Arte: Reprodução/Amazon Sat
Em sua participação no programa Entrevistas, exibido pelo canal Amazon Sat, a diretora do Departamento de Novas Economias do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Sissi Alves da Silva, explicou os objetivos do Programa Selo Amazônia, iniciativa brasileira de normalização e certificação regional que visa reconhecer produtos e serviços produzidos na Amazônia Legal com insumos da região.
O assunto, inclusive, foi o principal tema da edição do programa, voltado para as discussões que ocorrem em Brasília e impactam diretamente a região amazônica. Comandado pelo jornalista e apresentador Wellinton Lopes, a entrevistada destacou os principais pontos do Selo Amazônia, criado para certificar todos os produtos e serviços da bioeconomia e da bioindústria produzidos na Amazônia Legal, a partir de insumos da biodiversidade do bioma da Amazônia e que preencham os critérios de sustentabilidade que serão definidos no âmbito do Programa.
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“O Programa Selo Amazônia faz parte do Plano Nova Indústria Brasil, que é a nossa política industrial que visa o desenvolvimento social mais sustentável de todas as regiões. O objetivo principal dele é o aumento de renda e desenvolvimento econômica para a região amazônica, valorizando os produtos que são feitos a partir de insumos do bioma Amazonia e são produtos nos estados da Amazonia legal”, pontuou a diretora de Novas Economias do MDIC.

Ela reforça que a implementação do Selo Amazônia será um sinalizador que aquele determinado produto ou serviço feito a partir de matéria-prima da Amazônia atende aos critérios de sustentabilidade ambiental, econômica e social.
“Esse selo vai formar um referencial teórico único para que haja agregação de valor e abertura de mercado tanto nacional quanto internacional para os produtos que tenham essa certificação, isso vai comprovar que eles possuem os requisitos de sustentabilidade, de governança e econômicos”, frisa Sissi.
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Segundo Sissi, a certificação é voltada para os produtos industrializados com insumos da biodiversidade amazônica, no entanto, o reconhecimento também valorizará toda a cadeia produtiva, desde os povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares.
Selo combate crimes contra organização do trabalho

Além da questão sustentável, outro diferencial da certificação é que nenhuma empresa que tiver indícios de condutas que violam a liberdade de trabalho, os direitos trabalhistas ou a segurança dos empregados em toda a cadeia produtiva terá direito ao Selo Amazônia.
“Cada vez mais, a gente é cobrado pelo fato de garantir que os produtos brasileiros não tenham a utilização do trabalho análogo à escravidão ou qualquer tipo de condição não digna ao trabalhador. Esse é um dos diferenciais do selo, não é simplesmente de origem ou para mostrar que ele foi feito na Amazônia, mas que aquela empresa segue as leis trabalhistas na sua forma de produção e que tem toda uma questão de governança por trás dessa acreditação”, esclarece a diretora.
Instituído pelo Decreto 12.285/2024, o Selo Amazônia “tem por objetivo elaborar diretrizes nacionais para a normalização e a certificação de serviços e produtos industrializados comprovadamente produzidos na Amazônia Legal, a partir de matérias-primas e insumos da biodiversidade do bioma Amazônia, em observância a requisitos de sustentabilidade ambiental, econômica e social predefinidos”.
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‘Entrevistas’
O programa Entrevistas, do Amazon Sat, nasce com a proposta de aproximar os amazônidas das decisões tomadas em Brasília que impactam diretamente a região. Produzido pela sucursal do Grupo Rede Amazônica na capital federal, o programa aborda temas ligados à política, justiça, economia e meio ambiente, ouvindo representantes dos poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, além de especialistas e formadores de opinião.

Apresentado pelo jornalista Welliton Lopes, que há mais de duas décadas acompanha pautas da Amazônia em Brasília, o programa pretende aprofundar debates e revelar os bastidores das decisões que influenciam a vida de mais de 30 milhões de pessoas na região amazônica. A atração também busca transformar assuntos técnicos e complexos em informações acessíveis ao público.
‘Entrevistas’ tem sempre um episódio inédito às terças-feiras, às 19h30, e conta com reexibições: quartas, às 9h; quintas, às 13h30; sextas, às 17h30; sábados, às 9h30; domingos, às 15h45; e segundas, às 19h30. Todos os horários seguem o fuso de Manaus/AM (GMT-4).
