Arena do Bumbodrómo. Foto: Divulgação/Prefeitura de Parintins
A tradicional disputa entre os bois Caprichoso e Garantido transforma o município de Parintins, no Amazonas, em um grande palco a céu aberto e um dos destinos mais concorridos da região no fim de junho. Por isso, viajar até a ilha tupinambarana para conhecer o Festival Folclórico de Parintins requer um planejamento, que quanto mais cedo começar, melhor será a experiência.
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O Festival Folclórico de Parintins acontece no último final de semana do mês de junho, mas a cidade começa a sentir o impacto da festa dias antes, já que o fluxo de turistas, artistas e brincantes aumenta de forma intensa, afetando principalmente o preço de passagens, hospedagens e serviços.
Em 2026, o festival vai acontecer nos dias 26, 27 e 28 de junho, e por isso, o Portal Amazônia procurou algumas dicas de como se preparar para viver essa experiência. Confira:
Monitorar o preço das passagens e comprar com antecedência
Para chegar a Parintins, o caminho mais comum é via Manaus (AM) ou Santarém (PA), que é de onde partem os voos e os transportes fluviais, por isso é importante sempre ficar de olho nos preços.
De acordo com Vitória Mascarenhas, frequentadora assídua do festival, como não existem voos diários para Parintins é importante acompanhar as informações das companhias aéreas para saber quando e quantos voos serão disponibilizados.
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Além do avião, o transporte fluvial também é uma alternativa bastante utilizada. As lanchas rápidas, por exemplo, fazem o trajeto Manaus-Parintins em cerca de oito horas, já os barcos de linha possuem viagens que podem durar até 24 horas, dependendo da embarcação.
Além disso, durante o período do festival, esses barcos ficam ancorados na orla da cidade e muitos passageiros utilizam redes ou camarotes para pernoitar, economizando em hospedagem na cidade.
As passagens de ambos os transportes costumam iniciar as vendas meses antes do festival.
“Caso vá por meio fluvial, a venda de passagens de lanchas a jato, navio motor e ferry boat se iniciam logo após o Carnaval. É possível comprar diretamente no Porto de Manaus, Balsa Amarela ou via WhatsApp, pois certos barcos e lanchas possuem redes sociais e divulgam”, comentou Vitória.

Hospedagem: o maior desafio do Festival
A hospedagem é apontada como o maior desafio para quem pretende ir a Parintins, já que a cidade praticamente dobra de população durante o Festival, e a oferta de hotéis é limitada. Por isso, garantir um lugar para ficar com antecedência é fundamental.
O Amazon River Resort, localizado no bairro Santa Rita, é considerado o maior hotel da cidade, mas há ainda hotéis como Avenida, Palace, Amazonas, Brito e Pérola. A maioria trabalha com pacotes fechados para o período do festival, vendidos com mais de seis meses de antecedência.
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Para atender à demanda, alguns moradores alugam quartos ou casas inteiras, por meio do projeto ‘Cama e Café da Manhã’, e plataformas de aluguel online ajudam a identificar opções disponíveis, mas o contato direto com anfitriões costuma ser fundamental para negociar valores, inclusive com bastante antecedência.
Isso porque, de acordo com Vitória Mascarenhas, muitos lugares já ficam reservados desde o ano anterior, e várias pousadas da ilha não possuem redes sociais. Porém também é possível encontrar contatos por meio do Google Maps ou por indicações de influenciadores locais que divulgam acomodações durante o período do festival.
Ingressos para o Bumbódromo
Quando o assunto são os ingressos para acompanhar o Festival no Bumbódromo, a orientação é ficar atento às redes sociais da empresa responsável pela venda, a Amazon Best.
As vendas costumam começar entre dezembro e janeiro, os ingressos se esgotam em pouco tempo e não há como antecipar a compra antes da abertura oficial.
Isso exige atenção redobrada e organização prévia, para não perder a oportunidade de assistir ao espetáculo dentro da arena.
Mas vale lembrar que a parte da arquibancada em que as Galeras, torcidas dos bois, ficam, é gratuita, no entanto há a necessidade de esperar na fila, com algumas horas de antecedência, para conseguir entrar e curtir o espetáculo.
O que não pode faltar na mala para Parintins
Outro ponto essencial para quem vai a Parintins é a preparação da mala, já que calor intenso e a programação extensa exigem cuidados específicos.
De acordo com Vitória, é importante levar itens como boné, óculos de sol, protetor solar, sapato confortável e roupas leves, já que segundo ela, o sol é constante durante o dia e, quando dá trégua, geralmente vem acompanhado de chuvas fortes, típicas do período na região.
“Óbvio que não pode faltar os looks das noites, indo de galera ou arquibancada/camarote, é sempre bom levar um look leve porque de noite o calor persiste também. Além disso, é legal levar acessórios da cor do seu boi, para usar tanto andando pela ilha, quanto para usar nas três noites”, sugeriu.
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Itens como capa de chuva, água, frutas e dinheiro em espécie também são indispensáveis, uma vez que com o aumento do número de visitantes, é comum que o sinal de internet apresente instabilidade, o que dificulta pagamentos por pix ou mesmo cartão.
Além disso, manter a hidratação é fundamental para enfrentar as altas temperaturas e aproveitar os dias de festa com disposição. Em alguns dias, água é disponibilizada de graça para os visitantes por meio de ações realizadas durante a festa.
Parintins não é uma viagem barata, avisa Vitória, mas é considerada por muitos visitantes como uma experiência única no mundo. Por isso, ela reforça que com planejamento, informação e antecedência, quem pretende ir em 2026 pode transformar a viagem em uma vivência inesquecível.
*Por Rebeca Almeida, estagiária sob supervisão de Clarissa Bacellar
