Projeto Educação Sustentável implementa hortas pedagógicas em escolas estaduais nas zonas urbana e rural do estado. Foto: Francirene Bezerra/Arquivo pessoal
Estimular a alimentação saudável e reforçar o conteúdo ensinado em sala: esses são os objetivos de um projeto que implanta hortas em escolas estaduais de Roraima. Nos espaços, que funcionam como salas de aula ao ar livre, professores ensinam, na prática, temas como ciclos de vida, tipos de solo e cálculos de medida.
A horta pedagógica foi implementada por meio do projeto Educação Sustentável, em 2024. Atualmente, a iniciativa está presente em 30 escolas estaduais da zona urbana e em outras cinco da zona rural indígena do estado.
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Segundo a chefe de Educação Ambiental da Secretaria de Estado da Educação e Desporto (Seed), Naiva Lima, o projeto amplia o aprendizado dos estudantes.
“Acreditamos que as hortas que são implantadas nas escolas elas vêm dar tanto suporte para a alimentação escolar quanto suporte também dentro do currículo, porque ele abrange o currículo, não é uma disciplina, são diversos objetivos de conhecimento que estão programados dentro do currículo”, diz Naiva.
Em uma escola no bairro Caimbé, na zona Oeste de Boa Vista, a horta virou um “laboratório vivo” para atividades didáticas. De acordo com a gestora Francirene Bezerra, no espaço, os alunos participam do plantio, da adubação e da colheita, integrando o cultivo ao conteúdo das disciplinas.
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“A complementação para a nossa merenda escolar, isso é muito importante também para os alunos estarem vendo a questão da sustentabilidade dentro da escola, e os alunos acompanham esse trabalho vindo junto, gerenciando junto com a Regina, colhendo, fazendo adubo, plantando junto”, explica ela.

Hortas escolares incentivam alimentação saudável
A professora Regina Alves coordena a horta na escola. Com a produção, ela passou a fabricar e vender molho de pimenta feito com o cultivo. O dinheiro arrecadado é destinado à compra de novas sementes para o canteiro.
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Além disso, após a colheita, os alunos também veem os alimentos plantados por eles na merenda do dia a dia.
“O que já plantamos aqui foi pimentão, tomate, pimenta de cheiro, pepino, porque a gente usa na escola como complementação da merenda. Para a geração de renda, a gente vende a cebolinha e o cheiro verde para o próprio professor, porque dali a gente compra semente para ajudar”, explica.
A horta tem acompanhamento da Secretaria de Educação, em parceria com a empresa de energia Eneva, que disponibiliza técnicos em agropecuária.
*Por Kailane Souza, da Rede Amazônica RR
