Norte e Nordeste são as regiões com maior perda de água. Foto: balouriarajesh/Pixabay
Diante de cenários de escassez hídrica e da intensificação das mudanças climáticas, o controle de perdas de água torna-se indispensável para manter a segurança e a disponibilidade do abastecimento. Um estudo do Instituto Trata Brasil alerta que esses desperdícios geram impactos negativos ao meio ambiente, à receita e aos custos de produção das empresas e, principalmente, à população.
Segundo dados do SINISA, ano-base 2023, 40,31% da água produzida nos sistemas de distribuição é perdida antes de chegar aos consumidores.
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Ao considerar o volume total não faturado — consumida sem autorização ou perdida antes de chegar ao consumidor — em 2023, cerca de 5,8 bilhões de m³, esse montante equivale a 6.346 piscinas olímpicas de água tratada ou 21.153.224 caixas d’água, suficientes para abastecer diariamente uma família de cinco pessoas.
Quadro 1 – Perdas na Distribuição por Macrorregião Brasileira, 2023

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Norte e Nordeste são as regiões mais afetadas com a perda de água
A situação de perdas no Brasil apresenta significativas diferenças quando se comparam suas diversas macrorregiões.
É possível concluir que Norte (49,78%) e Nordeste (46,25%) são as regiões mais carentes e que enfrentam os maiores desafios para a redução dos índices de perdas.
Além disso, são também aquelas que apresentam os piores indicadores de atendimento de água, coleta e tratamento de esgotos.
Alagoas (69,86%), Roraima (62,51%) e Acre (62,25%) são os estados que mais perdem na
distribuição.
Conforme definido como meta pela Portaria nº 490/2021, do Ministério do Desenvolvimento Regional (MDR), o nível aceitável de perdas deve ser de, no máximo, 25% na distribuição e 216 litros por ligação/dia até 2034.
*Com informações do Instituto Trata Brasil
