Potencial anticancerígeno em planta amazônica é analisado no Acre

Orientadora da pesquisa, Almecina Balbino Ferreira ressalta a relevância dos achados e o impacto que eles podem ter tanto na alimentação quanto na medicina.

Foto: Reprodução/Youtube-Sítio Panc

Uma pesquisa desenvolvida no programa de pós-graduação (PPG) em Produção Vegetal, da Universidade Federal do Acre (Ufac), revelou que o espinafre brasileiro (Alternanthera sessilis), uma planta alimentícia não convencional (Panc) da Amazônia, apresenta efeito positivo in vitro contra o câncer gástrico. O estudo, conduzido pelo doutorando Matheus Matos do Nascimento, analisou a composição química e bioquímica da planta cultivada sob diferentes fontes de fertilizantes, destacando sua elevada atividade antioxidante e seus altos teores de proteína vegetal.

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A tese foi defendida no dia 13 de fevereiro e faz parte de um esforço para valorizar as Panc amazônicas, muitas delas ainda pouco exploradas cientificamente. Parte da pesquisa foi realizada no Instituto Politécnico de Bragança, em Portugal, durante o doutorado sanduíche do pesquisador, financiado pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

A orientadora da pesquisa, professora Almecina Balbino Ferreira, ressaltou a relevância dos achados e o impacto que eles podem ter tanto na alimentação quanto na medicina.

“Esses resultados ampliam o conhecimento sobre as Panc amazônicas, mostrando não apenas seu alto valor nutricional, mas também sua possível aplicação clínica”, disse. “O estudo identificou que o espinafre brasileiro possui compostos bioativos com potencial para atuar na prevenção e no combate ao câncer gástrico, um dado que abre novas perspectivas para futuras pesquisas na área”.

Além do espinafre brasileiro, outras Panc foram analisadas na pesquisa, como a bertalha e o major gomes, conhecidas regionalmente por seu valor nutritivo. Essas plantas têm sido reconhecidas por sua riqueza em antioxidantes, que ajudam a proteger as células contra danos e contribuem para o fortalecimento dos ossos, músculos e pele.

O pesquisador Matheus Matos do Nascimento enfatizou que ainda são necessários estudos adicionais para confirmar os efeitos observados em laboratório. “Os testes in vitro mostraram um potencial promissor, mas o próximo passo é aprofundar as investigações com estudos in vivo”.

Para dar sequência às descobertas, ele busca parcerias com outras universidades com o objetivo de avançar no estudo das propriedades bioativas da planta e viabilizar futuras aplicações na área da saúde.

*Com informações da Ufac

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