Portal Amazônia responde: por que o abiu “cola” a boca?

O abiu é um fruto doce delicioso, mas se consumido da forma errada pode causar um verdadeiro “perrengue”.

Existem frutos da Amazônia que são polêmicos. É o famoso “ame ou odeie”. Um deles é o abiu, um fruto da casca fina, amarela e que se consumida da maneira errada pode colocar quem escolheu o fruto para se deliciar em um verdadeiro “perrengue”. 

O motivo? O abiu pode liberar um látex que resseca em contato com o ar e gruda nos lábios.

Foto: Divulgação

O abiu (Pouteria caimito (Ruiz & Pav.) Radlk.) da família Sapotaceae é um fruto de uma árvore chamada abieiro e também é conhecido como abiurana, caimito, abiurana-vermelha, entre outros. Seu nome vem do tupi-guarani e significa “fruta bicuda”.

É de origem na Amazônia Central, principalmente no Peru, mas se espalha por vários países amazônicos. O fruto também é famoso nos Estados do Amazonas e do Pará, no Brasil, por se adaptar à áreas de várzea ou solos com boa umidade.

Foto: Rodrigo Moreira

É um fruto do tipo baga, sua casca apresenta cor amarela e a polpa é gelatinosa, translúcida ou ligeiramente branca, doce, com baixa acidez. Possui de uma a quatro sementes negras, lisas e oblongas. A maioria dos tipos de abieiro produz frutos pequenos com peso em torno de 150 gramas, mas pode pesar até 600 g.

Segundo a Tabela Brasileira de Composição de Alimentos (TABA) da Universidade de São Paulo, em 100g do abiu cru tem 0,8 g de proteínas; 14,9 g de carboidratos; 1,7 g de fibra alimentar; e 0,7 g de lipídios. Também tem bons teores de cálcio, vitamina A e C e açúcares. É consumido normalmente in natura. Por ser adocicado, rende suco e alguns doces. E ainda gera benefícios de acordo com tradições medicinais populares, como no combate à anemia e algumas infecções.

O “perrengue” acontece quando o abiu não é consumido quando está maduro e com casca bem amarela, pois sua casca libera um látex branco e viscoso que é aderente à boca, “colando” os lábios. A solução, caso isso aconteça, é usar óleo de cozinha pode aliviar o “grude”, ou outros produtos igualmente oleosos. 

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