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Sábado, 17 Abril 2021

Em Belém, estudante da rede municipal conquista medalhas em concursos científicos

"A experiência de estudar astronomia é maravilhosa. Observar o céu, procurar entender as leis que regem o universo, como nos posicionamos, como as sociedades foram moldadas pela astronomia. O incentivo e acolhimento dos professores é essencial na minha busca pelo conhecimento". O relato é do Antony Sena, 14 anos, estudante do 8°ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Honorato Filgueiras, no Jurunas. Ele foi medalhista de prata na Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica (OBA) e medalhista de ouro na Mostra Brasileira de Foguetes (MOBFOG), realizadas de forma virtual e o resultado divulgado no último dia 14.

A prova é composta por dez questões, sendo sete de astronomia e três de astronáutica. Além de assistir a um vídeo para a confecção de um foguete. Este é o segundo ano que o Antony participa da competição e, por conta da pandemia, afirma que sentiu mais dificuldade. "Foi uma mudança súbita de rotina. Foi um ano que transformou completamente a minha vida. O fechamento das escolas, a migração do ensino presencial para o ensino remoto, as incertezas sobre a realização da olimpíada e o pânico da contaminação pelo vírus me desestabilizaram completamente. Mas, graças ao meu amor a astronomia, o incentivo e empenho dos meus professores, eu consegui focar nos estudos", afirma.

Antony é estudante do 8°ano da Escola Municipal de Ensino Fundamental Honorato Filgueiras, no Jurunas. Foto: Divulgação

Escola 

A diretora da escola Honorato Filgueiras, Maria Divane de Brito Pereira conta que a preparação do aluno foi um desafio. "A escola passou por reforma, mas sempre estava incentivando os professores. Como diretora, é uma satisfação de saber que trabalhamos com uma boa equipe de profissionais da educação. E claro, o apoio e parceria dos pais é fundamental. Este resultado na Olímpiadas de Astronomia é, antes de tudo, resultado da nossa seriedade com a educação. Parabéns à equipe de professores do 1° ao 9°ano, que passaram pela vida do Antony". Desde 2019 a escola participa da competição e em 2020 cerca de 180 alunos fizeram a prova.

A preparação contou com professores de ciências, matemática, geografia. Nádia Corumbá, professora do 5º ano, foi uma das primeiras a descobrir o pequeno prodígio na escola. "Em 2017 estava recente na escola e ainda estava aprendendo a metodologia de ensino, e o Antony foi surpreendente, porque tinha uma inteligência aguçada, me ajuda nas aulas e me fez ser uma professora pesquisadora, porque sabia que tinha um desafio em sala de aula quando me falou que gostava de astronomia", declara a professora.

Segundo a mãe do estudante, Keila Cristina Sena, 36 anos. "Ele sempre foi muito interessado em tudo, principalmente, relacionado à ciência, tecnologia e depois veio a astronomia. É impressionante ver a forma como ele fala sobre o assunto, e está sempre pesquisando na escola ou em qualquer outro lugar. Fico muito feliz com cada conquista dele", declara a artesã.

Ávido por conhecimento, Antony entrou este ano para um grupo de estudos na Universidade Federal do Pará. "Astronomia é a maior paixão da minha vida. Desde quando conheci, aos oito anos a minha vida, tomou um rumo totalmente diferente. Hoje planejo me tornar astrônomo e astrofísico galáctica, e trabalhar na área como pesquisador e divulgador científico". 

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