Foto: Reprodução/livro ‘Manaus, entre o passado e o presente’, do escritor Durango Duarte
Manaus (AM) reúne histórias que atravessam gerações e revelam as transformações urbanas, culturais e econômicas da capital amazonense. Fundada em 24 de outubro de 1669, a cidade completa em 2026, 357 anos de história marcada pela arquitetura histórica e pela importância para a economia brasileira.
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Ao longo dos séculos, a capital passou por mudanças que podem ser observadas em ruas, praças, monumentos e paisagens que fazem parte da memória dos moradores. Registros antigos, comparados a fotografias atuais, ajudam a entender como Manaus cresceu e como alguns de seus principais pontos turísticos ganharam novas características.
Em 1920, a população de Manaus era estimada em aproximadamente 75,7 mil habitantes. Mais de um século depois, a cidade alcançou 2.327.101 habitantes, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), consolidando-se como a mais populosa da Região Norte e a sétima mais populosa do Brasil.
Entre os locais que ajudam a contar a trajetória da cidade estão a Praça do Relógio, a Avenida Eduardo Ribeiro, o Teatro Amazonas, a Praia da Ponta Negra e a travessia do Rio Negro, que passou por mudanças significativas com a construção da Ponte Jornalista Phelippe Daou.
Praça do Relógio
Um dos pontos tradicionais do Centro Histórico de Manaus, a Praça do Relógio é conhecida pelo monumento que marca a passagem do tempo e pela proximidade com outros espaços históricos da cidade. A praça está localizada próximo a avenida Eduardo Ribeiro e ao porto de Manaus, e integra uma área que preserva referências da urbanização de Manaus, especialmente do período de prosperidade econômica impulsionado pelo ciclo da borracha.
Mesmo com as transformações, o relógio permanece como uma das referências visuais da região central. Veja o antes e depois da Praça do Relógio:


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Avenida Eduardo Ribeiro
A Avenida Eduardo Ribeiro é uma das vias mais emblemáticas de Manaus. Situada no Centro, ela reúne construções históricas e está ligada ao processo de modernização urbana que marcou a capital entre o final do século XIX e o início do século XX.
Ao longo do tempo, a via passou por alterações na paisagem e no uso dos espaços. Veja o antes e depois da Avenida Eduardo Ribeiro:


Teatro Amazonas
Inaugurado em 1896, o Teatro Amazonas é um dos maiores símbolos culturais e arquitetônicos de Manaus. Construído durante o período da borracha, o monumento representa a influência europeia na arquitetura da época e permanece como palco de espetáculos, concertos e eventos culturais.
Originalmente associado a tons rosa-terrosos, o prédio passou por uma fase em que recebeu pintura azul-acinzentada, na década de 1970. Posteriormente, restaurações realizadas nos anos 1990 recuperaram características visuais tradicionais da construção.
A cúpula colorida, os detalhes arquitetônicos e a localização no Largo de São Sebastião fazem do teatro um dos cartões-postais mais conhecidos da capital. Veja o ante e depois do teatro Amazonas e do seu entorno:


Praia da Ponta Negra
Às margens do Rio Negro, a praia da Ponta Negra é um dos espaços de lazer mais conhecidos de Manaus. O local reúne calçadão, áreas de convivência, opções gastronômicas e uma paisagem marcada pelas águas escuras do rio.
O nome Ponta Negra está relacionado à formação de uma ponta na margem do Rio Negro, associada às pedras de coloração escura presentes na paisagem.
A faixa de areia natural era relativamente pequena, e durante as intervenções urbanísticas realizadas na década de 1990, houve ampliação da praia com a utilização de areia transportada de outras localidades.
Veja o antes e depois da Praia da Ponta Negra:


A travessia do Rio Negro antes da ponte
Antes da inauguração da Ponte Jornalista Phelippe Daou, em 2011, a travessia entre Manaus e Iranduba era realizada principalmente por embarcações, incluindo balsas e barcos. O deslocamento pelo Rio Negro fazia parte da rotina de moradores, trabalhadores e comerciantes que precisavam circular entre a capital e os municípios da região metropolitana.
A construção da ponte, com aproximadamente 3,6 quilômetros de extensão, mudou a dinâmica da mobilidade regional e facilitou o deslocamento. Veja o antes e depois da travessia do Rio Negro:


Mercado Municipal Adolpho Lisboa
Conhecido como Mercadão, o Mercado Municipal Adolpho Lisboa é um dos maiores símbolos históricos, arquitetônicos e culturais de Manaus. Oficialmente inaugurado em 1883, o nome do local homenageia Adolpho Lisboa, engenheiro e prefeito de Manaus na época da administração e estruturação do projeto.
Originalmente, sua fachada principal voltava-se para o Rio Negro, principal via de chegada dos alimentos e mercadorias, porém essa conexão mudou em 1980 com a construção da Manaus Moderna. O mercado foi tombado como Patrimônio Histórico Nacional pelo IPHAN em 1987, integrado ao Livro das Belas Artes.
O prédio passou por um grande processo de revitalização e restauro, ficando fechado de dezembro de 2006 até ser reaberto em outubro de 2013. Veja o antes e depois do Mercado:


Uma cidade em constante transformação
A história de Manaus não se resume aos monumentos e às paisagens. A capital também ocupa posição de destaque na economia brasileira por causa da Zona Franca de Manaus, que reúne atividades industriais de setores como eletroeletrônicos, duas rodas e metalurgia.
A cidade também tem uma trajetória pioneira na modernização urbana. No final do século XIX, Manaus esteve entre as primeiras cidades brasileiras a receber iluminação elétrica e bondes elétricos.
O aniversário de Manaus celebra a história de uma cidade que cresceu às margens do Rio Negro e se tornou um dos principais centros urbanos da Amazônia.
