Pesquisadores do Inpa estão na lista dos 100.000 cientistas mais influentes do mundo

Mais de 900 nomes são de brasileiros ou de pesquisadores ligados a instituições de pesquisas do Brasil.

Os pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI), em Manaus (AM), Albertina Pimentel, Charles Clement, Philip Fearnside, e William Magnusson estão na lista dos 100 mil cientistas mais influentes do mundo. A lista foi publicada recentemente e teve como organizadores os professores da Universidade de Stanford, Jeroen Baas, Kevin Boyack, John P.A. Ioannidis e a editora Elsevier BV. Esta é a sexta versão, atualizada da lista dos melhores cientistas do mundo.

William Magnusson, conhecido no Inpa como Bill, atua no instituto desde 1979, realizando pesquisas sobre a biodiversidade da Amazônia e atualmente é coordenador do Programa de Pesquisa em Biodiversidade (PPBio). Bill diz que a conquista é gratificante e que a maioria dos trabalhos mais citados foram feitos em colaboração com temas ligados à biodiversidade, inclusive manejo de recursos e os efeitos de mudanças globais.

“A maioria dos trabalhos saiam de minhas colaborações com outros pesquisadores, especialmente aqueles no interior da Amazônia que estão trabalhando sob condições adversas e muitas vezes perigosas. Muitas vezes eles não têm condições para colaborar em tantas publicações, mas suas contribuições são essenciais. Eu vejo mais a minha inclusão na lista como uma indicação da importância do trabalho dos meus colaboradores”,

frisa.

Entre os primeiros 100 mil da lista mundial, Philip Fearnside ficou na posição 3.173, e no Brasil ficou em terceira posição em todas as áreas e na primeira posição na grande área de biologia e nas sub-áreas de Ecologia e Ciências Florestais. Fearnside já atuou em pesquisas com manejo de peixes em reservatórios na Índia e já morou em uma agrovila na rodovia Transamazônica durante dois anos coletando dados sobre capacidade e suporte humano para sua tese de doutorado na Universidade de Michigan. Atualmente está no Inpa, onde trabalha há 45 anos.

“É sempre gratificante ter o trabalho reconhecido. Eu trabalho com diversos assuntos de pesquisa que podem ser considerados de relevância, o que ajuda a explicar a alta frequência de citação. Já estou com mais de 50 mil citações no Google Acadêmico e índice “h” de 112, o que significa que 112 dos meus trabalhos foram citados pelo menos 112 vezes”, comemora.

Entre os assuntos pesquisados estão a capacidade de suporte humano e os efeitos de variabilidade, as emissões de hidrelétricas emissões dos solos na Amazônia, absorção de carbono pelas capoeiras, os processos de desmatamento e o impacto de grandes obras, fatores afetando a biomassa da floresta amazônica, inclusive a densidade da madeira, a contabilidade de carbono, especialmente o efeito do valor do tempo, e a degradação da floresta por exploração madeireira e incêndios florestais.

A sexta edição da lista utiliza o índice C para seu ranking, que é mais criterioso comparado a outros índices, pois não conta apenas o número de citações mas leva em consideração outros fatores como a posição na lista de autores de cada trabalho e a posição do ranking pelo índice “c” do autor dentro da sua área de pesquisa, além excluir autocitações. 

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