Alvorada Cabana no mais conhecido cartão postal de Belém, o Mercado Ver-o-Peso. Foto: Divulgação/Agência Pará
Conhecida por ser a cidade das mangueiras, Belém (PA) é um lugar rico em história, cultura e culinária sem igual na Amazônia. Quem a visita, embarca em uma aventura pela memória da região.
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Pensando nisso, o Portal Amazônia reuniu dez locais que mostram as marcas da construção da metrópolo amazônica e contam a história de Belém:
Mercado Ver-o-Peso
Não tem como começar esta lista sem pensar, quase imediatamente, no Mercado Ver-o-Peso. Inaugurada em 1625, no antigo Porto do Pirí, a Casa de “Haver o Peso”, no começo era apenas um posto de aferição de mercadorias e arrecadação de impostos. O Ver-o-Peso é um conjunto arquitetônico e paisagístico de 25 mil metros quadrados, com uma série de construções históricas.
O conjunto tombado inclui o Boulevard Castilhos França, o Mercado de Carne e o Mercado de Peixe, o casario, as praças do Relógio e Dom Pedro II, a doca de embarcações, a Feira do Açaí e a Ladeira do Castelo.
O complexo foi recentemente reformado, o Mercado de Carne ganhou novos balcões em granito, piso em korodur, recuperação da estrutura de madeira da cobertura e do piso no andar superior, novas instalações elétricas, hidrossanitárias e de drenagem, além de pintura renovada.

Theatro da Paz
Outro símbolo turístico da cidade é o Theatro da Paz, que foi fundado em 15 de fevereiro de 1878, durante o histórico período do Ciclo da Borracha, quando ocorreu um grande crescimento econômico na região amazônica. Mas, apesar desse progresso, a cidade ainda não possuía um teatro de grande porte, capaz de receber espetáculos do gênero lírico.
Foi a primeira casa de espetáculos construída na Amazônia e tem características grandiosas: 1.100 lugares (atualmente 900), acústica perfeita, lustres de cristal, piso em mosaico de madeiras nobres, afrescos nas paredes e teto, dezenas de obras de arte, gradis e outros elementos decorativos revestidos com folhas de ouro.
O Theatro da Paz está localizado na Avenida da Paz, Praça da República, S/N – Campina. Atualmente, é o maior Teatro da Região Norte e um dos mais luxuosos do Brasil. Com cerca de 130 anos de história, é considerado um dos Teatros-Monumentos do País.

Palácio Antônio Lemos
O Palácio Antônio Lemos também é fruto da época da borracha. Iniciado em 1860 e inaugurado em 1885, o Palácio é um dos grandes lugares históricos de Belém.
Construído para sede da Intendência Municipal, a população belenense optou por chamá-lo de “Palacete Azul“, devido a sua coloração azulada na faixada. Só na década de cinquenta ganharia o nome de “Antônio Lemos”, Intendente de Belém de 1897 a 1911 e principal responsável pelo processo de reurbanização e modernização da cidade.
O prédio está localizado no centro histórico de Belém, de frente para Praça D. Pedro II e fundos para Praça Felipe Patroni, junto às sedes do Poder Judiciário e do Legislativo Estadual.

Catedral da Sé
A Catedral Metropolitana de Belém nasceu junto com a capital paraense, fundada em 1616. No ano seguinte, foi construída no local uma pequena igreja dedicada a Nossa Senhora da Graça, feita de materiais simples. Anos se passaram e reformas foram realizadas na Catedral, como desabamentos e mudanças provisórias, acompanhando o crescimento de Belém e da vida religiosa na região.
Hoje, a Catedral é um dos principais símbolos históricos, religiosos e arquitetônicos de Belém. Sede da Arquidiocese, ela representa a continuidade da fé católica na Amazônia e guarda em sua estrutura a memória do período colonial e da formação cultural da capital paraense.
Horário das missas: segunda-feira: 19h; terça e sábado: 18h; domingo: 07h,09h,19h

Palacete Pinho
O Palacete Pinho é tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). O prédio passou por modificações com a nova gestão. O restauro no prédio abriga o Núcleo de Artes, Cultura e Educação para todas as idades.
O Palacete Pinho se localiza na rua Doutor Assis, na Cidade Velha. O prédio tem características provenientes da época denominada de Belle Époque.
Conta com três andares e foi ocupado pela família do comendador Antônio José de Pinho, responsável por sua construção no ano de 1897.

