Startup cria biocosméticos amazônicos com design de embalagens inspirado na região

Em parcerias com comunidades locais, a startup busca fomentar o desenvolvimento econômico local, respeitando a cultura e os direitos das comunidades amazônicas.

Foto: Divulgação

Cupuaçu, buriti, açaí, murumuru e castanha-da-amazônia são os principais componentes dos cosméticos produzidos pela startup Brava Amazônia. Os biocosméticos foram fomentadas pelo Programa Inova Amazônia-Módulo Tração, Edital Nº 001/2023, e são desenvolvidos com ingredientes naturais e biodegradáveis selecionados para minimizar o impacto ambiental.

A coordenadora do projeto, Kevelyn Sbravati, destaca que o descarte responsável de resíduos faz parte da missão da empresa, e reforça os benefícios dos insumos da Amazônia à pele e à saúde.

“Utilizamos insumos como manteiga de cupuaçu, óleos de buriti, de açaí, de castanha-da-amazônia, manteiga de murumuru e seiva de sangue dragão selecionados com base em critérios de qualidade, sustentabilidade e rastreabilidade. Os produtos são desenvolvidos com ingredientes naturais e biodegradáveis, cuidadosamente escolhidos para minimizar o impacto ambiental”, ressaltou.

Em parcerias com comunidades locais, a startup busca fomentar o desenvolvimento econômico local, respeitando a cultura e os direitos das comunidades amazônicas, seguindo práticas de manejo sustentável e garantindo a preservação dos recursos naturais.

A criação conta como apoio do Governo do Amazonas, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

O apoio da Fapeam através do Programa Inova Amazônia amparou a startup nas oito etapas para garantir a qualidade e a responsabilidade social do produto, produzindo resultados eficientes sem abrir a mão da preservação ambiental na criação do produto no laboratório e nas embalagens eco-friendly (amigas do meio ambiente).

Brava Amazônia

Atualmente, a empresa já passou pelas fases de pesquisa, desenvolvimento, registros, e Minimum Viable Product (MVP) – produto mínimo viável, em tradução livre – e está iniciando a fase de lançamento do lote piloto.

“No momento estamos gerando conteúdos educativos com a audiência através das mídias sociais, divulgando nosso compromisso com sustentabilidade e valorização da Amazônia e aquecendo o público para o lançamento oficial que acontecerá em fevereiro”, comentou Sbravati.

A startup tem parcerias com as indústrias no Polo Industrial de Manaus (PIM) que garantem práticas sustentáveis por meio do manejo ético dos insumos, produção com baixo impacto ambiental e uso de embalagens recicláveis e biodegradáveis.

*Com informações da Fapeam

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