couro cabeludo, a infecção pode causar queda dos cabelos na região contaminada.

Andar descalço em locais públicos é cenário propício para a proliferação da impinge. Foto: site Dermatologista Especialista

Tratamento

Após o aparecimento dos sintomas, o ideal é procurar um médico para iniciar a identificação das lesões corretamente e, dependendo do caso e da orientação médica, o tratamento pode envolver o uso de medicamentos antifúngicos como pomadas, loções ou cremes.

Pomadas específicas são os principais medicamentos utilizados para o tratamento da impinge. Foto: Reprodução/Site Tua Saúde

Em quadros mais graves, pode haver a necessidade da realização de exames complementares e a prescrição de medicamentos para uso oral.

De forma geral, o tratamento da impinge feito de forma eficaz dura alguns dias ou semanas, porém, caso os sintomas persistirem ou piorarem, é importante retornar ao atendimento especializado.

Prevenção

Apesar do verão ser considerado uma época favorável para a propagação da impinge, algumas dicas de higiene ajudam a evitar a contaminação dessa doença. Segundo Julia, a principal delas é evitar o compartilhamento de objetos pessoais como toalhas e roupas íntimas.

“Mantenha a pele sempre seca, especialmente entre os dedos, axilas e virilhas. Evite compartilhar toalhas e roupas, troque peças suadas rapidamente e não ande descalço em locais públicos úmidos. No caso de manchas aparecerem, o melhor é buscar ajuda médica para uma melhor avaliação”, finalizou.

Por ser quente e úmido, o verão é considerado clima favorável para a proliferação da impinge. Foto: Rebeca Beatriz/acervo G1 Amazonas

E a origem do nome?

O termo comumente usado, ‘impinge’, não tem uma origem exata registrada, ela é comumente usada oralmente na região amazônica. Assim, entre os relatos mais populares, a explicação mais usada é a que conta que ‘impinge’ deriva do latim “impetere” (atacar ou invadir).

Outras explicações apontam que a palavra vem do verbo impingir, que é “aplicar, forçar” algo à alguém. Portanto, o termo impinge se refere a uma infecção que aparece de forma forçada e invasora na pele.

A equipe do Portal Amazônia reitera que qualquer suspeita relacionada à doenças em geral deve ser tratada somente sob a supervisão de um médico devidamente certificado.

Leia mais da série:

Por que a invasão dos EUA não alterou o fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil? Entenda

Foto: Caíque Rodrigues/Rede Amazônica RR

Passadas três semanas da intervenção militar dos Estados Unidos na Venezuela, ocorrida no dia 3 de janeiro, o fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil não teve grandes movimentações. Apesar da tensão instalada no país vizinho com a captura do presidente Nicolás Maduro pelo exército norte-americano, o cenário se manteve calmo na fronteira entre as duas nações.

Para entender a situação, o Portal Amazônia conversou com o professor de Relações Internacionais da Universidade Federal de Roraima (UFRR), João Carlos Jarochinski, que explicou os motivos da operação americana não ter grandes reflexos no fluxo migratório venezuelano para o território brasileiro.

Leia também: Entenda como fica a situação da Venezuela após o ataque dos Estados Unidos e prisão de presidente e primeira dama

Ação “muito pontual”

O especialista conta que a ação norte-americana focou somente na captura de Nicolás Maduro, com isso, não impactou diretamente no regime de governo e no cotidiano do país. Com isso, o fluxo migratório não chegou a ser afetado.

“A intervenção foi muito pontual, teve a extração do Maduro e não aconteceram outras ações. Então, do ponto de vista do funcionamento cotidiano do país, foi um cenário de continuidade, o mesmo grupo que já dominava o país vinculado ao Maduro permanece no poder, portanto não houve nenhuma alteração drástica de governo”, pontuou o professor.

Fluxo migratório de venezuelanos para o Brasil.
Operação Acolhida. Foto: Organização Internacional para as Migrações (OMI)

Leia também: Países da América Latina se manifestam sobre ataque à Venezuela

Ausência de atos violentos

De acordo com Jarochinski, a ausência de atos violentos ou conflitos internos que gerassem violência no país venezuelano também contribuiu para a baixa movimentação no fluxo migratório, mesmo em meio a crise humanitária, social e econômica que afeta o país.

“Não houve elementos como explosões de violência ou conflitos internos violentos, que geraria um fator de saída muito significativo, ou algum tipo de piora na qualidade de vida como a falta de acesso a alimentos de forma abrupta. Tem reclamações do processo inflacionário, mas nada que seja algo que influencie na saída forçada do país”, comentou Jarochinski.

No entanto, o clima de instabilidade que paira sob a Venezuela ainda causa apreensão tanto para os venezuelanos quanto para os países vizinhos. Para o professor, a repressão no país tem sido um das maiores preocupações.

“A repressão tem sido um fator crucial para uma análise sobre o fluxo migratório. Ao mesmo tempo que você tem um número de presos políticos sendo libertados, há o aumento da repressão no espaço urbano, tem a imprensa que vem sendo perseguida pelas autoridades. As pessoas estão se sentindo inseguras de circular na cidade, há relatos de gente dizendo que parece a época da pandemia, ou seja, há um certo medo no ar gerado pela instabilidade”, destacou.

