Você sabe quais são as diferenças entre as Guianas na Amazônia internacional?

Dois dos nove que compõem a Amazônia Internacional acabaram recebendo o mesmo nome, mas com características bem diferentes.

A América do Sul atualmente é composta por 12 países. Além da cultura dos povos originários, as colonizações influenciaram na formação de vários deles. E dois dos nove que compõem a Amazônia Internacional acabaram recebendo o mesmo nome, mas com características culturais bem diferentes: a Guiana Francesa e a Guiana Inglesa. 

Vale lembrar que antigamente, existia ainda a terceira Guiana, a Holandesa, mas que adquiriu sua independência em 1975 e passou a se chamar Suriname.

Assim, permaneceram a Guiana Francesa e a Guiana Inglesa que ficam bem próximas uma da outra. Mas você sabe qual a diferença entre elas além do “sobrenome”?

Foto: Reprodução/ Prefeitura de Georgetown (capital da Guiana Inglesa)

Guiana Inglesa 

Assim como a maioria dos países da América Latina, a Guiana Inglesa também foi colonizada por exploradores portugueses e espanhóis, mas diferente dos demais países ela foi mais disputada por Inglaterra, França e Holanda. Após as disputas e acordos, em 1814 a Guiana se tornou colônia da Inglaterra. Somente em 1966, a Guiana Inglesa se tornou independente da Grã Bretanha, passando a se chamar República Cooperativista da Guiana.

Uma das diferenças entre as duas Guianas está no idioma. Na Guiana o idioma oficial e mais falado é o inglês, porém existem regiões onde as pessoas falam a língua “crioula da Guiana”, que é semelhante ao inglês britânico.

Os povos hindus que viviam na região levaram a tradição do cultivo de arroz. Assim, outro ponto que diferencia os países é o setor econômico. Na República da Guiana, um dos setores que movimentam a economia do país é a indústria açucareira, além das atividades agropecuárias.

Localizado próximo a Roraima e ao Pará, os brasileiros têm o costume de visitar o país, especialmente Lethem, pela sua diversidade comercial em perfumes, roupas, alimentos e eletrônicos com valores mais acessíveis. 

Foto: Claudiomar Filho

Guiana Francesa

Diferente da República da Guiana, que se tornou independente da Grã Bretanha, a Guiana Francesa é um país que faz parte da extensão do território francês, integrando também à União Europeia, sendo considerado o único país europeu presente na América do Sul. Como parte da França, a moeda oficial da Guiana Francesa é o Euro e o país segue as mesmas leis que vigoram na França.

Durante a colonização do país, houve revoltas dos indígenas e a propagação de doenças tropicais. A partir de 1604, a região começou a ser colonizada por franceses, assim iniciou também a escravidão, adotada até 1794, quando passou a ser anulada durante toda Revolução Francesa, mas voltou alguns anos depois, após Napoleão Bonaparte restabelecer a exploração. Em 1946, após a Segunda Guerra Mundial, a Guiana Francesa passou a ser integrante do território francês.

Atualmente, a extração de ouro é a principal atividade econômica, o que tem levado o território a ter visibilidade dos garimpeiros clandestinos. A sua capital é a cidade de Caiena, e mesmo com o idioma oficial francês, a língua mais falada no território é ‘kreyol’, uma linguagem africana com base no idioma francês.

O Amapá, em especial o município de Oiapoque, faz fronteira com a Guiana Francesa e os brasileiros fazem a travessia ao país vizinho por meio de barco ou lancha. 

Foto: Reprodução/Arianespace

Centro Espacial de Kourou

O Centro Espacial de Kourou fica localizado na Guiana Francesa e é considerado o principal centro espacial europeu. É a segunda maior base espacial aérea do mundo. O Centro Espacial recebe a base de lançamento de foguetes e satélites de três grandes agências: a Agência Espacial Europeia (ESA), a Ariane Space – sociedade da qual integram dez países europeus -, e o Centre National D’études Spatiales (CNSE), a agência espacial francesa.

A base espacial fica em área isolada, longe de áreas povoadas, entre o Oceano Atlântico e floresta amazônica, sendo possível realizar lançamentos de foguetes em qualquer direção. O local fica aberto a visitas supervisionadas, tendo a liberdade de conhecer as principais instalações do complexo.


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