Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras é o único do Amapá no Registro Nacional de Museus

O museu amapaense passa a integrar formalmente o sistema museológico brasileiro e consolida o estado no mapa nacional das políticas públicas para a cultura e a memória.

Foto: João Felipe Santos Andrade

O Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras alcançou um marco histórico ao obter o Registro de Museus junto ao Instituto Brasileiro de Museus (Ibram). Com a certificação, a instituição torna-se a única do Amapá oficialmente registrada no sistema museológico federal.

O reconhecimento consolida o espaço como referência na preservação, valorização e difusão das memórias negras no estado. A conquista também fortalece a presença do Amapá no cenário nacional das políticas públicas de cultura.

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Registro nacional consolida reconhecimento institucional

O Registro é um instrumento previsto no Estatuto de Museus (Lei nº 11.904/2009). Ele tem como objetivo estimular a formalização das instituições museológicas no país.

Diferente do Cadastro Nacional, o registro exige análise técnica e verificação de critérios legais. Esse processo garante que a instituição cumpra requisitos como caráter permanente, acesso público, ausência de fins lucrativos e compromisso com a preservação do patrimônio cultural.

Com o registro aprovado, o local passa a integrar formalmente o sistema museológico brasileiro.

Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras no Amapá
Foto: João Felipe Santos Andrade

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Museu já integrava o Cadastro Nacional

Antes do registro, o Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras já constava no Cadastro Nacional de Museus (CNM). Criado em 2006, o CNM mapeia e reúne informações qualificadas sobre os centros dedicados à memória do Brasil.

O cadastro reúne dados como localização, funcionamento, estrutura, acervo e serviços oferecidos ao público. Atualmente, mais de 3.900 museus integram a base nacional.

Plataforma MuseusBr amplia transparência e participação social

As informações são organizadas por meio da Plataforma MuseusBr, adotada pelo Ibram desde 2015. A plataforma passou por reformulação e ganhou nova versão em 2024. A ferramenta tornou-se mais dinâmica, colaborativa e acessível à sociedade.

O sistema permite a participação direta de gestores, pesquisadores e profissionais da área. Também fortalece a produção de dados e o acesso à informação sobre os acervos brasileiros.

A iniciativa contribui para dar visibilidade à diversidade de experiências museológicas existentes no país.

Sala de Exposição Permanente - Literatura apresenta o acervo que traduz a essência do Museu de Artes, Culturas e Memórias Negras
Foto: João Felipe Santos Andrade

Valorização da memória negra e da cultura amapaense

O registro reforça o compromisso com a valorização da memória negra, dos saberes ancestrais e das expressões culturais afro-brasileiras. A conquista representa um avanço para a democratização do acesso à cultura e para o fortalecimento da identidade histórica do Amapá.

Com o reconhecimento federal, o acervo amapaense amplia suas possibilidades de atuação, articulação institucional e acesso a políticas públicas voltadas ao setor cultural.

*Com informações da Prefeitura de Macapá

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