Cientistas da UNTRM identificam fungos com potencial para o controle biológico da ferrugem do cafeeiro. Foto: Reprodução/Agência Andina
A Universidade Nacional Toribio Rodríguez de Mendoza do Amazonas (UNTRM), no Peru, por meio do Instituto de Pesquisa para o Desenvolvimento Sustentável de Ceja de Selva (INDES-CES), identificou três espécies de fungos associadas à ferrugem do café, uma das principais doenças que afetam essa cultura em todo o mundo.
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Os resultados fornecem novos conhecimentos sobre as interações entre microrganismos e abrem possibilidades para o desenvolvimento de futuras estratégias de controle biológico.

A pesquisa, desenvolvida na região do Amazonas e publicada na revista científica internacional European Journal of Plant Pathology, identificou as espécies Akanthomyces uredinophilus, Flavocillium subprimulinum e Ovicillium attenuatum, cuja interação com o fungo Hemileia vastatrix, causador da ferrugem do café, foi avaliada por meio de testes de laboratório.
Entre as principais contribuições científicas, destacam-se o primeiro registro nas Américas de Ovicillium attenuatum associado à ferrugem do café e a primeira associação conhecida de Flavocillium subprimulinum com essa doença. O estudo também ampliou a distribuição conhecida de Akanthomyces uredinophilus.

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Para identificar as espécies, a equipe utilizou análises morfológicas e técnicas de identificação molecular. Posteriormente, por meio de ensaios de inoculação controlados, confirmaram que os três fungos conseguiam colonizar as estruturas onde o agente causador da ferrugem produz seus esporos. Observações microscópicas também revelaram contato entre os fungos estudados e essas estruturas reprodutivas.
Esses resultados são relevantes para a pesquisa agrícola, pois a ferrugem do café representa uma ameaça à saúde e à produtividade da cultura. Compreender os microrganismos que interagem com o agente causador da doença pode ajudar a identificar alternativas biológicas para o seu controle.

No entanto, os pesquisadores enfatizam que as descobertas representam um estágio inicial de avaliação e ainda não demonstram a eficácia dessas espécies no controle da doença em plantações comerciais. Portanto, a equipe está realizando ensaios em condições controladas para determinar seu potencial como agentes de controle biológico e orientar futuras pesquisas de campo.
Por meio desta pesquisa, a UNTRM contribui para a geração de informações científicas que podem servir de base para o desenvolvimento de estratégias de manejo de doenças do café, com a perspectiva de aplicação em sistemas de produção mais sustentáveis e em benefício dos cafeicultores do Amazonas e de outras regiões do país.
*Com informações da Agência Andina.
