Valor de produção do açaí extraído na Amazônia aumenta 398% em 10 anos

Com forte valorização no mercado nacional e internacional, o açaí teve aumento de 113% na quantidade extraída

O açaí é uma das espécies mais cobiçadas das florestas, com forte valorização no mercado nacional e internacional em função de suas propriedades nutricionais. De 2006 para 2016, a quantidade extraída de açaí cresceu 113%, saindo de 101,3 mil toneladas para 215,4 mil.

O Valor de Produção (VP) do açaí extraído, que em 2006 era de R$ 103,2 milhões, passou para R$ 514,2 milhões em 2016, representando, respectivamente, 22,3% e 39,7% do VP total dos produtos florestais não madeireiros extraídos. Esse aumento de 398% decorreu das altas no preço médio e na quantidade produzida do açaí extraído, no período.

Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (15) e fazem parte de um estudo experimental do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) com estudos sobre a evolução física e monetária de produção em cada bioma do país, entre 2006 e 2016.

A pesquisa catalogou a provisão física e monetária dos 10 produtos extraídos e cultivados com maior expressão econômica, por bioma, de 2006 e 2016. São eles: açaí (extraído e plantado), látex coagulado (extraído e plantado), erva-mate (extraída e plantada), palmito (extraído e plantado), castanha-do-pará, pequi (fruto e amêndoa), babaçu, carnaúba (cera e pó), jaborandi e piaçava.

Amazônia se destaca com a maior variedade de produtos

Entre os biomas, o destaque da Amazônia foi a extração de açaí (215 mil toneladas), castanha-do-pará (34 mil toneladas) e babaçu amêndoa (16 mil toneladas) e, na Mata Atlântica, a erva mate extraída (347 mil toneladas).

Entre os produtos cultivados na Mata Atlântica, também chamam a atenção a erva mate (567 mil toneladas) e o látex coagulado (250 mil toneladas). Já no Cerrado, aparecem os cultivos do látex coagulado (47 mil toneladas) e do palmito (16 mil toneladas).

Nota-se, ainda, um aumento no volume dos produtos cultivados em cultura permanente, como a erva-mate (56%) e o palmito cultivados (114%), ambos na Mata Atlântica, e também da borracha, presente na Mata Atlântica (84%), Pantanal (447%) e Cerrado (79%).

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Corante natural produzido por fungo da Amazônia pode ser utilizado em cosméticos

Um corante vermelho com base em extrato produzido com Talaromyces amestolkiae foi testado em bases de possíveis produtos, como creme facial, xampu e bastão de gel, com ação antioxidante e antibacteriana.

Leia também

Publicidade