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Relação Brasil x Venezuela

Por fim, João Carlos Jarochinski enfatiza que, em caso de eventuais casos extremos vierem a acontecer, o Brasil manterá a sua política de receptividade em relação aos venezuelanos, diante da possibilidade do aumento do fluxo migratório.

“Há de se destacar que essa recepção aos venezuelanos pode ser chamada de política de Estado, porque já tivemos diferentes governos que acabaram mantendo ações como a Operação Acolhida. O Brasil reconhece a situação social complexa que vive a Venezuela, mas em caso de uma instabilidade em virtude de violência ou dificuldade econômica, o Brasil sem dúvida deve manter sua prática de regularização migratória”, finalizou.

Leia também: Pacaraima, a cidade roraimense que recebe venezuelanos em meio à crise do país vizinho

A Operação Acolhida, citada pelo professor, é a força-tarefa do Exército Brasileiro criada em 2018 pelo Governo Federal para o acolhimento e interiorização de migrantes venezuelanos no Brasil, bem como o ordenamento da fronteira. De lá para cá, mais de 150 mil venezuelanos foram interiorizados em meio a 1.100 municípios brasileiros.

Operação Acolhida, do Governo Federal. Foto: Alexandre Manfrim/Governo Federal

Leia também: Como é a jornada dos venezuelanos acolhidos na fronteira com o Brasil?

O Portal Amazônia entrou em contato com o Exército Brasileiro para obter mais informações acerca dos números relativos ao fluxo migratório dos venezuelanos para o Brasil, mas ainda não teve retorno. O espaço segue aberto para atualizações.

Exposição fotográfica do libanês Jacques Menassa “mostra a alma do amazônida” no Museu da Cidade de Manaus

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A exposição ‘Les Gens du Nord’, do fotógrafo Jacques Menassa, marca a abertura da programação cultural do espaço em 2026 nesta segunda-feira (5). Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

Abrindo a programação cultural de 2026, o Museu da Cidade de Manaus, que fica no paço da Liberdade, no Centro Histórico, inicia nesta segunda-feira (5) as suas atividades com a inauguração da exposição Les Gens du Nord‘, do fotógrafo internacional Jacques Menassa.

A mostra reúne uma coleção de fotografias em preto e branco que retratam “a alma da Amazônia” a partir de uma estética sensível, profunda e humanista, segundo o fotógrafo.

Por meio de um domínio técnico de luz e da sombra, Menassa, que retorna à capital amazonense, transforma cenas do cotidiano em “poesia visual”, transitando entre as texturas da floresta, os traços urbanos e, principalmente, a força humana do povo nortista.

Leia também: Jacques Menassa: fotógrafo libanês que leva a Amazônia em sua arte e em seu coração

Exposição Jacques Menassa, no Museu da Cidade de Manaus.
Exposição de Menassa retrata a alma da Amazônia a partir de uma estética sensível, profunda e humanista. Foto: Divulgação/Prefeitura de Manaus

A exposição é aberta ao público e pode ser conferida a partir desta segunda-feira (5), no horário das 9h às 17h, no Museu da Cidade de Manaus. A entrada é gratuita.

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A identidade da ‘gente do Norte’

A mostra ‘Les Gens du Nord‘ tem como ideia principal mostrar o povo da região Norte. Jacques Menassa trabalha imagens do cotidiano em composições preto e branco, técnica que transformou os registros visuais num retrato da identidade local, revelando a resistência, alegria e dignidade de quem vive na Amazônia.

“A exposição é composta de 36 fotos em preto e branco, que mostram a vivência desse povo maravilhoso. O nome da exposição, inclusive, é uma homenagem minha, ‘Le gens du Nord’ é uma canção de Enrico Macias dedicada ao norte da França que eu escolhi para nomear a exposição e homenagear o povo do Norte do Brasil que eu amo muito”, explicou Menassa.

Mulher indígena amamentando seu filho. Foto cedida pelo fotógrafo Jacques Menassa

Além disso, o trabalho propõe uma reflexão sobre pertencimento, memória e identidade cultural, algo que o fotógrafo faz questão de mostrar para o mundo.

Natural do Líbano, Menassa possui vasta contribuição artística entre o país de origem e o Brasil, através de trabalhos de divulgação entre as nações.

“Só no Líbano, eu já realizei mais de dez exposições sobre a Amazônia e seus temas, já publiquei mais de 50 materiais sobre a região amazônica nos principais jornais de lá. Eu gosto de fazer esse intercâmbio com o Brasil, que esse ano completa 80 anos de relacionamento diplomático com o Líbano”, frisou o artista ao Portal Amazônia.

Historiador Abrahim Baze entrevistando fotógrafo Jacques Menassa no programa Literatura em Foco, do canal Amazon Sat. Foto: Reprodução/Youtube-Amazon Sat

Para o historiador Abrahim Baze, as obras de Jacques Menassa traduzem a história e preservação da vida amazônida para o mundo.

