Porto de Honra da ACA reúne expressiva representação das classes empresariais do Amazonas e anuncia guia tributário

O Porto de Honra, de origem portuguesa, por força da comunidade Luso Brasileira, fundadora da ACA, faz parte de seu calendário há mais de cem anos. Trata-se de um momento de confraternização e de comemoração das conquistas realizadas a cada final de exercício.

Foto: Paulo Pereira

Por Osíris M. Araújo da Silva – osirisasilva@gmail.com

Na noite de quarta-feira, 17, a Associação Comercial do Amazonas (ACA) promoveu seu tradicional “Porto de Honra”, oportunidade em que a entidade celebrou o encerramento das atividades do ano. O evento contou com a presença de extensa lista de diretores e associados, empresários, presidentes de sindicatos, autoridades civis e militares. Além do presidente Aderson Frota, da Fecomércio, dos ex-presidentes Jorge Lima, Ataliba David Antonio Filho e Gaitano Antonaccio, presidente por dois mandatos e membro do Conselho Superior da Casa.

Antonaccio, na oportunidade recebeu justa menção e o reconhecimento do presidente Bruno Loureiro pelos relevantes serviços prestados à classe. Também homenageado o ex-diretor da ACA Ambrósio Assayag, a quem a ACA dedicou uma placa de homenagem por sua constante atuação em favor dos interesses do setor comercial amazonense. O relatório de atividades do exercício 2025 foi apresentado em vídeo pelo vice-presidente Paulo Couto, 40 anos dedicados à Associação. Merece destaque a performance da banda de flautas dos alunos do Colégio da Polícia Militar.

O Porto de Honra, de origem portuguesa, por força da comunidade Luso Brasileira, fundadora da ACA, faz parte de seu calendário há mais de cem anos. Trata-se de um momento de confraternização e de comemoração das conquistas realizadas a cada final de exercício. Destacando-se a celebração, no dia 18 de junho, dos 154 anos de fundação da entidade marcados por ininterruptos trabalhos realizados em prol do segmento comercial, de serviços e da sociedade em geral, com ênfase à sua ativa participação no movimento pela criação da Zona Franca de Manaus e como colaboradora na condição de Órgão Consultivo dos governos federal, estadual e municipal. Como enfatiza o presidente Bruno Loureiro Pinheiro, “construindo, fortalecendo relacionamentos e desenvolvendo ações em favor do desenvolvimento social e econômico de nossa terra”.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

reuniao aca amazonas fim do ano 2025
Foto: Paulo Pereira

Bruno Pinheiro, na ocasião, ressaltou a aprovação pela Câmara dos Deputados, segunda-feira, 15/12, do texto base do projeto de regulamentação do Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços (PLP 108/24), o qual estabelece normas operacionais sobre a Reforma Tributária essenciais à segunda fase do novo sistema tributário do país. Em relação ao Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e ao Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD), define regras cruciais sobre fiscalização, penalidades e repasse de receitas para estados e municípios, já aprovado no Congresso e aguardando sanção presidencial. O Comitê Gestor, pela regulamentação do PLP 108/24, será uma entidade pública sob regime especial, com independência técnica, administrativa, orçamentária e financeira.

O Conselho Gestor do IBS (CG-IBS) será composto por 54 membros, divididos paritariamente entre as esferas estadual e municipal. A bancada dos estados e do Distrito Federal terá 27 membros, os quais serão indicados diretamente pelos governadores. Já a bancada dos municípios será composta por eleição de 14 membros que representarão a maioria numérica dos municípios (pequenas e grandes cidades), e 13 membros via eleição por voto ponderado, representando os grandes centros urbanos e capitais (Manaus incluída). Embora tenha sede permanente em Brasília, o Comitê não pertence a nenhum estado, atuando como uma autarquia federativa. Vale salientar, de acordo com o Guia da ACA, que a arquitetura decisória do CG-IBS foi o ponto onde houve maior discussão política no curso da tramitação por gerar forte disputa entre grandes e pequenos centros populacionais.

O Guia Tributário da ACA, de responsabilidade do diretor da entidade, advogado Pedro Câmara Junior, destaca, como principais pontos do PLP 108/2024:

  • Comitê Gestor do IBS (CG-IBS), órgão responsável por gerir o IBS, imposto que substituirá o ICMS e o ISS;
  • Regulamentação do IBS: define as regras de contencioso administrativo, devolução de créditos, uso de fundos e operacionalização do “split payment”;
  • Regulamenta o ITCMD (Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação): uniformiza suas regras, afetando heranças e doações, com foco em estruturas patrimoniais e sucessórias;
  • Imposto Seletivo (IS): estabelece limites para o imposto sobre produtos específicos, como bebidas açucaradas (teto de 2%);
  • Fiscalização e Contencioso: institui a Câmara Nacional de Integração do Contencioso do IBS e CBS para resolver divergências;
  • Competência Municipal: Dá lastro legal à Contribuição para Iluminação Pública (COSIP), incluso monitoramento de segurança.

Leia também: Biomas amazônicos: fornecedores de carnes de animais silvestres, ricas em valor nutricional, como fonte de alimentos dos povos da floresta

Sobre o autor

Osíris M. Araújo da Silva é economista, escritor, membro do Instituto Geográfico e Histórico do Amazonas (IGHA) e da Associação Comercial do Amazonas (ACA).

*O conteúdo é de responsabilidade do colunista

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Rabada no tucupi: prato típico do Acre gerou curiosidade depois de ser tema de conversa no BBB 26

Receita acreana, rabada no tucupi foi citada pela paraense Marciele durante diálogo com Leandro dentro da casa do reality show.

Leia também

Publicidade