Psicóloga faz reflexão sobre diversidade e inclusão social no contexto da indústria ESG

A psicóloga Cintia Lima disse ser essencial ir além das cotas e enxergar a diversidade como um fator impulsionador da inovação e da equidade.

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Nos últimos anos, a sigla ESG (Environmental, Social and Governance) tem ganhado cada vez mais destaque no cenário corporativo global. Empresas que adotam práticas sustentáveis e responsáveis são valorizadas por investidores e consumidores atentos às questões ambientais, sociais e de governança. Dentro desse contexto, a diversidade e inclusão social emergem como pilares essenciais do aspecto “S” do ESG, impulsionando mudanças significativas no mercado de trabalho e na cultura organizacional.

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A diversidade no ambiente corporativo não é apenas uma questão ética, mas também estratégica. Estudos demonstram que equipes diversificadas apresentam maior inovação, produtividade e capacidade de adaptação a desafios do mercado. Além disso, empresas que valorizam a inclusão têm maior potencial de atrair e reter talentos, além de estabelecer conexões mais fortes com um público consumidor igualmente diverso.

Grandes corporações já perceberam os benefícios dessa abordagem e passaram a adotar políticas mais inclusivas. Medidas como programas de recrutamento voltados a grupos sub-representados, treinamento sobre viés inconsciente e criação de espaços seguros para diálogos internos têm sido implementadas para fortalecer a diversidade dentro das organizações.

Foto: Diego Oliveira/Portal Amazônia

Durante a segunda edição do Fórum ESG Amazônia, a psicóloga Cintia Lima abordou a importância da diversidade e inclusão social no contexto industrial. Para ela, é essencial ir além das cotas e enxergar a diversidade como um fator impulsionador da inovação e da equidade.

“Olhar a diversidade para além da cota significa entender como essa variabilidade pode fortalecer a cultura organizacional. Transformar essa cultura em algo inclusivo garante que as oportunidades sejam acessíveis a todos”, afirmou Lima.

Três pilares para a mudança organizacional

Na visão da especialista, a construção de uma cultura inclusiva dentro das empresas depende de três pilares fundamentais:

  • Mudança de mentalidade – Revisar crenças e paradigmas que limitam a inclusão e a diversidade no ambiente corporativo.
  • Combate ao viés inconsciente – Identificar e mitigar preconceitos estruturais, promovendo um ambiente mais equitativo.
  • Representatividade na liderança – Estabelecer mecanismos que incentivem a diversidade nos cargos de liderança, fortalecendo a inclusão em todos os níveis hierárquicos.

Para ela, ao investir em diversidade e inclusão, além de fortalecer sua reputação, as organizações impulsionam a inovação e ampliam seu impacto positivo na sociedade.

O II Fórum ESG Amazônia é realizado pelo Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM) e pela Superintendência da Zona Franca de Manaus (SUFRAMA). Além das discussões, o evento apresenta cases de implementação do ESG por empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), associadas ao CIEAM, destacando ações que promovem inovação e responsabilidade ambiental e social.

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