“Menassa é um pedaço da nossa cultura. Um artista plástico e fotógrafo de uma inteligência fenomenal, suas exposições têm uma marca importantíssima que são os registros pessoais do povo amazônida. Você analisar a Amazônia para o Brasil tem um referencial, mas para o Oriente Médio, especialmente o Líbano, Jacques é a nossa maior referência para os árabes, que foram fundamentais para a economia da nossa região. Este é Jacques Menassa, o árabe-brasileiro, ou melhor, o árabe amazônida”, afirmou Baze.

Assista a entrevista:

Quem é Jacques Menassa?

Fotógrafo libanês Jacques Menassa. Foto: Divulgação/Jacques Menassa

Jacques Menassa nasceu em Ghosta, Líbano, em 1956. Formado em Ciências Políticas e Administrativas, o artista contou ao Portal Amazônia que a paixão pela fotografia vem desde a infância.

“Gosto da fotografia desde criança, os meus amigos no Líbano compravam revistas artísticas de cantores e atores e eu gostava de recortar as fotos bonitas. Desde essa época, eu já gostava de fotografia, cheguei até a ir pra Paris aprender tudo sobre essa área”, contou Menassa, que aprendeu técnicas fotográficas na Universidade Saint-Esprit de Kaslik, no Líbano.

Com família instalada em Manaus, ele desembarcou na capital amazonense em 1990, onde ficou encantado com a vivência e passou a fazer registros fotográficos do cotidiano amazônida.

Leia também: Jacques Menassa: um libanês na Amazônia

“Visitei Manaus pela primeira vez em 1984, porque a família do meu tio paterno vieram morar aqui no Amazonas. Meu avô e irmãos vieram em 1985 e eu cheguei depois, em 1990, onde fiquei por oito anos. Depois disso, voltou para o Líbano e desde 2016 eu volto aqui a cada ano e fico por três meses”, conta o fotógrafo.

Desde então, Jacques coleciona diversas exposições e oficinais de fotografias, obras que tornaram o artística como um dos maiores expoentes do cenário artístico nacional e internacional.

É verdade que árvore Sumaúma “jorra” água no meio ambiente?

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Foto: Reprodução

Na última semana, um vídeo que mostra a importância das árvores para o equilíbrio ecológico do planeta viralizou nas redes sociais. As imagens mostram uma Sumaúma, espécie nativa da Amazônia, como se estivesse “jorrando” uma grande quantidade de água do seu caule em direção ao solo. Assista:

A cena impressionou internautas, gerou debates e despertou curiosidades acerca da veracidade do fato, que chamou a atenção desde sua publicação.

Diante disso, o Portal Amazônia conversou com a engenheira florestal Dra. Fabiana Rocha, que afirmou a autenticidade do vídeo e explicou os motivos deste fenômeno ocorrer com a sumaúma, árvore de grande porte da Amazônia.

“Esse vídeo é um pouco antigo, e sim, as imagens são verdadeiras e mostram basicamente a água saindo de dentro da sumaúma para o ambiente natural e realmente corresponde a uma condição que acontece não só com ela, mas com outras árvores de grande porte. É um processo hidrológico, endógeno que está ligado com a absorção e transporte hídrico da planta de uma forma geral”, afirmou Fabiana.

Leia também: Portal Amazônia responde: Sumaúma ou Samaúma? Saiba qual o nome correto de uma das maiores árvores da Amazônia

Ação fisiológica

A engenheira explicou que o fenômeno faz parte do ciclo hidrológico dos mecanismos fisiológicos existentes nas árvores de grande porte.

“A sumaúma possui um sistema de raízes tabulares, que são essas grandes massas laterais, e apresentam uma alta capacidade de absorção, comuns em árvores de grande porte. Nesses casos, o movimento é mais intenso e aí acaba resultando no acúmulo de água. Quando a capacidade interna é excedida, seja por saturação do solo ou pela redução da transpiração, ela acaba redistribuindo essa água em direção ao solo e ao seu entorno. Portanto, esses processos são visualizados nessa liberação intensa, ou seja, é uma expressão extrema do ciclo hidrológico”, explicou a doutora.

Quanto à liberação excessiva da água, Fabiana pontua que a saturação da árvore e o tamanho da fissura traduzem a quantidade de água direcionada para o ambiente externo.

“Qualquer tipo de fissura aberta em maior tamanho pode ocasionar este tipo de situação. No vídeo, ela está jorrando água, mas isso só acontece quando a árvore estiver realmente saturada ou em processo de saturação. Então, acaba acontecendo esse processo que parece uma torneira aberta, elas liberam água de forma abundante e que corresponde com os mecanismos fisiológicos que normalmente a gente tem dentro dessas espécies vegetais”, relatou.

Ação humana ou processo natural?

Por fim, Fabiana Rocha frisou que o fenômeno registrado no vídeo, por ora, não tem indícios de que foi provocada por uma ação humana, e reforçou que se trata de um processo natural da espécie.

