Contagem Anual de Morcegos é realizada por universidade em parque florestal em Mato Grosso

A iniciativa reúne pesquisadores, universidades e instituições de vários países para ampliar o conhecimento científico sobre morcegos e fortalecer ações de conservação.

Foto: Vitória Matheus e Rafael Arruda

O Câmpus de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) realizou a Contagem Anual de Morcegos no Parque Municipal Florestal. A ação foi conduzida pelo Laboratório de Quiropterologia Neotropical, sob supervisão do professor Rafael Arruda, e integra a mobilização coordenada pela Rede Latino-americana e do Caribe para a Conservação de Morcegos (Relcom).

A iniciativa reúne pesquisadores, universidades e instituições de vários países para ampliar o conhecimento científico sobre morcegos e fortalecer ações de conservação.

Leia também: Maior morcego das Américas é registrado por pesquisadores no Amapá

A Contagem Anual ocorre simultaneamente em diferentes locais do Brasil e de outros países da América Latina. Segundo o professor, a edição brasileira envolveu laboratórios e instituições em pelo menos 11 estados, cinco biomas e 24 pontos de amostragem.

Ele explica que a proposta surgiu como forma de unir produção científica e divulgação sobre a importância ecológica dos morcegos, com realização de atividades de educação ambiental durante o processo. A cada ano, novos grupos aderem ao esforço, ampliando a interação entre equipes de pesquisa do continente.

A inclusão de Sinop na rede internacional ocorreu após uma chamada pública organizada por um grupo de pesquisadoras do Rio de Janeiro, responsável por estruturar a participação brasileira no evento deste ano.

O Laboratório de Quiropterologia Neotropical do Campus respondeu ao edital e passou a integrar oficialmente a coleta coordenada de dados da Relcom, contribuindo para aumentar a representatividade das espécies brasileiras, antes ausentes nas bases internacionais da rede.

Em Sinop, o laboratório desenvolve pesquisas voltadas ao conhecimento da fauna de morcegos de Mato Grosso, tanto em áreas naturais quanto em ambientes urbanos. O grupo utiliza abordagens de ecologia, fisiologia, anatomia, morfologia e parasitologia para responder a questões sobre distribuição, abundância e interações ecológicas.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

pesquisa com morcegos fapeam arquivo Foto: Tamily Santos/Acervo pessoal
Foto: Tamily Santos/Acervo pessoal

Leia também: Longe da fama do Drácula: morcegos são dispersores de sementes na Amazônia

Conservação de morcegos

Os estudos também incluem a investigação de microorganismos associados aos morcegos, com interesse em agentes potencialmente zoonóticos, o que permite apoiar políticas locais de manejo e conservação.

Os dados coletados no Parque Florestal serão somados aos registros de outros países participantes da Contagem Anual. O conjunto resultará em uma lista continental de espécies, a ser publicada no boletim oficial da Relcom. No Brasil, será elaborado um “data paper” com a listagem de morcegos registrados em território nacional, ferramenta que deve apoiar pesquisas futuras e reduzir lacunas sobre distribuição espacial das espécies.

O Câmpus de Sinop integra o projeto por meio do compartilhamento dos dados coletados de forma padronizada com os demais grupos do continente e deve, em breve, formalizar filiação direta à rede. A atividade envolveu estudantes de graduação e pós-graduação. Todo o trabalho foi supervisionado pelo professor.

*Com informações da UFMT

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Lucia Alberta Baré: amazonense é nomeada nova presidenta da Funai

Antes de assumir funções de direção na Funai, Lucia Alberta Baré atuou por oito anos na Secretaria Municipal de Educação de São Gabriel da Cachoeira (AM).

Leia também

Publicidade