Amajari: ecoturismo, piscinas naturais e cachoeiras na Serra do Tepequém

A experiência na região é um convite à contemplação da natureza em sua forma mais pura

Serra do Tepequém, em Amajari. Foto: Reprodução/ Ministério do Turismo

Quando se fala do verão de Roraima, o intenso calor da região amazônica logo vem à mente, bem como as tradicionais praias de água doce que se formam nas margens dos rios durante a estiagem. No entanto, o interior do estado guarda um refúgio para quem quer mergulhar em águas revigorantes: localizada no município de Amajari, a cerca de 200 km de Boa Vista, a Serra do Tepequém oferece clima mais ameno e um cenário repleto de cachoeiras deslumbrantes.

A subida da serra já revela uma transição na paisagem. No trajeto, a savana roraimense, conhecida como lavrado, dá lugar a uma vegetação montanhosa. Além do espetáculo visual, o local é carregado de história. No passado, o Tepequém foi um dos maiores polos de exploração de diamantes do Brasil. As cicatrizes deixadas pela atividade acabaram formando algumas belas piscinas naturais e quedas d’água, que hoje fazem a alegria dos visitantes.

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Foto: Reprodução/Prefeitura de Amajari

A experiência na região é um convite à contemplação da natureza em sua forma mais pura. Trilhas levam turistas a maravilhas como a Cachoeira do Paiva, a mais famosa e imponente, e a Cachoeira do Barata, ideal para famílias que buscam nadar e relaxar em poços tranquilos.

Outro ponto imperdível: a Cachoeira do Funil, que impressiona com sua formação rochosa onde fortes águas proporcionam uma massagem natural.

Para os mais aventureiros, a caminhada até o topo da serra rende um pôr do sol espetacular, quando uma vista panorâmica abraça toda a imensidão verde e plana de Roraima.

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Culinária roraimense em Amajari

A culinária local se encarrega de envolver o viajante com os sabores autênticos da Amazônia. A gastronomia em Amajari tem forte influência indígena e de migrantes nordestinos. A paçoca de carne seca batida no pilão, acompanhada de banana-da-terra (ou pacovã), é presença garantida nas mesas, assim como os peixes de rio, a exemplo do tambaqui assado na brasa.

Foto: Yara Ramalho/Rede Amazônica RR

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Para os paladares que buscam uma imersão mais profunda, provar a damurida, um caldo tradicional indígena servido quente, levando pimenta jiquitaia, tucupi negro e peixe ou carne, permite “experimentar” a identidade do povo roraimense.

Como chegar

A chegada até o local é uma viagem tranquila e repleta de belezas no caminho. Começando pela principal porta de entrada, o Aeroporto Internacional da capital, Boa Vista, o turista segue de carro, ônibus ou van pela rodovia BR-174 e, na sequência, pela RR-203, em um trajeto que dura cerca de três horas.

A estrada em si já é um atrativo à parte, cruzando vastas planícies pontilhadas por buritizais, até que a imponente silhueta da montanha surge no horizonte.

*Com informações do Ministério do Turismo

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