“É preciso ter um pouco de interpretação cuidadosa, não tem basicamente uma evidência de corte induzido observada no vídeo, até o momento não tem provas que tenha sido provocada por uma ação humana direta. O que se documenta fisiologicamente em árvore de grande porte é a capacidade de redistribuir e exsudar (sair em forma de gotas ou de suor) a água quando as condições ambientais e internas têm necessidade de provocar isso. Então, na minha opinião técnica, entendo que esse fenômeno deve ser entendido como uma expressão da dinâmica hídrica vegetal e pode ter sido amplificada pelo porte da planta e características do ambiente”, finalizou.

Sobre a sumaúma 

A sumaúma (Ceiba pentandra) é uma árvore nativa presente na região Amazônica, mas que também pode ser encontrada nas florestas das Américas Sul e Central, além da África ocidental e o sudeste asiático. A espécie pode alcançar entre 60 e 70 metros de altura, com alguns exemplares chegando a 90 metros, tornando-se uma das maiores árvores do planeta.

A sumaúma possui grandes raízes, chamadas sapopemas, que são capazes de absorver grandes volumes de água do subsolo, onde funcionam como um sistema de armazenamento natural do líquido. Em períodos específicos, quando as raízes atingem um determinado nível de umidade, a árvore solta esse excesso e irriga todo o seu entorno, exatamente esse processo natural que aparece no vídeo viral.

Leia também: Conheça a árvore rainha da Amazônia, a gigantesca sagrada, Sumaúma

sumaúma
Foto: Karina Pinheiro/Acervo Portal Amazônia

As bases das sapopemas podem chegar a 3 metros de altura e são responsáveis pela formação de “compartimentos” naturais, capaz lançar diariamente mais de mil litros de água no ar, contribuindo para os chamados “rios voadores”, massas de vapor d’água que se deslocam pela atmosfera e regulam o clima em todo o território brasileiro.

Além do papel vital na ecologia mundial, a sumaúma também é considerada sagrada para as comunidades tradicionais, além de representar uma conexão entre o mundo físico e espiritual e um local de proteção, fertilidade e continuidade da vida, segundo relatos orais.

Na Amazônia Legal, cerca de 290 mil pessoas possuem nomes ligados ao Natal; confira alguns

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Registro de nomes ligados ao período que celebra o nascimento de Jesus é comum no Brasil. Foto: M Ameen / Pixabay

O período do Natal é marcado pela celebração católica do nascimento de Jesus Cristo, comemorado no dia 25 de dezembro, mas também representa, além de um momento de tradições religiosas, a junção de valores como união, esperança, fraternidade e amor ao próximo.

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Mas além das festividades e confraternizações familiares, existem aqueles que costumam se inspirar no período natalino para registrar nomes. Seja quem nasce em dezembro, acredita na devoção popular ou até mesmo quem não teve intenção, o registro de pessoas com nomes associados ao significado de Natal, é algo comum em todo o Brasil.

Nos estados da Amazônia Legal, por exemplo, cerca de 290 mil pessoas foram registradas com nomes diretamente associados ao Natal, de acordo com o Censo Demográfico 2022 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Isso reforça o quanto a tradição oral e religiosa do Natal é forte na região.

O Portal Amazônia lista alguns dos principais nomes de pessoas que carregam o significado de Natal através da sua identificação, separados por estados. Confira:

Natal

Considerado o 80º nome mais popular no Brasil com a letra N, a palavra que dá nome à festa de celebração do menino Jesus também foi escolhida por 1.144 pais da Amazônia Legal, sendo:

Maranhão600
Pará302
Mato Grosso242

Natalia

O segundo nome mais popular no Brasil com a letra N, o nome Natália, apesar do significado “nascido no dia do Natal” não corresponder ao pé da letra, nominou 21.209 mulheres na Amazônia Legal:

Pará8.947
Maranhão8.339
Amazonas3.923

Noel

Popularmente associado ao bom velhinho, o nome Noel é um termo francês da palavra Natal, mas que nomeou 984 brasileiros na Amazônia Legal:

Mato Grosso416
Pará361
Rondônia207

Natalino (a)

Relacionado ao Natal, os nomes Natalino e Natalina também são bem comuns no território brasileiro. Na Amazônia Legal estão divididos assim:

Natalino
Pará 1.096
Mato Grosso 606
Maranhão326
Natalina
Pará1.556
Mato Grosso624
Amazonas359
Na Amazônia Legal, cerca de 290 mil pessoas possuem nomes ligados ao Natal; confira alguns
Foto: Luma Pimentel

Leia também: Saiba a origem dos nomes dos nove Estados da região amazônica no Brasil

Nomes associados ao nascimento de Jesus

A figura católica central do Natal, Jesus, foi homenageada 4.412 vezes e o Amazonas lidera:

Amazonas1.548
Roraima1.445
Pará1.419

Já Cristo, apenas o estado amazonense possui registro de pessoas adotadas com o primeiro nome: 17.

