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Sexta, 22 Outubro 2021

Valor de produção do açaí extraído na Amazônia aumenta 398% em 10 anos

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O açaí é uma das espécies mais cobiçadas das florestas, com forte valorização no mercado nacional e internacional em função de suas propriedades nutricionais. De 2006 para 2016, a quantidade extraída de açaí cresceu 113%, saindo de 101,3 mil toneladas para 215,4 mil.

O Valor de Produção (VP) do açaí extraído, que em 2006 era de R$ 103,2 milhões, passou para R$ 514,2 milhões em 2016, representando, respectivamente, 22,3% e 39,7% do VP total dos produtos florestais não madeireiros extraídos. Esse aumento de 398% decorreu das altas no preço médio e na quantidade produzida do açaí extraído, no período.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) e fazem parte de um estudo experimental do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com estudos sobre a evolução física e monetária de produção em cada bioma do país, entre 2006 e 2016.

A pesquisa catalogou a provisão física e monetária dos 10 produtos extraídos e cultivados com maior expressão econômica, por bioma, de 2006 e 2016. São eles: açaí (extraído e plantado), látex coagulado (extraído e plantado), erva-mate (extraída e plantada), palmito (extraído e plantado), castanha-do-pará, pequi (fruto e amêndoa), babaçu, carnaúba (cera e pó), jaborandi e piaçava.

Amazônia se destaca com a maior variedade de produtos

Entre os biomas, o destaque da Amazônia foi a extração de açaí (215 mil toneladas), castanha-do-pará (34 mil toneladas) e babaçu amêndoa (16 mil toneladas) e, na Mata Atlântica, a erva mate extraída (347 mil toneladas).

Entre os produtos cultivados na Mata Atlântica, também chamam a atenção a erva mate (567 mil toneladas) e o látex coagulado (250 mil toneladas). Já no Cerrado, aparecem os cultivos do látex coagulado (47 mil toneladas) e do palmito (16 mil toneladas).

Nota-se, ainda, um aumento no volume dos produtos cultivados em cultura permanente, como a erva-mate (56%) e o palmito cultivados (114%), ambos na Mata Atlântica, e também da borracha, presente na Mata Atlântica (84%), Pantanal (447%) e Cerrado (79%).

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