Diretora do MDIC, Sissi Alves explica o que é o Selo Amazônia e os objetivos da certificação regional

Sissi Alves detalhou sobre a criação do Selo Amazônia, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

Arte: Reprodução/Amazon Sat

Em sua participação no programa Entrevistas, exibido pelo canal Amazon Sat, a diretora do Departamento de Novas Economias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Sissi Alves da Silva, explicou os objetivos do Programa Selo Amazônia, iniciativa brasileira de normalização e certificação regional que visa reconhecer produtos e serviços produzidos na Amazônia Legal com insumos da região.

O assunto, inclusive, foi o principal tema da edição do programa, voltado para as discussões que ocorrem em Brasília e impactam diretamente a região amazônica. Comandado pelo jornalista e apresentador Wellinton Lopes, a entrevistada destacou os principais pontos do Selo Amazônia, criado para certificar todos os produtos e serviços da bioeconomia e da bioindústria produzidos na Amazônia Legal, a partir de insumos da biodiversidade do bioma da Amazônia e que preencham os critérios de sustentabilidade que serão definidos no âmbito do Programa.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

“O Programa Selo Amazônia faz parte do Plano Nova Indústria Brasil, que é a nossa política industrial que visa o desenvolvimento social mais sustentável de todas as regiões. O objetivo principal dele é o aumento de renda e desenvolvimento econômica para a região amazônica, valorizando os produtos que são feitos a partir de insumos do bioma Amazonia e são produtos nos estados da Amazonia legal”, pontuou a diretora de Novas Economias do MDIC.

Um dos principais pontos do Selo Amazônia é o desenvolvimento da região através da certificação de produtos feitos com insumos da Amazônia
Um dos principais pontos do Selo Amazônia é a valorização dos produtos regionais feitos de forma sustentável com insumos da região. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Ela reforça que a implementação do Selo Amazônia será um sinalizador que aquele determinado produto ou serviço feito a partir de matéria-prima da Amazônia atende aos critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social.

“Esse selo vai formar um referencial teórico único para que haja agregação de valor e abertura de mercado tanto nacional quanto internacional para os produtos que tenham essa certificação, isso vai comprovar que eles possuem os requisitos de sustentabilidade, de governança e econômicos”, frisa Sissi.

Leia também: Programa Entrevistas levanta debate sobre a implementação do Programa Selo Amazônia

Segundo Sissi, a certificação é voltada para os produtos industrializados com insumos da biodiversidade amazônica, no entanto, o reconhecimento também valorizará toda a cadeia produtiva, desde os povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.

Selo combate crimes contra organização do trabalho

O Programa Selo Amazônia é um programa brasileiro de normalização e certificação que visa a estabelecer normas voluntárias para produtos e serviços produzidos na Amazônia Legal, com insumos da região e em respeito a critérios de sustentabilidade ambiental e social.
Selo Amazônia visa certificar produtos feitos com insumos da região e em respeito a critérios de sustentabilidade ambiental e social. Foto: MDIC

Além da questão sustentável, outro diferencial da certificação é que nenhuma empresa que tiver indícios de condutas que violam a liberdade de trabalho, os direitos trabalhistas ou a segurança dos empregados em toda a cadeia produtiva terá direito ao Selo Amazônia.

“Cada vez mais, a gente é cobrado pelo fato de garantir que os produtos brasileiros não tenham a utilização do trabalho análogo à escravidão ou qualquer tipo de condição não digna ao trabalhador. Esse é um dos diferenciais do selo, não é simplesmente de origem ou para mostrar que ele foi feito na Amazônia, mas que aquela empresa segue as leis trabalhistas na sua forma de produção e que tem toda uma questão de governança por trás dessa acreditação”, esclarece a diretora.

Instituído pelo Decreto 12.285/2024, o Selo Amazônia “tem por objetivo elaborar diretrizes nacionais para a normalização e a certificação de serviços e produtos industrializados comprovadamente produzidos na Amazônia Legal, a partir de matérias-primas e insumos da biodiversidade do bioma Amazônia, em observância a requisitos de sustentabilidade ambiental, econômica e social predefinidos”.

Leia também: Parque Chico Mendes é 1º da Região Norte a receber selo de sustentabilidade de fundação holandesa de turismo

‘Entrevistas’

O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Programa Entrevistas conversou com Sissi Alves, diretora de Novas Economias do MDIC. Foto: Reprodução/Amazon Sat
Programa Entrevistas recebeu Sissi Alves, diretora de Novas Economias do MDIC, para falar sobre o Programa Selo Amazônia. Foto: Reprodução/Amazon Sat

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.

‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT-4).

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Três em cada dez municípios brasileiros não têm plano de contingência contra desastres climáticos

Em meio aos alertas de especialistas feitos nos últimos meses em relação ao El Niño, outro dado que chama a atenção é que menos de 8% dos municípios têm planos de contingência para ondas de calor.

Leia também

Publicidade