Desembargador Mário Sílvio Cordeiro de Verçosa: Grão-mestre entre 1962-1977

Em sua atividade literária, o desembargador integrou a Academia Amazonense Maçônica de Letras, que ajudou a fundar.

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Por Abrahim Baze – literatura@amazonsat.com.br

O Desembargador Mário Sílvio Cordeiro de Verçosa foi o Sereníssimo Grão-mestre que mais tempo ficou com malhete de comando. Em 15 anos conseguiu transformar a GLOMAM em uma referência de potência nacional, a partir da tradição, disciplina, cultura e hierarquia. Foi iniciado maçonicamente na Grande Benemérita Loja Simbólica Conciliação Amazonense n° 3, em 3 de maio de 1947.

Sua obra ‘Registros Maçônicos’ é um clássico, que serve de farol para todos que desejam entender os mistérios da maçonaria amazonense. Participou da delegação da Grande Loja do Amazonas, Acre, Rondônia e Roraima, a época em diversas mesas redondas da Maçonaria Simbólica Regular do Brasil, começando por aquela que aconteceu em Manaus em 1961.

Presidiu a 3.ª Assembleia Geral da Confederação da Maçonaria Simbólica Regular do Brasil, que aconteceu em Manaus em 1969. Neste período era o Sereníssimo Grão-mestre que promulgou a Constituição Maçônica, que norteou as diretrizes do Poder Judiciário da GLOMAM. Seu eminente Grão-mestre Adjunto no período foi o irmão Manoel Ribeiro.

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Foto: Reprodução/AAL

Mário Sílvio Cordeiro de Verçosa era filho de Edmée Cordeiro de Verçosa e João Batista de Verçosa. O Desembargador integra um das famílias mais tradicionais da terra do guaraná. Seu pai, João Verçosa, foi prefeito do Município de Maués e ao falecer em 1937 era deputado da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas, ocupando sua presidência.

Foi casado com dona Maria de Nazaré Freire de Verçosa, com quem teve os filhos Tanamara, Thales, Tener, Themis e Telma, todos titulados em nível superior.

Embora nascido em Manaus, o Desembargador gostava de declarar-se oriundo de Maués, origem de seu pai, onde nasceram seus dois irmãos mais jovens e onde vivera antes de sua infância. Ingressou na magistratura no dia 8 de junho de 1951, como décimo nono suplente de Juiz de Direito da Comarca de Humaitá.

Em 1956 foi promovido para a capital, onde ocupou como titular a Primeira e a Sexta Vara. Promovido a desembargador, tomou posse nesse cargo no dia 4 de agosto de 1959. No Tribunal de Justiça desempenhou os cargos de Corregedor Geral da Justiça, Presidente da Câmara Cível, Presidente da Câmara Criminal, Presidente das Câmaras Reunidas, Presidente do Conselho da Magistratura, Vice-presidente do Tribunal e presidente do referido tribunal em 1965.

Em 1979 foi decano do Tribunal de Justiça do Estado do Amazonas, além de integrar todos os clubes da sociedade manauara. Foi Presidente do Atlético Rio Negro Clube, onde se notabilizara como um dos mais atuantes dirigentes, realizando fecunda administração, comparável as de seu tio, o saudoso jornalista Aristophano Antony, que por muitos anos dirigira sob aplausos gerais aquela agremiação da Praça da Saudade.

Teve papel destacado na Maçonaria onde pontificou seu Grão-mestrado. Em outra ocasião foi elevado ao Grau 33. Foi membro fundador das grandes lojas dos estados do Acre e de Roraima, além de ter assumido como membro fundador e ex-presidente da Confederação da Maçonaria Simbólica do Brasil. Em sua atividade literária, integrou na Academia Amazonense Maçônica de Letras, onde ajudou a fundar. Foi membro proeminente do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas, assim como da Academia Amazonense de Letras onde ingressou no ano de 1989.

Foto: Abrahim Baze/Acervo pessoal

Leia também: Marcelo Barbosa Peixoto: um período construtivo na maçonaria amazonense

Sobre o autor

Abrahim Baze é jornalista, graduado em História, especialista em ensino à distância pelo Centro Universitário UniSEB Interativo COC em Ribeirão Preto (SP). Cursou Atualização em Introdução à Museologia e Museugrafia pela Escola Brasileira de Administração Pública da Fundação Getúlio Vargas e recebeu o título de Notório Saber em História, conferido pelo Centro Universitário de Ensino Superior do Amazonas (CIESA). É âncora dos programas Literatura em Foco e Documentos da Amazônia, no canal Amazon Sat, e colunista na CBN Amazônia. É membro da Academia Amazonense de Letras e do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), com 40 livros publicados, sendo três na Europa.

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

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