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Quarta, 30 Novembro 2022

Gato-mourisco, felino raro de encontrar na Amazônia

Com característica física semelhante a uma onça, o gato-mourisco é conhecido na língua tupi-guarani como 'gato cinzento e escuro' ou 'o quarto gato'. Ele recebeu o nome de 'quarto gato' em referência a outras três outras espécies famosas na floresta amazônica, a jaguatirica, o gato-do-mato e o gato-palheiro. 

Apesar de habitar nas regiões amazônicas, o gato-mourisco ou jaguarundi (Puma yagouaroundi), é um animal nativo da América do Norte, mas que atravessa diversas regiões, desde Argentina até as ecorregiões do Brasil.

O felino sofre com ameaças da perda do habitat natural e mesmo sendo raro pode ser encontrado em regiões tropicais, cerrados, caatinga e áreas pantanosas, adaptando-se a todos os biomas brasileiros. 

O jaguarundi possui um corpo alongado e pernas curtas, sua cabeça é pequena e suas orelhas são curtas. O diferencial desse felino está nas pupilas redondas, que o levam a ter reflexos diurnos. 

Gato mourisco no Pantanal. Foto: Reprodução/ Edir Alves

As cores do gato-mourisco dependem da região onde são encontrados, mas em geral são sólidas e variam entre o cinza, preto, areia e marrom avermelhado. O tamanho deles variam entre 50 e 80 centímetros e a cauda mede entre 27 e 59 cm.

Com o costume de se alimentar em horário diurno, tem a habilidade de se locomover em árvores, porém prefere caçar no chão. Com seus hábitos solitários, eles vivem perto de rios ou lagos, sendo também encontrados em lugares secos e com vegetação aberta.

Foto: Reprodução/ Polícia Ambiental (ES)

O felino emite diversos sons, que variam entre ronronados, assobios, vibrações e chiado de pássaros, pensando em atrair e capturar suas presas. O gato se alimenta de animais pequenos, com preferência por roedores, pequenos répteis, aves, insetos e até peixes.

O período de reprodução pode durar o ano inteiro, a gestação da fêmea varia entre 72 e 75 dias, onde podem gerar um a quatro filhotes. 

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), em integração com o Ministério do Meio Ambiente (MMA), considera a espécie como vulnerável pela falta de habitats. 


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