Vice Geraldo Alckmin defende exploração de silvinita do Amazonas e conclusão da BR-319

Vice-Presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços participou da 313ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa, comemorativa dos 57 anos da autarquia.

Durante a 313ª Reunião Ordinária do Conselho de Administração da Suframa – CAS, comemorativa dos 57 anos da autarquia, realizada no último dia 28 de fevereiro sob a presidência do Vice-Presidente da República e Ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, dois pontos sensíveis para o futuro da economia do Amazonas e da Amazônia Ocidental se destacaram: a defesa da exploração sustentável das minas de silvinita (rocha de onde se extrai o potássio, matéria prima essencial à indústria de fertilizantes) e da pavimentação da BR-319, única ligação rodoviária do Amazonas e Roraima a Porto Velho e ao resto do Brasil. 
A reunião do CAS aprovou 33 projetos industriais e de serviços, dos quais 15 de implantação, 13 de diversificação e cinco de atualização, com investimentos programados de R$ 1,2 bilhão (US$ 249 milhões) e expectativa de gerar 1.084 novos postos de trabalho diretos e faturamento da ordem de R$ 6,4 bilhões (US$ 1,3 bilhão) ao final de três anos. A primeira reunião do CAS de 2024 contou com a participação do superintendente da Suframa, Bosco Saraiva, do ministro de Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequena Porte, Márcio França, do governador do Amazonas, Wilson Lima, do vice-governador do Amazonas, Tadeu Silva, do senador do Amazonas Omar Aziz, do senador de Roraima Chico Rodrigues, do prefeito de Manaus, David Almeida, do vice-governador de Roraima, Edílson Lima, além de conselheiros, autoridades, parlamentares, representantes de entidades de classe e governantes da área de atuação da Autarquia. 

Segundo o governador Wilson Lima a exploração de silvinita no município de Autazes (a 111 quilômetros de Manaus) é uma das prioridades de seu mandato, sobretudo porque contribuirá para a autossuficiência do consumo de potássio no Brasil. O mineral é largamente empregado na composição do NPK – junto com nitrogênio (N) e fósforo (P) – de uso intensivo na agropecuária. O projeto, afirmou, não é apenas do Amazonas, mas tem amplo apoio das autoridades governamentais, a ponto de ganhar um capítulo à parte no Plano de Diretrizes e Estratégias para o Desenvolvimento Econômico Sustentável do Amazonas. 
Foto: Soraia Joffely/g1 Amazonas

Para o Vice Geraldo Alckmin os dois empreendimentos – um privado, para exploração de potássio, e outro público, de pavimentação da rodovia BR-319 – são sensíveis para a região amazônica, embora contem com objeções dentro do próprio governo Lula (PT), sobretudo da ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, e dos órgãos de sua alçada para controle ambiental Ibama e ICMBio. Tanto o potássio quanto a rodovia são vitais para o desenvolvimento econômico da Amazônia Ocidental.

“Sobre o potássio, acredito que se possa ter um bom avanço”, disse Alckmin. “Potássio é mina, eu não escolho, é natureza. É fundamental para a produção de alimentos e à saúde humana com tecnologia de sustentabilidade ambiental. Estou confiante de que teremos uma boa solução, que vai gerar riqueza e trazer segurança alimentar”, salientou. No tocante à BR-319, Alckmin afirmou que um grupo de trabalho foi criado pelo Ministério dos Transportes numa tentativa de conciliar pavimentação e sustentabilidade, segundo o presidente em exercício.

O presidente da Potássio do Brasil, Adriano Espeschit, reafirmou o compromisso do Projeto Potássio Autazes com a sustentabilidade, o meio ambiente e o desenvolvimento econômico e reforçou que não haverá desmatamento de nenhuma área para a implantação fabril e exploração do minério, no município de Autazes (AM). E acrescentou que o Projeto promoverá reflorestamento na região, seguindo rígidos critérios de ESG (Environmental, social, and corporate governance), sigla de meio ambiente, social e governança, em inglês, para denominar as ações de sustentabilidade empresarial. A empresa considera que o projeto atende às demandas dos amazonenses de diversificação e interiorização econômica do modelo Zona Franca de Manaus.

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA), da Academia de Letras, Ciências e Artes do Amazonas (ALC EAR), do Grupo de Estudos Estratégicos Amazônicos (GEEA/INPA) e do Conselho Regional de Economia do Amazonas (CORECON-AM).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista 

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