11 projetos voltados à restauração da Amazônia Legal são selecionados pelo Governo Federal

Iniciativas contemplam Unidades de Conservação nos estados do Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão. Restauração equivale a quase 3 mil hectares.

Ações devem contribuir para ampliar a recuperação da vegetação nativa na Amazônia Legal. Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

O Governo Federal anunciou no dia 11 de mrço, a seleção de 11 projetos voltados à restauração ecológica e ao fortalecimento da cadeia produtiva da recuperação florestal na Amazônia Legal. As iniciativas selecionadas somam R$ 69,5 milhões em investimentos e devem restaurar 2.877 hectares em Unidades de Conservação prioritárias da região.

Os projetos fazem parte do 4º ciclo de editais da iniciativa Restaura Amazônia, conduzida pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA). As iniciativas serão implementadas nos estados do Acre, Rondônia, Tocantins, Mato Grosso, Pará e Maranhão. O edital contou com recursos adicionais da Petrobras.

Leia também: Amazônia tem 4 milhões de hectares aptos para restauração florestal, aponta estudo do Amazônia 2030

O quarto ciclo de editais teve como foco Unidades de Conservação prioritárias e contou com três chamadas públicas organizadas pelo Instituto Brasileiro de Administração Municipal (IBAM), Fundação Brasileira para o Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e Conservation International Brasil (CI-Brasil), que coordenaram as seleções em três macrorregiões da Amazônia Legal.

Foram escolhidas iniciativas apresentadas por organizações da sociedade civil, institutos de pesquisa e cooperativas:

  1. SOS Amazônia
  2. Itaipu Parquetec
  3. Coopfish
  4. Cooperxapuri
  5. Associação Humana Povo para Povo Brasil
  6. Instituto Perene
  7. Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (IPAM)
  8. Fundação Rio Verde
  9. Wildlife Conservation Society Brasil (WCS)
  10. Instituto Socioambiental (ISA)
  11. Instituto Ibramar
Foto: Edson Vidal/Esalq-USP

Restauração

As ações devem contribuir para ampliar a recuperação da vegetação nativa na Amazônia Legal, fortalecer cadeias produtivas sustentáveis e gerar oportunidades de trabalho e renda para comunidades locais envolvidas na restauração florestal.

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A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, destacou a importância de mecanismos como o Fundo Amazônia para a criação de um novo ciclo de prosperidade baseado em uma dinâmica econômica que preserve a floresta.

Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima. Foto: Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

“Meio ambiente e desenvolvimento fazem parte da mesma equação. Quando temos políticas públicas bem desenhadas e com continuidade, conseguimos resultados como transformar o antigo arco do desmatamento no arco da restauração. Municípios que param de desmatar precisam de meios para restaurar e manter suas florestas em pé, gerando emprego e renda. Mas nada disso é possível sem combater o ilegal, porque tudo que queremos é que o desenvolvimento sustentável aconteça em todas as suas dimensões: econômica, social, ambiental, cultural, política, ética e estética. Um mundo mais preservado é também um mundo mais bonito”, afirmou a ministra.

“O Brasil tem uma oportunidade histórica de liderar o mercado global de restauração florestal. Ao apoiar iniciativas como o Restaura Amazônia, o governo do Brasil, por meio do BNDES, contribui para transformar áreas degradadas em novas florestas produtivas, gerando renda, empregos e soluções climáticas baseadas na natureza”, afirmou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

Apoio

A Petrobras vem apoiando iniciativas como o Restaura Amazônia, programa que estimula a utilização de soluções baseadas na natureza. São soluções que promovem a conservação da biodiversidade ao mesmo tempo que promovem transformações sociais positivas nas comunidades envolvidas, com geração de renda e oportunidades de mitigação das mudanças do clima, adaptação e aumento da resiliência climática.

Ao lado de ações como descarbonização da produção e novas fontes de energia, esses investimentos socioambientais fazem parte da estratégia da Petrobras no processo de transição energética justa, em linha com os desafios globais de sustentabilidade.

Saiba mais: Entenda a importância da restauração florestal para garantir a Saúde Única na Amazônia

Restaura Amazônia

Com o anúncio do quarto ciclo, o Restaura Amazônia consolida um conjunto de 12 chamadas públicas voltadas a diferentes territórios prioritários da Amazônia. Os três primeiros contemplaram projetos em Unidades de Conservação, assentamentos da reforma agrária e terras indígenas, fortalecendo estratégias de restauração florestal com participação de comunidades locais e organizações socioambientais.

Com o 4º ciclo, o Restaura Amazônia alcança 17 Unidades de Conservação, 77 assentamentos, 35 Terras Indígenas por meio do apoio a 58 projetos de restauração ecológica e produtiva no chamado Arco do Desmatamento, onde serão recuperados quase 15 mil hectares pela iniciativa.

As chamadas fazem parte de uma estratégia mais ampla de mobilização de investimentos para restaurar áreas degradadas na Amazônia e desenvolver uma cadeia produtiva estruturada para a recuperação da vegetação nativa.

*Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República

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