Quase 3 mil áreas de risco na Amazônia Legal foram identificadas pelo SGB

O Serviço Geológico do Brasil (SGB) identificou mais de 17,7 mil áreas de risco no país.

Ao todo, foram realizados levantamentos em 1,8 mil municípios; os estudos são essenciais para apoiar o poder público municipal em ações para prevenção de desastres. Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Com o intuito de contribuir para prevenção de desastres e apoiar os esforços para proteger vidas, o Serviço Geológico do Brasil (SGB) realiza em todo país estudos que identificam áreas de risco. Mais de 1,8 mil municípios já foram contemplados pelos levantamentos e foram mapeadas mais de 17,7 mil áreas de risco. Os dados constam em dashboard do SGB, atualizado em fevereiro de 2026.

Além disso, é realizado o monitoramento dos níveis de rios de 19 bacias hidrográficas por meio dos Sistemas de Alerta Hidrológico (SAH). O trabalho ganha ainda mais relevância diante da chegada do período chuvoso e de eventos climáticos extremos.

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Essas ações ajudam na formulação de políticas públicas e de medidas que garantam mais segurança às populações, contribuindo para prevenir ou reduzir impactos de desastres como deslizamentos, erosões e enchentes. 

“Os estudos evidenciam nosso compromisso com os municípios e toda a população brasileira”, destaca o diretor-presidente do SGB, Vilmar Medeiros Simões.

Ele ressalta que os relatórios disponibilizados “fornecem a gestores públicos e às defesas civis instrumentos valiosos para que possam tomar decisões assertivas para salvaguardar vidas e evitar perdas materiais”.

Os mapeamentos também ajudam os municípios na captação de recursos destinados a obras preventivas e de resposta a desastres.

Leia também: Mais de 112 mil pessoas vivem em áreas de risco alto e muito alto em Manaus

A Defesa Civil do Pará e o Serviço Geológico do Brasil (CPRM) estão desde terça-feira (31) mapeando locais de risco na praia de Ajuruteua e no centro urbano de Bragança, município do nordeste paraense. O resultado do trabalho constará de um relatório de domínio público, que será entregue à Prefeitura e ao governo do Estado para elaboração de um planejamento destinado às duas áreas.
Foto: Sidney Oliveira/Agência Pará

Áreas de risco

Um dos trabalhos realizados é a Cartografia de Áreas de Risco que indica as áreas de risco alto e muito alto associadas a processos de inundações, enchentes, erosões e de movimentos gravitacionais de massa – como deslizamentos e queda de blocos. Os estudos foram realizados em 1.803 municípios (até fevereiro de 2026), nas áreas urbanizadas das cidades e identificaram mais de 4,6 milhões de pessoas vivendo em áreas de risco no Brasil.

De acordo com os dados, nos municípios mapeados, já foram identificadas 17,7 mil áreas de risco, sendo 5,5 mil de risco muito alto e 12,1 mil de risco alto.

A maior parte dos riscos geológicos está associada a processos de deslizamentos, com 8,8 mil áreas mapeadas. Em seguida, estão os processos de inundação, com 5,7 mil registros.

Áreas de risco identificadas nos estados que compõem a Amazônia Legal (2.876):

EstadoMunicípios mapeadosÁreas de risco
Pará961,1 mil
Amazonas62800
Maranhão93379
Rondônia52178
Acre22165
Mato Grosso28163
Amapá849
Roraima 533
Tocantins159

Veja todos os estados AQUI.

Estudos realizados

Outros estudos desenvolvidos nas cidades e que também geram subsídios para planejamento territorial, gestão de riscos e prevenção de desastres, são:

Monitoramento e previsão de níveis de rios

O SGB opera 19 Sistemas de Alerta Hidrológico (SAH), que geram previsões sobre os níveis dos rios e possibilitam antecipar cenários para prevenir ou reduzir o impacto de inundações ou secas. São mais de 10 milhões de pessoas beneficiadas, em mais de 100 municípios atendidos. 

Em períodos chuvosos que provocam aumento do nível dos rios, o SAH entra em operação e inicia o disparo de boletins de alerta hidrológicos. Esses boletins apresentam previsões de níveis das águas para as próximas horas, além de informações sobre as chuvas.

Dessa forma, o SGB auxilia defesas civis e órgãos municipais nas atividades de prevenção e apoio às populações afetadas. Uma das ações que podem ser realizadas, por exemplo, é a remoção de pessoas de áreas com possibilidade de serem inundadas.

*Com informações do SGB

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