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Plantar mudas é uma prática simples que carrega diversos benefícios ambientais, sociais e econômicos. Além de contribuir para a preservação do meio ambiente, melhorar a qualidade de vida e reduzir custos, a ação também garante um futuro saudável para outras gerações.
No entanto, saber produzir uma muda é tão importante quanto o processo do plantio, já que envolve os primeiros estágios de vida de uma planta. Existem duas maneiras para fazer uma muda: a partir das sementes ou por meio de uma planta adulta.
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Ambos os métodos são acessíveis e podem ser realizados até mesmo por iniciantes. Confira algumas dicas de como funcionam:
A partir das sementes
No caso do processo de escolha das sementes, a germinação é essencial. O primeiro passo é saber escolher bem as sementes e o preparo do solo. Utilize uma sementeira, espécie de canteiro ou bandeja destinado à germinação de sementes, para produzir as mudas, ou então realize o plantio diretamente no local definitivo.

Após isso, faça pequenos furos na terra com profundidade equivalente ao dobro do tamanho da semente. É recomendável colocar de duas a três sementes (dependendo da planta, verifique as orientações específicas antes) por espaço, cobrir com terra e manter o solo sempre úmido.
É fundamental manter a semeadeira num local que tenha sombra e que o local seja irrigado pelo menos 5 vezes ao dia. O uso de um borrificador é uma dica importante, pois evita o risco das sementes se desalojarem durante a irrigação.
Quando mais de uma semente germina no mesmo ponto, é necessário fazer o desbaste, que consiste na retirada ou transplante da muda menos desenvolvida para garantir espaço e nutrientes suficientes às demais. Geralmente, quando as mudas começarem a apresentar folhas, é o período ideal para realizar a transferência para vasos maiores ou local definitivo do plantio.
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A partir da planta adulta
Há duas maneiras de gerar uma muda a partir de uma planta adulta: pela estaquia (através dos ramos e caules) ou pela divisão de touceiras. O primeiro método consiste em criar uma nova planta a partir de um ramo da planta-mãe, gerando uma cópia genética.


O procedimento é simples: seleciona-se um ramo jovem, com dois ou três pares de folhas, faz-se um corte na base e coloca-se em um recipiente com água. Após o surgimento das raízes, a muda pode ser transferida para o solo.
A técnica é comum em espécies como manjericão, hortelã, alecrim, orégano, ora-pro-nóbis, suculentas, jiboia e peperômia.
Já a divisão de touceiras é indicada para plantas que crescem em grupos. Nesse caso, a planta-mãe é retirada do solo e dividida em partes, separando-se as raízes com cuidado. Como já possuem sistema radicular formado, essas mudas podem ser plantadas diretamente no local definitivo.
O método é bastante eficaz para espécies como orquídeas, bananeiras, agapantos e samambaias.
Independente do método escolhido, produzir a própria muda vai além de uma técnica de jardinagem, envolve ações essenciais para garantir plantas mais saudáveis, bem desenvolvidas e uma contribuição por um planeta mais sustentável e equilibrado.
Consciência Limpa
O Consciência Limpa é uma realização da Fundação Rede Amazônica (FRAM), com apoio da Energisa, Secretaria de Estado do Meio Ambiente (SEMA AC), Governo do Acre e apoio institucional da Organização em Centros de Atendimento (OCA), Secretaria de Estado de Administração do Acre (SEAD AC), Life Show Produções e Eventos, Instituto Descarte Correto, Duque Sustentabilidade e Estácio Unimeta.
