Após caso do Pico Paraná, guia dá dicas de segurança para quem busca trilhas no Amazonas

O guia de turismo e aventura Daniel Paulo, que atua em trilhas de Presidente Figueiredo no interior do Amazonas, explica que trilhas podem ser perigosas para quem não tem experiência.

As trilhas do Amazonas atraem turistas pela diversidade de cachoeiras e paisagens naturais. Mas, segundo especialistas, o ambiente amazônico exige atenção redobrada. Foto: Valter Calheiros

As trilhas do Amazonas atraem turistas pela diversidade de cachoeiras e paisagens naturais. Mas, especialistas alertam: o ambiente amazônico exige atenção redobrada. O terreno irregular, a alta umidade e a densidade da mata podem transformar passeios em situações de risco sem preparo adequado.

O alerta ganhou força após o caso de Roberto Farias Tomaz, de 19 anos. O jovem desapareceu por cinco dias, durante a descida da trilha do Pico Paraná, ponto mais alto do Sul do Brasil. Ele caminhou cerca de 20 quilômetros até encontrar uma fazenda e pedir ajuda.

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Uma trilha é um caminho demarcado em meio à natureza, utilizado para caminhadas, passeios ou práticas esportivas. Geralmente, ela atravessa áreas de floresta, rios e igarapés, permitindo contato direto com o ambiente natural. Além de lazer, as trilhas também são importantes para educação ambiental e turismo sustentável.

O guia de turismo e aventura Daniel Paulo, que atua em trilhas de Presidente Figueiredo no interior do Amazonas, disse ao Grupo Rede Amazônica que as trilhas podem ser perigosas para quem não tem experiência. Ele recomenda contratar guias credenciados.

“O ideal é contratar um guia local credenciado, que conheça os ‘sinais’ da floresta e saiba usar o GPS. Beba muito mais água do que o habitual, mesmo sem sentir sede. Leve eletrólitos ou bebidas isotônicas. Use roupas de tecido sintético (estilo dry-fit) que não retêm umidade e secam rápido”, explicou o guia.

Leia também: Presidente Figueiredo, o paraíso das cachoeiras no Amazonas

O profissional também orienta avisar familiares, amigos e até mesmo pessoas de um hotel que o trilheiro esteja hospedado e o horário previsto de retorno.

“Deixe avisado no hotel, com amigos ou com autoridades locais como o Centro de Atendimento ao Turista informando exatamente onde você vai e qual o horário máximo de retorno”, alerta

Segundo Daniel, em áreas sem sinal de celular, o protocolo é enviar alguém até o ponto mais próximo com comunicação para acionar os bombeiros. Com guia, há ainda plano de primeiros socorros e evacuação.

Presidente Figueiredo é uma cidade conhecida por trilhas e cachoeiras. Foto: Divulgação
Presidente Figueiredo é uma cidade conhecida por trilhas e cachoeiras. Foto: Divulgação

Outras dicas de segurança em trilhas são:

  • Planejamento prévio: conhecer distância e nível de dificuldade.
  • Acompanhamento profissional: contratar guias locais que dominam o percurso.
  • Equipamentos adequados: usar calçados próprios, levar kit de primeiros socorros e lanternas.
  • Comunicação: avisar familiares ou amigos sobre o trajeto e horário de retorno.
  • Clima: observar previsões meteorológicas, já que chuvas intensas tornam o caminho escorregadio.

*Por Lucas Macedo, da Rede Amazônica AM

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