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Quinta, 29 Outubro 2020

Com etapa na Serra do Tepequém, Volta Internacional de Roraima terá 120 ciclistas

MANAUS – Um dos maiores eventos de ciclismo da Amazônia inicia nesta sexta-feira (2). A Volta Internacional de Ciclismo de Roraima terá a participação de 120 atletas, incluindo competidores do Amazonas, Pará, Acre, Amapá e até mesmo da Venezuela. Um dos atrativos da competição é a etapa na Serra do Tepequém, no município de Amajari (a 120 quilômetros de Boa Vista). O evento vai até domingo (4).
Serra do Tepequém é o maior desafio da Volta Internacional de Roraima. Foto: Divulgação/Volta Internacional de Roraima

A sétima edição da Volta Internacional de Roraima é promovida pela Federação Ciclística de Roraima (FCR) e conta pontos para o ranking nacional da Confederação Brasileira de Ciclismo (CBC). “Começou como um evento bem pequeno, no qual há sete anos a gente teve apenas 25 atletas. Há três anos essa prova se tornou válida pelo ranking nacional. Alguns dizem que é a prova mais difícil do Norte do Brasil”, disse o ciclista e integrante da FCR, Mário Turco, à rádio CBN Amazônia.

A competição, de fato, exige muito da resistência física dos ciclistas. O evento no extremo Norte do Brasil é dividido em três etapas. A primeira, nesta sexta (2), será em um circuito urbano montado na Avenida Getúlio Vargas, a principal de Boa Vista - tida como a capital mais plana do Brasil. O circuito possui extensão de 2,5 km, no qual os atletas da categoria elite percorrerão dez voltas. “É uma prova rápida, que vai exigir muita técnica e força explosiva do atleta”, afirmou Turco.

A segunda etapa, no sábado (3), é a principal atração do evento - e não à toa é considerada a 'rainha' da Volta Internacional: trata-se de uma prova de estrada na montanha, no município de Amajari, sendo os últimos cinco quilômetros de umas temida subida na imponente Serra do Tepequém, onde é registrada uma inclinação máxima de 28%. “Esse tipo de inclinação no Brasil a gente só encontra na Serra do Rio do Rastro, em Santa Catarina. E outras provas desse nível só existem nos países dos Andes e nas grandes cordilheiras da Europa. É algo que exige demais da força física do ciclista”, exaltou Turco.

A largada da segunda etapa é na frente da sede do município, conhecida como Vila Brasil. De lá, os atletas pegam a BR-174 no sentido Norte até o quilômetro 100, onde há um entroncamento para a rodovia RR-205. Daí em diante, são mais 50 quilômetros até a chegada na Serra do Tepequém. Outros dois grandes eventos de ciclismo em Roraima também envolvem a Serra: a Volta de Roraima e o Desafio Serra do Tepequém, ambas contando pontos para o ranking nacional.
Volta Internacional de Roraima é um dos maiores eventos de ciclismo da Amazônia. Foto: Divulgação/Volta Internacional de Roraima

Por fim, a terceira e última etapa, no domingo (4), será no Anel Viário. O local foi construído originalmente para tirar o fluxo de caminhões da capital, mas a via é constantemente usada para eventos de ciclismo. É um circuito de 34 quilômetros, sendo que a categoria elite percorrerá três voltas, totalizando 102 km. “O circuito é plano, mas o diferencial é o calor. Semana passada tinha uma equipe treinando lá e um equipamento de bordo acusou a temperatura de 46 graus”, detalhou Mário Turco.

Os campeões das categorias elite e sub-23 serão premiados com R$ 2 mil cada + troféu.

Atletas de destaque

A Volta Internacional de Roraima contará com promissores atletas da Amazônia. A amazonense Rebeca Fonseca, por exemplo, é a atual bicampeã da categoria elite feminino. Ela atualmente treina no clube Suzano, de São Paulo, devido a falta de apoio no Estado. “É muito difícil a situação nas equipes do Amazonas. Mas eu gosto de representar meu Estado. Nas competições que eu vou e subo no pódio, eu sempre estendo a bandeira [do Amazonas] pra tirar foto e fazer divulgação pra dizer que tenho orgulho de ser amazonense”, disse a atleta no programa Esporte Amazônia, do canal Amazon Sat.
Destaque do ciclismo amazonense, Rebeca Fonseca deixou Manaus para treinar em São Paulo por falta de apoio. Foto: Michael Dantas/Sejel-AM

Quem também representa o Amazonas na Volta Internacional é o experiente Cássio Augusto (categoria master A1), da equipe Açaí no Ponto. “Considero uma das provas mais difíceis da Região Norte. A cereja do bolo é a Serra do Tepequém, com inclinações onde o gordinho aqui vai sofrer”, divertiu-se o ciclista, contando que perdeu mais de 4 mil calorias na etapa de Tepequém em 2014.

Fique de olho também no 'garoto prodígio' Otávio Henrique, atual campeão da categoria júnior. Nascido no Pará, ele representa o Clube Amazônia de Ciclismo ao lado de Diego César. “Na Serra o bicho pega. É bastante giro pra subir lá, uma prova muito dura”, disse o menino criado no bairro da Cremação, em Belém, e de poucas palavras nas entrevistas.

A participação de atletas da Venezuela também é uma atração à parte do evento. Em 2012, o campeão da Volta foi um venezuelano: Daniel Munoz. “Eles possuem uma tradição muito forte no ciclismo. Alguns deles já se encontram em Roraima participando de treinamentos, inclusive interagindo com os atletas locais e trocando experiências, se aclimatando”, contou Mário Turco.

Na categoria elite, o atual campeão é o paulista Antoelson Dornelles, de 32 anos. Atleta da equipe São Francisco Saúde/Ribeirão Preto, ele possui na carreira um expressivo terceiro lugar na Volta Ciclística de São Paulo, em 2012, e estará de volta à Roraima para defender o título do ano passado.

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Sexta, 30 Outubro 2020

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