Estudantes do IFRR desenvolvem soluções para desafios urbanos e sociais durante Canvas de Políticas Públicas em Roraima

Atividade do projeto Amazônia Que Eu Quero mobilizou alunos do Campus Boa Vista Zona Oeste para propor soluções sobre infraestrutura urbana e racismo

Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM), por meio do projeto Amazônia Que Eu Quero (AMQQ), realizou no dia 1º de abril, em Roraima, o primeiro Canvas de Políticas Públicas da edição 2026, reunindo estudantes do Instituto Federal de Roraima (IFRR), no Campus Boa Vista Zona Oeste, em uma dinâmica voltada à construção de soluções para desafios urbanos e sociais.

A atividade foi conduzida por Denis Carvalho, especialista em projetos da FRAM, e estruturada como uma imersão prática, na qual os alunos foram organizados em grupos para desenvolver propostas relacionadas aos temas infraestrutura urbana e racismo, a partir de metodologias colaborativas e conectadas à realidade local.

Metodologia aplicada e desenvolvimento de soluções

Durante o Canvas, os participantes analisaram problemas concretos enfrentados pela sociedade e, a partir desse diagnóstico, estruturaram soluções com foco em viabilidade, impacto social e aplicabilidade no contexto regional.

A metodologia do Canvas de Políticas Públicas possibilitou a organização das ideias, a identificação de causas e efeitos dos desafios apresentados e a construção de propostas de forma estratégica, fortalecendo o pensamento crítico e a capacidade de atuação cidadã.

“O Canvas de Políticas Públicas estimula os jovens a refletirem sobre desafios reais e a construírem soluções a partir da própria realidade. Durante a atividade, trabalhamos temas como infraestrutura urbana e racismo, promovendo pensamento crítico e engajamento na construção de soluções para suas comunidades”, destaca Denis Carvalho, especialista em projetos da Fundação Rede Amazônica.

Infraestrutura urbana e inclusão no centro do debate

Os temas trabalhados ampliaram o escopo das discussões ao integrar questões estruturais e sociais. As propostas relacionadas à infraestrutura urbana abordaram desafios como mobilidade, acesso a serviços e organização dos espaços urbanos, enquanto o eixo do racismo trouxe reflexões sobre desigualdades, inclusão e garantia de direitos.

A atividade promoveu um ambiente de escuta qualificada e troca de experiências, valorizando o protagonismo dos estudantes e incentivando a construção de soluções alinhadas às demandas reais da população.

Formação cidadã e impacto regional

Além de contribuir para a formação técnica, o Canvas reforça o papel da educação como instrumento estratégico de transformação social, estimulando os jovens a participarem ativamente da construção de políticas públicas e do desenvolvimento de suas comunidades.

As propostas desenvolvidas durante a atividade irão compor o caderno de soluções do Amazônia Que Eu Quero, documento que sistematiza contribuições voltadas ao desenvolvimento sustentável da região e que será encaminhado a lideranças e instituições.

Dando continuidade à agenda de atividades, o próximo Canvas do Amazônia Que Eu Quero será realizado em Macapá (AP), no dia 28 de abril, seguido pelo painel no dia 29 de abril, ampliando o diálogo regional e a construção de soluções conectadas às diferentes realidades da Amazônia.

Sobre o Amazônia Que Eu Quero

Concebido em 2019, o programa Amazônia Que Eu Quero é uma iniciativa da Fundação Rede Amazônica e do Grupo Rede Amazônica que tem como objetivo promover a educação política por meio da interação entre os principais agentes e setores da sociedade, além do levantamento de informações junto aos gestores públicos e da participação ativa da população, por meio de câmaras temáticas estabelecidas pelo programa.

O Amazônia Que Eu Quero é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica.

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