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O projeto Amazônia Que Eu Quero (AMQQ), iniciativa da Fundação Rede Amazônica (FRAM), realizou nesta terça-feira (31), em Boa Vista (RR), o primeiro painel da temporada de debates de 2026, com foco na construção de soluções voltadas ao desenvolvimento sustentável da região. O encontro reuniu especialistas e representantes de diferentes áreas para discutir o tema “Democracia na era digital: a tecnologia aliada ao voto”.
O evento foi realizado no auditório do Sebrae Roraima, com formato presencial e transmissão ao vivo, reunindo representantes do poder público, especialistas, estudantes, profissionais da comunicação e membros da sociedade civil interessados no fortalecimento da democracia e no papel da tecnologia no processo eleitoral.
A programação teve início com a abertura institucional do projeto, seguida pelo painel temático mediado pelo jornalista Luciano Abreu, que conduziu o debate promovendo a integração entre diferentes perspectivas e estimulando a construção de reflexões e propostas alinhadas às demandas contemporâneas da região.
Tecnologia, informação e governança no centro da agenda democrática
Durante o painel, os especialistas apresentaram contribuições técnicas e reflexões estratégicas sobre os desafios e as oportunidades da democracia em um cenário cada vez mais digitalizado.
Fábio Rogério Santos Barros, especialista em sistemas eleitorais do Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR), destacou a tecnologia como elemento estruturante para garantir segurança, confiabilidade e eficiência ao processo eleitoral, reforçando o papel dos sistemas digitais na consolidação da democracia contemporânea.
A jornalista e pesquisadora Sheneville Araújo trouxe uma análise aprofundada sobre os impactos da informação e das tecnologias na sociedade, com ênfase na educação midiática e na necessidade de fortalecimento do pensamento crítico diante da crescente circulação de conteúdos no ambiente digital.
O coordenador do Núcleo de Prevenção à Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU) em Roraima, Celso Duarte de Sousa Júnior, abordou aspectos relacionados à transparência, ao controle social e à integridade na gestão pública, destacando a participação cidadã e a governança como pilares fundamentais para o fortalecimento institucional.
A mediação de Luciano Abreu garantiu a fluidez do debate, conectando os diferentes pontos de vista e promovendo um ambiente de escuta qualificada e construção coletiva.

Construção coletiva e sistematização de propostas
A partir das discussões, o projeto consolidou contribuições que irão compor o caderno final do Amazônia Que Eu Quero, documento estratégico que reúne propostas voltadas ao desenvolvimento sustentável da Amazônia e que será encaminhado a lideranças e instituições.
A iniciativa reforça a importância da escuta ativa e do diálogo qualificado entre poder público, iniciativa privada e sociedade civil como base para a formulação de políticas públicas mais eficientes e aderentes à realidade local.
Ampliação do alcance e fortalecimento do debate regional
A realização do painel em Roraima ampliou o alcance do projeto e reafirmou o papel do Amazônia Que Eu Quero como uma plataforma estratégica de articulação e construção coletiva de soluções para a região amazônica.
Dando continuidade à agenda de debates, o próximo painel do projeto será realizado em Macapá (AP), no dia 29 de abril, ampliando o diálogo regional e a construção de propostas alinhadas às especificidades dos territórios amazônicos.
O Amazônia Que Eu Quero é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM) e uma iniciativa do Grupo Rede Amazônica.