Emanuel, que significa “Deus Conosco”, foi registrado em 17.816 amazônidas:

Pará7.149
Maranhão6.119
Amazonas4.548

Outro nome simbólico é Cristiano, que nomeou 11.944 pessoas:

Pará5.096
Maranhão3.594
Amazonas3.254

Cristina, 13º nome mais popular no Brasil com a letra C, nomeou 9.657 mulheres:

Pará4.468
Maranhão2.641
Amazonas2.548

Já o “salvador” Messias, nome dado ao redentor prometido por Deus para mudar o mundo, foi escolhido:

Pará3,4 mil
Amazonas1,7 mil
Maranhão1/2 mil

Nomes de anjos

Gabriel, que segundo a tradição cristã foi o mensageiro do anúncio do nascimento de Jesus, é o primeiro nome de 80.049 pessoas da Amazônia Legal:

Pará34.843
Maranhão24.341
Mato Grosso20.865

Miguel, que significa “Quem é como Deus?”, foi escolhido 44.168 vezes para nomear:

Pará19.432
Mato Grosso12.749
Maranhão11.987

Outro anjo foi Rafael, o “que cura”, que nomeou 55.162 pessoas, sendo:

Pará23.849
Maranhão 17.239
Mato Grosso14.074

Nomes ligados ao Reis Magos

Figuras da tradição cristã, os Reis Magos também inspiraram nomes de pessoas. Baltazar, por exemplo, nomeia 355 pessoas:

Pará150
Tocantins106
Mato Grosso99

Outro Rei Mago foi Gaspar, que soma 626 registros, sendo:

Maranhão300
Pará187
Tocantins139

Melchior, o terceiro Rei Mago bíblico, não teve registro em nenhum estado da Amazônia Legal.

Outros nomes simbólicos

Ligado ao figura do anjo, um dos símbolos do Natal, o nome Ângelo possui 10.808 registros, enquanto que a Ângela identifica 16.108 pessoas, nos estados do Pará, Maranhão e Amazonas.

Referência à Estrela de Belém, o nome “Estrela” foi registrado 124 vezes em cartórios da Amazônia Legal, nos estados do Pará (66), Amazonas (37) e Maranhão (21).

Senador Omar Aziz destaca avanços para mobilidade logística da Amazônia

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Senador do Amazonas, Omar Aziz detalhou investimentos como o novo porto de Manaus e a licença ambiental da BR-319. Foto: Rafael Valentim/Assessoria Omar Aziz

A mobilidade logística da Amazônia ganhará, em 2026, dois grandes investimentos: a construção do novo porto da Manaus Moderna e a licença ambiental da BR-319, que permitirá a pavimentação do “trecho do meio” da rodovia. As novidades foram anunciadas nesta terça-feira (22) pelo senador Omar Aziz (PSD-AM), durante entrevista ao Portal Amazônia.

O parlamentar detalhou que o novo empreendimento portuário já é “algo concreto” e que o projeto levará qualidade, dignidade e o que há de mais moderno para a população amazonense.

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“Uma coisa concreta é o novo porto da cidade de Manaus. Uma obra na ordem de R$ 800 milhões que vai ajudar a melhorar a ida e vinda dos passageiros e mercadorias que precisam utilizar as nossas estradas, que são os nossos rios, para ir e vir para o interior do Amazonas. Hoje, é muito precário um idoso, uma idosa, uma pessoa especial embarcar e desembarcar, mas com um novo porto digno da população amazonense, espero que melhore a qualidade e o atendimento desse povo que precisa desse serviço”, explicou Omar.

Senador Omar Aziz, em entrevista para o Portal Amazônia
Parlamentar destacou os avanços para a mobilidade logística da Amazônia. Foto: Tadeu Rocha/Assessoria

Leia mais: Omar Aziz conhece projeto ‘Amazônia Que Eu Quero’ na Rede Amazônica e debate desafios do desenvolvimento regional

Novo porto de Manaus

Sob responsabilidade do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o novo porto da Manaus Moderna será implantado em uma área de aproximadamente 38 mil metros quadrados e terá uma estrutura dividida em dois tramos principais: Feira da Manaus Moderna e Feira da Banana.

Projeto do Novo Porto da Manaus Moderna
Projeto do DNIT prevê que empreendimento terá 38 mil metros quadrados. Foto: Divulgação/DNIT

Entre as edificações previstas estão terminal de passageiros, com capacidade para atender até 4 mil visitantes por dia, terminal de cargas e encomendas, edifício de fiscalização e controle, estação de tratamento de esgoto (ETE), subestação elétrica, guaritas, pontos de apoio e áreas de convivência com bancos de concreto, playground e estacionamento com cobertura solar equipada com placas fotovoltaicas.

Está previsto, ainda, o terminal de passageiros com capacidade para atender até 4 mil visitantes por dia e uma infraestrutura adequada para embarque e desembarque eficiente.

BR-319

Outro avanço citado por Omar foi a licença ambiental que permitirá a pavimentação do trecho do meio da BR-319. Segundo o senador, o presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, virá ao Amazonas em fevereiro para formalizar a entrega do documento, que representará um marco importante para pavimentação da rodovia.

