Amazônia Que Eu Quero qualifica debate sobre democracia digital e segurança eleitoral em Macapá

Painel reuniu especialistas e representantes institucionais para analisar os impactos da tecnologia no processo eleitoral e os desafios contemporâneos da democracia

Foto: Divulgação

A Fundação Rede Amazônica (FRAM) realizou, no dia 29 de abril, em Macapá (AP), mais uma etapa do projeto Amazônia Que Eu Quero (AMQQ), consolidando o espaço de diálogo qualificado sobre temas estratégicos para o fortalecimento da democracia. O painel teve como tema “Democracia na Era Digital: o uso da Inteligência Artificial nas eleições e a segurança da urna eletrônica” e reuniu especialistas, representantes institucionais e a sociedade civil em um debate técnico e propositivo.

O encontro aconteceu no auditório da Fecomércio, em formato exclusivo para convidados, e foi mediado pelo jornalista Salgado Neto, que conduziu as discussões com foco na conexão entre inovação tecnológica e os desafios do contexto regional.

Participaram do painel Emanoel Flexa, secretário de Tecnologia da Informação do Tribunal Regional Eleitoral do Amapá (TRE-AP); Erika Bezerra, professora e coordenadora do Instituto de Startups do IFAP; e Jacks Andrade, professor e pesquisador da Universidade Federal do Amapá (Unifap), reunindo perspectivas institucionais, acadêmicas e de inovação.

Desinformação, tecnologia e confiança institucional

Ao longo do painel, foram discutidos os impactos da transformação digital sobre o processo democrático, com ênfase nos riscos da desinformação e na necessidade de fortalecimento da confiança pública nas instituições eleitorais.

“A desinformação ainda é o principal desafio quando se fala em segurança do voto eletrônico. Muitas narrativas circulam sem qualquer embasamento técnico consistente, e nem sempre a população consegue verificar a veracidade dessas informações. Diante desse cenário, a Justiça Eleitoral estruturou, a partir de 2018, um programa nacional de enfrentamento à desinformação, em parceria com diversas instituições”, afirmou Emanoel Flexa.

A discussão também evidenciou os efeitos estruturais da tecnologia na formação de comportamento e opinião, especialmente no ambiente digital.

“A tecnologia já faz parte da vida de todos nós e influencia diretamente a forma como consumimos informação e participamos da sociedade. Ela não é neutra, pode tanto ampliar o acesso à informação de qualidade quanto potencializar a desinformação. O Brasil já avançou na regulação do que é falso, mas ainda existem lacunas importantes sobre como somos influenciados por esses conteúdos”, ressaltou Erika Bezerra.

No campo da inovação, o uso da Inteligência Artificial foi abordado como um elemento crítico que exige análise ética e responsabilidade institucional.

“A Inteligência Artificial não pode ser compreendida como neutra, pois carrega intenções e visões de quem a desenvolve, sejam empresas ou indivíduos. Isso reforça a importância de uma leitura crítica sobre o uso dessas tecnologias, especialmente em processos democráticos”, destacou Jacks Andrade.

Construção coletiva e desenvolvimento regional

A iniciativa reforça o compromisso do Amazônia Que Eu Quero com a escuta ativa da população e a construção de propostas orientadas ao desenvolvimento sustentável da região. Ao integrar diferentes atores sociais, o projeto amplia a capacidade de formulação de soluções conectadas às demandas reais da Amazônia.

A programação teve transmissão ao vivo pelo g1, Amazon Sat e Portal Amazônia, ampliando o alcance do debate e promovendo o acesso à informação qualificada.

Próxima etapa

Dando continuidade à agenda de debates na região, o Amazônia Que Eu Quero realiza, no dia 13 de maio, no Pará, mais um painel voltado à promoção do diálogo, da escuta ativa e da construção de soluções para o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

Com o tema “Democracia na Era Digital”, a próxima edição irá aprofundar as discussões sobre os desafios contemporâneos do ambiente digital e seus impactos na sociedade, reforçando o compromisso do projeto com a qualificação do debate público.

O público pode acompanhar todas as atualizações e a programação completa por meio das redes oficiais da iniciativa.

O Amazônia Que Eu Quero é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica.

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