O uso sustentável inclui não cortar as palmeiras para obter seus frutos. Foto: Divulgação/IIAP
A seleção de buritizeiros de menor altura, boa produtividade e características favoráveis para a colheita faz parte da pesquisa realizada pelo Instituto Peruano de Pesquisa da Amazônia (IIAP) em Ucayali, para melhorar o uso sustentável do buriti. O trabalho científico possibilita identificar espécimes de elite como fontes de sementes e transmitir suas características desejáveis para novas plantações. Um desses espécimes está localizado nas instalações do IIAP.
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De acordo com o IAPP, o buritizeiro tem cerca de 25 anos e, apesar da idade, não ultrapassa oito metros de altura. Tal característica é especialmente importante porque permite o acesso aos frutos com tesouras telescópicas ou equipamentos de escalada, e assim a colheita sem cortar a planta.
O pesquisador do IIAP Ucayali, Diego García, explicou que o espécime produz em média oito cachos de buriti por ano e que cada um rende até um saco com aproximadamente 50 quilos. A seleção desses exemplares também busca reduzir um dos principais problemas da colheita tradicional do buriti: o abate das palmeiras femininas para obter seus frutos.
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Diante disso, a pesquisa do IIAP incorporou e aprimorou técnicas ancestrais de escalada usadas pelas comunidades nativas. Essas práticas permitem que os frutos sejam colhidos sem derrubar as palmeiras e reduzem os riscos para os colheitores. O interesse científico das palmeiras não é apenas na quantidade de frutos que ela produz, e sim também nas características que permitem manter essa produção por longos períodos.
Os exemplares selecionados podem permanecer produtivos por mais de 50 anos, servindo como fonte de sementes para estabelecer plantações com projeção de longo prazo.

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‘Buritis de elite’
A identificação desses ‘buritis de elite’ faz parte de uma estratégia participativa de melhoria genética que busca aproveitar a diversidade das espécies e selecionar material com características de interesse para os produtores.
“Dessa forma, o IIAP, uma entidade vinculada ao Ministério do Meio Ambiente, utiliza o leito de sementes para formar mudas que são entregues aos agricultores da região de Ucayali”, concluiu a instituição.
*Com informações da Agência Andina