BR-319
Serviço de asfaltamento da BR-319. Foto: Rafael Valentim/Assessoria Omar Aziz

“Eu e o senador Eduardo (Braga) tivemos uma conversa com o presidente Lula, há duas semanas, onde ele garantiu que vem em fevereiro aqui e que vai sair a licença ambiental para gente poder asfaltar o trecho do meio da BR-319. É uma conquista e espero que essa obre inicie ano que vem, temos uma perspectiva muito grande”, pontuou o senador.

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Por fim, Aziz também listou as demais obras ao longo da rodovia como a construção das pontes sobre os rios Curuçá e Autaz-Mirim e o serviço de asfaltamento na estrada.

“Temos as duas pontes para ser inaugurada, a primeira está pronta e a segunda está em conclusão, o presidente Lula vem para inaugurar as duas. Já temos 52 quilômetros sendo asfaltados, além da licença ambiental. Então, são entregas que mostram o nosso trabalho em prol da importância da BR-319”, finalizou.

Senador Omar Aziz acompanhando trabalhos na BR-319
Senador Omar Aziz acompanhando os trabalhos na BR-319. Foto: Rafael Valentim/Assessoria Omar Aziz

Entenda os três tipos de alertas climáticos enviados pela Defesa Civil em Manaus

Imagem gerada por IA via Canva

Desde o mês de setembro de 2025, a população de Manaus (AM) tem recebido alertas nos celulares sobre mudanças climáticas e possíveis riscos extremos durante o período das fortes chuvas na capital amazonense.

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Chamado de ‘Defesa Civil Alerta’ (DCA), o sistema de comunicação envia mensagens para todos os aparelhos compatíveis com a tecnologia 4G e 5G para alertar sobre eventuais sinistros naturais e recomendar ações de segurança para a população.

As principais notificações que tem sido enviadas para os moradores da cidade são sobre os riscos de alagamentos, enxurradas e corridas de massa.

O Portal Amazônia conversou com Fábio Nunes, meteorologista da Defesa Civil do município, que explicou mais sobre os alertas e o que eles significam.

O que é corrida de massa?

alerta de corridas de massa, defesa civil alerta de Manaus
Alerta de Corridas de Massa. Foto: Reprodução

Durante as fortes chuvas que caíram nesta sexta-feira (19), a Defesa Civil Municipal enviou o “Alerta de Corridas de Massa na Zona Leste”.

De acordo com Fábio, o fenômeno natural é mais conhecido como deslizamento, fenômeno natural provocado pelo deslocamento de solo, rochas e detritos decorrente de ação humana ou precipitação intensa.

“É um fenômeno em que grandes volumes de solo, lama, rochas e detritos se deslocam rapidamente encosta abaixo, impulsionados principalmente pela gravidade. Ela pode ocorrer de forma súbita e com grande velocidade, causando danos significativos a áreas urbanas, estradas e moradias localizadas em encostas ou margens de barrancos”, explicou o meteorologista.

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Alagamentos

Alerta Alagamento, Manaus
Aviso de Alagamento. Foto: Reprodução

Outro tipo de alerta que chega à população é o de enxurradas. Segundo o meteorologista, o evento climático acontece quando o volume de água da chuva é maior que a capacidade do sistema de drenagem da malha viária da região.

“O alagamento ocorre quando há acúmulo temporário muito alto de água da chuva em áreas urbanas, principalmente em ruas, avenidas e bairros com baixa capacidade de drenagem. O acúmulo de lixo nos bueiros e a obstrução do sistema de drenagem podem favorecem para os alagamentos”, pontua Fábio.

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Enxurradas

Alerta Enxurrada, Manaus
Aviso de enxurrada. Foto: Reprodução

Já os alertas de enxurradas, conforme Nunes, são enviados quando há o risco o fluxo da água em alta velocidade em áreas consideradas de risco.

“A enxurrada é o escoamento rápido e superficial da água da chuva, geralmente em ruas inclinadas, encostas ou áreas com pouca infiltração no solo. Ela se caracteriza pela força da água em movimento, capaz de arrastar lixo, móveis, veículos e até pessoas.

Causas

Fábio reforça que todos os fenômenos estão ligados principalmente a:

  • chuvas intensas em curto período de tempo;
  • chuvas persistentes, que saturam o solo;
  • impermeabilização do solo urbano (asfalto, concreto);
  • sistema de drenagem insuficiente ou obstruído;
  • ocupação de áreas baixas e margens de igarapés;
  • e acúmulo de lixo, que entope bueiros.
Forte chuva que caiu na sexta-feira, em Manaus
Registro da forte chuva que caiu nesta sexta-feira (19) em Manaus. Foto: Dayson Valente/Portal Amazônia

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Defesa Civil Alerta

A Defesa Civil Alerta é a uma nova ferramenta de envio de alertas de emergência do Governo Federal, cuja implantação é coordenada pela Defesa Civil Nacional e pela Agência Nacional de Telecomunicações Anatel e executada prestadoras de telefonia móvel (Algar, Claro, Tim e Vivo).