Mercado de São Brás
O Mercado de São Brás também faz parte da coletânea de arquiteturas do Ciclo da Borracha. O prédio centenário reúne espaços gastronômicos e culturais, estacionamento subterrâneo e sistema de geração de energia limpa.
O seu Polo Gastronômico oferece mais de 80 espaços comerciais, entre restaurantes, bares, lojas e serviços, distribuídos em dois pavilhões térreos, além de lojas no subsolo e mezaninos com vista panorâmica e terraços.
Com 114 anos de história, o Mercado de São Brás foi projetado pelo arquiteto italiano Filinto Santoro. O prédio mescla elementos arquitetônicos do art nouveau e do neoclássico, com detalhes escultóricos em ferro e azulejos decorativos.
Confira o funcionamento do polo gastronômico do Mercado de São Brás:
Feira: Segunda a sábado, das 07h às 18h; Domingos e feriados, das 07h às 16h.
Praça de Alimentação da Feira: Segunda a domingo e feriados, das 07h às 15h.
Corredor Gastronômico e anexos: Segunda-feira, das 15h às 22h;
Terça a quinta e domingos e feriados, de 10h a 00h;
Sexta e sábado, de 10h a 1h.
Lojas: Segunda a domingo e feriados, das 10h às 22h..

Palacete Bolonha

O Museu Casa Francisco Bolonha está localizado na Av. Gov. José Malcher nº 295, está inserido no complexo “Memorial dos Povos”, um equipamento cultural pertencente a Prefeitura Municipal de Belém. Sendo para os pesquisadores da Arquitetura do período uma das mais representativas construções arquitetônicas do início do século XX. Foi a residência oficial do engenheiro paraense Francisco Bolonha, homem muito atuante no início do século XX, que planejou e executou o referido projeto.
Em estilo eclético, é possível encontrar no edifício, elementos art-noveau, neoclássicos, góticos e barrocos, sendo a cobertura feita à la masard, com telhas de ardósia. No caminho ao adentrar ao palacete, passa-se por portão em gradil elaborados, em estilo art-nouveau, no piso em Mosaicos, observa-se a inscrição em latim “cave canem” – “cuidado com o cão”.
As visitas podem ser agendadas pelos telefones (91) 3230-3536 ou ainda pelo (91) 3230-3159. O agendamento também pode ser feito pessoalmente na recepção do palacete.
Museu de Arte Sacra
O Museu de Arte Sacra (MAS), localizado no antigo Palácio Episcopal, originalmente Colégio Jesuítico de Santo Alexandre, foi inaugurado em 28 de setembro de 1998. Integrada ao Museu está a Igreja de Santo Alexandre (originalmente Igreja de São Francisco Xavier), construída pelos padres da Companhia entre o fim do século XVII e início do século XVIII.
Dentre as várias modificações arquitetônicas e decorativas que sofreu, a Igreja herdou como estilo predominante o barroco e foi inaugurada em 21 de março de 1719.
Endereço: Praça Frei Brandão, s/n – Cidade Velha, 66020-240 (Complexo Feliz Lusitânia)
Horários: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Museu do Estado do Pará
O Museu do Estado do Pará (MEP), atualmente abrigado no Palácio Lauro Sodré, foi criado em 18 de março de 1981. Iniciou suas atividades em 1986, no 4º pavimento do Centro Cultural Tancredo Neves (CENTUR) e, posteriormente, foi transferido para o Palacete Bolonha, onde funcionou até 1994. Nesta data, o Palácio dos Governadores foi reformado com o objetivo de abrigar o MEP, onde permanece desde então.
Atualmente, o Museu dispõe de um acervo diverso, composto de pinturas, mobiliário, acessórios, fotografias, entre outros bens que incluem o próprio edifício como testemunhos de diferentes contextos da história do Pará. Parte deste acervo compõe a exposição de longa duração nos salões nobres do pavimento superior e no pavimento térreo, além de possuir as galerias Manoel Pastana e Antonio Parreiras destinadas a receber mostras de curta e média duração.
Endereço: Praça Dom Pedro II, s/n – Cidade Velha, 66020 – 240
Contatos: 4009-8513; museuhistoricodopara@yahoo.com.br
Horários: de terça-feira a domingo, das 9h às 17h

Parque Zoobotânico Mangal das Garças
O Parque Zoobotânico Mangal das Garças é resultado da revitalização de uma área de cerca de 40 mil metros quadrados localizada à margem do rio Guamá. A ideia, representar as diferentes macrorregiões florísticas do Pará: as matas de terra firme, as matas de várzea e os campos, com sua fauna.
Com lagos, aves, vegetação típica, equipamentos de lazer, restaurantes, vistas espetaculares da cidade e do rio, o Mangal das Garças logo se tornou um dos pontos turísticos mais elogiados de Belém.
O Mangal fica localizado na Rua Carneiro da Rocha, sn, no bairro da Cidade Velha. O complexo funciona de terça-feira a domingo, das 8h às 18h, com entrada franca. A visita a alguns espaços tem taxa de pagamento.

