Foto: Reprodução/Suframa
Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com
Ao final da série, a coluna destaca os importantes trabalhos dos pioneiros Antônio Sérgio Mello, Ozias Monteiro Rodrigues e Flávia Barbosa Grosso.
Antônio Sérgio Mello assumiu a Suframa em 26 de abril de 1999 até 13 de agosto do mesmo ano, transmitindo o ao sucessor Ozias Monteiro Rodrigues, no dia 31 de agosto, durante a 194 ª Reunião do Conselho de Administração da Suframa (CAS). Entre as suas principais ações destacam-se: estímulo às exportações; à integração com o Mercosul, Alca e Pacto Andino; à inserção do pólo industrial de Manaus no processo de globalização da economia; ao adensamento da cadeia produtiva visando a implantação de um pólo de componentes capaz de formar uma rede de fornecedores na região; à captação de novos investimentos para a Amazônia Ocidental, incluindo o Amapá, e à formação de capital intelectual na região. Durante a sua gestão, foi dada ênfase à interiorização do desenvolvimento, com investimentos em obras de infra-estrutura por meio de convênios com os governos estaduais e prefeituras na área de atuação da ZFM, bem como ao aproveitamento racional das potencialidades econômicas regionais, como fruticultura, piscicultura, turismo e bioindústria. A responsabilidade pela estruturação de um pólo de bioindústria na ZFM foi conferida ao Centro de Biotecnologia da Amazônia (CBA), cujas obras civis tiveram início em agosto de 1999.
Ozias Monteiro Rodrigues, amazonense de Codajás, foi nomeado em 13 de agosto de 2001 para o cargo que já vinha ocupando interinamente desde 1998, como superintendente adjunto de Planejamento da Suframa. Seu programa de trabalho deu ênfase a ações importantes para o PIM com ênfase na promoção do desenvolvimento da Amazônia Ocidental, destacando-se a criação do Centro de Tecnológico do Pólo Industrial de Manaus – CT-PIM; o estímulo às exportações, o desenvolvimento das potencialidades regionais, a inauguração da sede do CBA; ações voltadas à atração de novos investidores para a Região, bem como a realização da I Feira Internacional da Amazônia – FIAM, em 2002, além de intenso programa de promoção comercial com a realização de viagens de prospecção de novos mercados a diversos países. Ficou no cargo até 09 de maio de 2003.
Flávia Skrobot Barbosa Grosso, funcionária de carreira da SUFRAMA foi nomeada em 9 de maio de 2003 e empossada dois dias depois. Amazonense, economista formada pela UFAM, concluiu pós-graduação em Planejamento do Desenvolvimento Econômico pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Foi a primeira servidora mulher na história da instituição a assumir o cargo e que permaneceu no comando da instituição por mais tempo, oito anos e seis meses. Durante sua gestão, o cenário econômico favorável do país e o aumento do nível de confiança de investidores propiciaram forte recuperação do PIM, o qual se consolidou como um dos parques fabris mais modernos e pujantes da América Latina, saltando de um faturamento de US$ 10 bilhões em 2003 para US$ 35 bilhões em 2010. Outra grande marca refere-se ao incremento da capacidade de geração de empregos diretos, quando alcançou 100 mil postos de trabalho. Nesse período a autarquia investiu mais de R$ 300 milhões em ações de interiorização do desenvolvimento com o objetivo de fortalecer as atividades econômicas em toda a área de atuação da Suframa (Acre, Amazonas, Rondônia, Roraima e os municípios de Macapá e Santana, no Amapá). Esses recursos, oriundos da Taxa de Serviços Administrativos (TSA) arrecadadas junto às empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus, contribuíram para a viabilização de projetos de apoio à produção, infraestrutura econômica, turismo, Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) e capacitação de recursos humanos. Flávia Grosso foi substituída pelo economista e servidor de carreira da Suframa, Oldemar Ianck, que exerceu o cargo interinamente até outubro de 2011.
Sobre o autor
Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).
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