Foto: Reprodução/Salkantay Trilha
Aves de rapina do alto das árvores são as primeiras a fazer barulho quando avistam possíveis predadores, que podem ser até mesmo visitantes humanos passeando pela mata.
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O gavião-asa-de-telha (Parabuteo unicinctus) solta gritos agudos e repetidos, kiii-kiii-kiii, o gavião-bombachinha-grande (Accipiter bicolor) emite notas curtas rápidas, ki-ki-ki-ki-ki, e o falcão-de-coleira (Falco femoralis) um chamado agudo e ritmado, klee-klee-klee.

Outras aves próximas captam o chamado, emitem seus próprios sons e espalham o alarme. Rapidamente, diferentes espécies – e não apenas de aves – se conectam em uma rede de informações e fazem a floresta silenciar brevemente.
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Diferentes espécies se ajudam
Espécies de aves do gênero Monasa, como o chora-chuva-preto (Monasa nigrifrons), são grandes propagadores de sinais de alarme após ouvirem chamados de outras espécies, que podem ser maiores, incluindo macacos-prego (Sapajus spp.) e macacos-aranha (Ateles spp.).
Biólogos da Suíça, da Austrália, do Peru e dos Estados Unidos reconstituíram essa “rádio floresta” analisando as interações entre 370 espécies de aves e 10 de primatas no Parque Nacional Manu, no Peru.
Para simular a propagação de alarmes, eles reproduziram chamados de uma ou mais espécies de aves e primatas e registraram a propagação de alarmes e as reações dos animais (Current Biology, 20 de abril).
*O conteúdo foi originalmente publicado pela Revista Pesquisa Fapesp
