Gato-mourisco, felino raro de encontrar na Amazônia

Com seus hábitos solitários, eles vivem perto de rios ou lagos, sendo também encontrados em lugares secos e com vegetação aberta.

Com característica física semelhante a uma onça, o gato-mourisco é conhecido na língua tupi-guarani como ‘gato cinzento e escuro’ ou ‘o quarto gato’. Ele recebeu o nome de ‘quarto gato’ em referência a outras três outras espécies famosas na floresta amazônica, a jaguatirica, o gato-do-mato e o gato-palheiro. 

Apesar de habitar nas regiões amazônicas, o gato-mourisco ou jaguarundi (Puma yagouaroundi), é um animal nativo da América do Norte, mas que atravessa diversas regiões, desde Argentina até as ecorregiões do Brasil.

O felino sofre com ameaças da perda do habitat natural e mesmo sendo raro pode ser encontrado em regiões tropicais, cerrados, caatinga e áreas pantanosas, adaptando-se a todos os biomas brasileiros. 

O jaguarundi possui um corpo alongado e pernas curtas, sua cabeça é pequena e suas orelhas são curtas. O diferencial desse felino está nas pupilas redondas, que o levam a ter reflexos diurnos. 

Gato mourisco no Pantanal.
Foto: Reprodução/ Edir Alves

As cores do gato-mourisco dependem da região onde são encontrados, mas em geral são sólidas e variam entre o cinza, preto, areia e marrom avermelhado. O tamanho deles variam entre 50 e 80 centímetros e a cauda mede entre 27 e 59 cm.

Com o costume de se alimentar em horário diurno, tem a habilidade de se locomover em árvores, porém prefere caçar no chão. Com seus hábitos solitários, eles vivem perto de rios ou lagos, sendo também encontrados em lugares secos e com vegetação aberta.

Foto: Reprodução/ Polícia Ambiental (ES)

O felino emite diversos sons, que variam entre ronronados, assobios, vibrações e chiado de pássaros, pensando em atrair e capturar suas presas. O gato se alimenta de animais pequenos, com preferência por roedores, pequenos répteis, aves, insetos e até peixes.

O período de reprodução pode durar o ano inteiro, a gestação da fêmea varia entre 72 e 75 dias, onde podem gerar um a quatro filhotes. 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em integração com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), considera a espécie como vulnerável pela falta de habitats. 

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Três em cada dez municípios brasileiros não têm plano de contingência contra desastres climáticos

Em meio aos alertas de especialistas feitos nos últimos meses em relação ao El Niño, outro dado que chama a atenção é que menos de 8% dos municípios têm planos de contingência para ondas de calor.

Leia também

Publicidade