IIAP apresenta experiência imersiva que aproxima público do trabalho científico na Amazônia peruana

A produção audiovisual, gravada em 360°, permite explorar interativamente a Reserva Nacional Allpahuayo Mishana e aprender como os pesquisadores instalam armadilhas fotográficas.

Foto: Reprodução/IIAP

O Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP ), órgão do Ministério do Meio Ambiente, apresentou uma produção audiovisual imersiva que permite ao público acompanhar seus pesquisadores durante o trabalho de campo na Reserva Nacional Allpahuayo Mishana. A visita guiada mostra como os especialistas instalam armadilhas fotográficas, dispositivos de monitoramento bioacústico (AudioMoth) e realizam levantamentos de aves para gerar dados científicos.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

A experiência transporta o usuário para o coração desse ecossistema amazônico e permite que ele observe, da perspectiva dos pesquisadores, as técnicas que utilizam para monitorar a vida selvagem sem alterar seu comportamento natural. O conteúdo combina imagens em 360° com depoimentos de especialistas, que explicam a importância de cada ferramenta e sua contribuição para a pesquisa científica.

As câmeras-armadilha capturam fotos e vídeos quando ativadas por um sensor de calor infravermelho ao detectar a passagem de animais.

“Antes de instalá-las, verificamos a configuração do equipamento, o estado da bateria e a capacidade de armazenamento. Em seguida, selecionamos pontos estratégicos para obter registros confiáveis ​​da presença e atividade da vida selvagem”, explicou Fredy Arévalo Dávila, chefe do Centro de Pesquisa Allpahuayo Mishana.

IIAP apresenta experiência imersiva que aproxima público do trabalho científico na Amazônia peruana
Foto: Reprodução/IIAP

Leia também: Ciência na Amazônia: apesar do potencial imenso, desigualdade de recursos persiste

Experimento também revela os sons da Amazônia

O monitoramento também incorpora dispositivos bioacústicos AudioMoth, que gravam continuamente os sons da floresta. Usando essas gravações, os pesquisadores identificam pássaros, anfíbios, mamíferos e insetos por suas vocalizações, mesmo quando não podem ser observados diretamente.

Para proteger o equipamento das chuvas intensas da Amazônia, o IIAP utiliza invólucros herméticos feitos de materiais reutilizáveis. Estes incorporam uma membrana acústica impermeável que impede a entrada de água sem afetar a qualidade das gravações, permitindo que o monitoramento continue mesmo em condições climáticas adversas.

O vídeo também inclui excursões de observação de aves, uma atividade fundamental para a compreensão da diversidade e do comportamento das espécies que habitam as florestas de areia branca da reserva. A esse respeito, o biólogo Francisco Vázquez Arévalo, especialista em ornitologia amazônica do IIAP, observou que, durante a estação chuvosa, as gravações de áudio permitem a identificação de espécies difíceis de observar diretamente, principalmente nessas florestas.

Foto: Reprodução/IIAP

A Reserva Nacional Allpahuayo Mishana, localizada a cerca de 20 quilômetros a sudoeste de Iquitos, protege uma amostra representativa das florestas de areia branca da Amazônia peruana. Este ecossistema abriga espécies de flora e fauna altamente especializadas, muitas delas endêmicas.

As informações obtidas por meio dessas investigações fortalecem o conhecimento científico e fornecem evidências para a conservação desse patrimônio natural.

*Com informações do Instituto de Pesquisas da Amazônia do Peru

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Dia do Patrimônio Histórico: qual a importância de preservar a memória do transporte brasileiro?

O Dia do Patrimônio Histórico chama atenção para a necessidade de preservar não apenas edifícios, monumentos e documentos, mas também os bens ligados à evolução dos transportes no país.

Leia também

Publicidade