O objetivo do sistema, que utiliza a tecnologia de transmissão via telefonia celular, é complementar as outras ferramentas de alertas de emergência disponíveis para prevenção e mitigação dos impactos causados por desastres, avisando e orientando as pessoas que estejam em localidades com risco iminente de alagamentos, enxurradas, deslizamentos de terra, vendavais, chuvas de granizo, dentre outros.

‘Jesus ruivo’: amazonense chama atenção de atletas durante Mundial de Vôlei em Belém

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Fã de vôlei, o manauara Maikon Andrade se fantasiou de “Jesus ruivo” para conseguir fotos com jogadores durante Mundial de Vôlei em Belém (PA). Foto: Maikon Andrade/Acervo pessoal

Em meio ao Mundial de Clubes de Vôlei Masculino, competição internacional que acontece em Belém, no Pará, e reúne as principais equipes do planeta, uma ideia provou que não existem limites na busca pela realização de um sonho.

Em uma ótima “sacada”, trocadilho que passou longe de tamanha criatividade, o amazonense Maikon Andrade uniu a paixão pelo esporte e a imaginação fértil para se fantasiar de “Jesus ruivo” e de Papa. Objetivo: chamar a atenção dos jogadores no Ginásio Mangueirinho, local onde ocorre o torneio.

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Manauara se fantasiou para chamar atenção dos jogadores durante competição internacional de vôlei
Para chamar atenção de jogadores, Maikon se fantasiou de “Jesus ruivo” e de Papa no ginásio. Foto: Maikon Andrade/Acervo pessoal

O plano “iluminado” deu certo: o manauara de 33 anos conseguiu tirar fotos com algumas das principais estrelas do Mundial como o italiano Simone Giannelli, do Perugia-ITA; o norte-americano Aaron Russell, da equipe polonesa Zawiercie; e os brasileiros Cristiano e William, do Campinas; e Douglas Souza, do Cruzeiro.

Maikon contou ao Portal Amazônia como nasceu a ideia criativa de se fantasiar das maiores figuras simbólicas do catolicismo durante a competição que ocorre na cidade que possui o mesmo nome do local onde Jesus nasceu, segundo a Bíblia.

“Eu usei essa fantasia no halloween esse ano que teve no meu trabalho, então decidi usar aqui também como uma forma de chamar atenção, tanto dos jogadores quanto do público. Se fosse de cara limpa, teria mais vergonha da exposição”, explica o amazonense.

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“Jesus ruivo” deu autógrafos no ginásio Mangueirinho. Foto: Maikon Andrade/Acervo pessoal

Além dos jogadores, o “Jesus ruivo” também chamou a atenção do público que prestigia a competição. Vários espectadores aproveitaram para fazer um registro com Maikon. A estratégia, inclusive, já tem data marcada em outra competição: a Liga das Nações de Vôlei Masculino de 2026.

“A próxima competição será a VNL Masculina, em agosto no Rio de Janeiro. Pretendo usar a mesma fantasia para deixar marcado (risos). Usei a do papa ontem, mas essa de Jesus é bem mais divertida”, finaliza Maikon.

Paixão pelo vôlei

Apaixonado pelo esporte, o amazonense conta que sempre gostou de praticar vôlei, considerado um dos mais populares do mundo.

“Eu sempre gostei da modalidade e pratico, mas nada a nível profissional, gosto mais de jogar como levantador com amigos. Não tenho time favorito, gosto de torcer por qualquer um do Brasil e admiro vários jogadores e jogadoras do vôlei”, conta Maikon, que trabalha como assistente de RH numa empresa de navios de cruzeiro.

Popular na Amazônia, por que a ‘bolacha de motor’ tem esse nome?

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A bolacha de motor é um dos alimentos mais consumidos nas embarcações e faz parte da cultura da região amazônica. Foto: Reprodução/Facebook-Bolachamodelo

Quem viaja de barco pelos rios da Amazônia, sabe que quando a fome bate, um famoso lanche é dos mais fáceis de encontrar: a “bolacha de motor“. Feita de farinha, água e sal, a bolacha é tradicional na região: presente no café da manhã e nas merendas da tarde das embarcações amazônicas.

A bolacha de motor é a principal opção para “forrar o bucho” de passageiros e tripulantes durante as viagens nas “estradas de água”. Quebrada dentro do café com leite, com ova de peixe ou açaí, seja qual for o acompanhamento, o alimento se tornou um dos itens indispensáveis nos barcos e se faz presente também na mesa das famílias amazônidas.

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Mas por que se chama “bolacha de motor”?

O termo “bolacha de motor” foi uma forma carinhosa que os viajantes encontraram para chamar a ‘bolacha água e sal’, que ajudava a saciar a fome durante as longas viagens de barco. Tais embarcações eram chamadas regionalmente de “motor” pelos ribeirinhos.

Segundo relatos espalhados pelas redes sociais, durante o ciclo da borracha, entre o final do século XIX e o início do século XX, muitos trabalhadores viajavam por dias em barcos de motor para os seringais e necessitavam de um alimento que não estragasse durante esses deslocamentos.

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Antigamente, os barcos regionais eram chamados pelos ribeirinhos de motor. Foto: Adriano Gambarini/WWF Brasil

A partir dessa necessidade, as bolachas água e sal se tornaram o principal alimento consumido durante os percursos ao longo dos rios, ajudando a amenizar a fome de tripulantes e passageiros. Daí a origem do nome “bolacha de motor”.

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Américo Rodrigues foi o criador da bolacha de motor.
Américo Rodrigues Esteves foi o inventor da bolacha de motor. Foto: Acervo Jornal do Commercio

E quem criou a bolacha de motor?

Américo Rodrigues Esteves. Esse foi o responsável que transformou a bolacha água e sal num dos alimentos mais apreciados da região Norte do país.

Natural de Angeja, região norte de Portugal, o empresário instalou em Manaus (AM), no ano de 1941, a Fábrica de Massas e Biscoitos Modelo Ltda, com objetivo inicial de vender produtos alimentícios para toda a região amazônica.

O empreendedor português então criou, à base de trigo, sal, água, fermento, açúcar e gordura hidrogenada, a receita da bolacha que viria a ser um dos símbolos da culinária popular amazonense.

“A bolacha de motor foi um produto desenvolvido para nossa região. Ela é do tipo água e sal, mas foi feita justamente para chegar nas regiões mais distantes da Amazônia. Antigamente tinha muita dificuldade de transporte e embalagens de alimentos, então o intuito no início era comercializar o produto no interior do Amazonas”, explica Américo Augusto Esteves, filho do antigo dono e atual proprietário da fábrica, ao Portal Amazônia.

A partir daí, a bolacha de motor acabou se tornando o principal produto da empresa. “Até hoje, a bolacha de motor é feita da mesma forma desde o surgimento da receita, há mais de 60 anos. É uma receita familiar que a gente mantém até hoje, com os mesmos ingredientes. Um biscoito saudável, feita de forma natural, sem conservantes nem aromatizantes, que tende a durar bastante devido à pouca umidade e se conserva, justamente para atingir toda a população do Amazonas e estados da região Norte”, pontua o empresário.

Bolacha do Motor faz parte do café da manhã do amazônida.
Foto: Divulgação/Instagram-Bolachamodelo

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Negócio da família

O sucesso da bolacha de motor se confunde com a história da família Esteves. Desde a instalação da Fábrica Modelo em Manaus, na década de 1940, a empresa se consolidou como uma das mais bem sucedidas do mercado, mesmo com a chegada das grandes redes de supermercado.

Pioneiro da bolacha de motor, Américo Rodrigues faleceu em 2021, aos 97 anos de idade, mesmo ano que seu filho, Francisco Augusto, também morreu. Ambos eram sócios da fábrica Modelo, que atualmente é gerenciada pelo seu outro filho, Américo Augusto.

Tal iniciativa levou o criador da empresa a ganhar o Industrial 2004, prêmio dado pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam) naquele ano.

Ao centro, o fundador da bolacha de motor, Américo Rodrigues, ao lado dos filhos Francisco Augusto (à esquerda) e Américo Augusto (à direita). Foto: Américo Augusto/Acervo pessoal

Para Américo, a bolacha de motor representa a história da família e o maior legado do seu pai.

“A nossa família, o nosso sustento, a nossa história gira em torno desse produto. A morte do meu pai e do meu irmão foi um momento muito difícil porque eles sempre foram presentes na empresa. Meu pai conhecia todos os funcionários por nome, estava sempre na linha de produção, era uma pessoa muito querida. A história dele está aqui, ele deixou isso conosco e nós vamos manter”, afirmou o empresário.

Fábrica Modelo

Fábrica Modelo foi fundada em 1941, na esquina da Avenida Joaquim Nabuco com José Paranaguá, no Centro de Manaus. Foto: Almanaque Especial Comercial, 1948/Durango Duarte

Com sede na esquina da Avenida Joaquim Nabuco com José Paranaguá, no Centro de Manaus, a Fábrica Modelo foi fundada em 1941 e ainda atua na fabricação de massas e biscoitos.

Em 84 anos de história, a empresa é referência regional na produção de alimentos. Segundo Américo, além da bolacha de motor, outros tipos de biscoitos também são produzidas pela empresa.

Foto: Reprodução/Google Maps (com edição)

“Atualmente, temos em torno de nove itens na nossa linha de produção. Além da bolacha de motor, que produzimos uma base mensal de cem toneladas, continuamos a produzir bolacha água e sal, temos a famosa cream-cracker, bolachas doces de maisena e também as salgadas, do tipo aperitivo”, explica o proprietário da Fábrica Modelo, que conta com quase 40 colaboradores entre funcionários internos e externos.

Sobre massas, Américo explica que o setor voltará ao planejamento da empresa em 2026. “Nós temos uma outra unidade no Japiim que era onde fabricava macarrão, mas temporariamente estamos sem produzir por inviabilidade econômica devido à massa. Mas a gente deve voltar a produzir ano que vem”, adiantou.

Além da bolacha de motor, Fábrica Modelo produz atualmente cerca de nove produtos no setor de biscoitos. Foto: Divulgação/Instagram-Bolacha Modelo