Foto: Heloíse Bastos/Portal Amazônia
“Da baixa, é força, é segredo, é deusa que baila ao som da canção”. O trecho da toada ‘Rainha Encarnada’, do Boi-bumbá Garantido, resume a participação de Lívia Christina na disputa por uma vaga no Big Brother Brasil 2026 (BBB26).
📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp
Com a garra e determinação da mulher amazônida, a artista até que tentou, mas depois de enfrentar 96 horas de confinamento no Quarto Branco e três dias na Casa de Vidro, ela optou por aceitar um prêmio alternativo, de R$ 50 mil, e desistiu de entrar na casa mais vigiada do Brasil.
Uma semana depois de apertar o botão, a Rainha do Folclore conversou com o Portal Amazônia sobre a experiência vivida durante as dinâmicas do reality e revelou alguns detalhes curiosos.
Confira a entrevista exclusiva com Lívia Christina:
Portal Amazônia: Foram três dias na Casa de Vidro e depois mais quatro no Quarto Branco. O que te fez apertar o botão de desistência?
Lívia Christina: Acredito que foi a empatia. Foi pelo emocional. Ali no Quarto Branco tinha uma história mais linda que a outra, são pessoas maravilhosas, pensei nas meninas. Já estava no meu limite e de qualquer forma, eu ia continuar o meu trabalho de volta, ser item de Parintins, trabalhar com publicidade e poder dá uma vida financeira estável pra minha família. Então, eu entendi que naquele momento a proposta ia abrir as portas para mim e hoje eu estou feliz pela decisão, vou poder ajudar na casa da minha mãe, pagar as contas e limpar meu nome sujo (risos).
Portal Amazônia: Durante o período de confinamento do Quarto Branco, o que te ajudou a se manter lá dentro?
Lívia Christina: Me apeguei na fé e no meu silêncio, porque eram muitos pensamentos aleatórios. Pensava na minha mãe, nela rezando para que eu não sentisse fome nem sede, então ficava muito quieta, no meu silêncio, pensando nas estratégias para seguir firme dentro do Quarto Branco.
Portal Amazônia: E como foi a experiência no quarto? Perguntaram muito sobre a Amazônia?
Lívia Christina: Por conta da minha característica indígena, eles perguntaram de qual região eu era e falei que sou do Amazonas, de Parintins. Conversamos sobre a nossa cultura, nossa gastronomia, falei sobre o nosso tambaqui, o tucumã, x-caboquinho, expliquei tudo para eles, inclusive do nosso festival, que é o maior evento folclórico do Brasil.
Portal Amazônia: Teve um infeliz caso de xenofobia envolvendo o termo “índio”, quando um participante se referiu às pessoas que moram na região Norte. Muitas vezes você já se viu nessa situação, com a necessidade de corrigir o tempo e explicar?
Lívia Christina: O Norte, por ser distante das outras regiões do Brasil, muita gente não entende que esse termo é pejorativo, quem colocou isso foram os primeiros colonizadores ao se referirem à Índia (à época os colonizadores confundiram, acreditando que tinham chegado no outro país). Expliquei sobre isso, que agora o termo indígena conta mais sobre a nossa história, nossa essência e identidade.
Saiba mais: Portal Amazônia responde: qual a diferença entre os termos índio, indígena e indigenista?
Portal Amazônia: Se você entrasse no BBB, o que não iria faltar na sua mala? O que levaria da nossa culinária?
Lívia Christina: Com certeza, não iria faltar roupa vermelha, meus acessórios, o meu amuleto, farinha. Eu amo tucumã, ia levar uma saca de tucumã (risos).
Portal Amazônia: E qual remédio amazônico você não poderia não levar para o BBB?
Lívia Christina: Égua, com certeza a minha andiroba e copaíba.

Portal Amazônia: Qual seria o tema da festa da líder Lívia Christina na casa?
Lívia Christina: Festival Folclórico de Parintins, sem dúvida, para falar da nossa cultura. Ia tocar muita toada de boi-bumbá, do Garantido, do Caprichoso, muito tic-tic-tac, para gente curtir bastante e poder contar um pouco sobre nossa história de Parintins.
Leia também: BBB 26: Marciele Albuquerque e Lívia Christina, as representantes da cultura no Norte
Portal Amazônia: Quem do Quarto Branco você levaria para o seu quarto do líder?
Lívia Christina: Eu levaria as meninas, o Boneco (Leandro) também levaria, talvez não o Matheus porque ele poderia me decepcionar no decorrer do jogo, assim como aconteceu lá no quarto branco quando ele me colocou como líder ali do grupo. Então, o único que eu não levaria seria ele.
Portal Amazônia: Existe muita comparação entre você e as outras itens do festival ligadas ao BBB (Isabelle Nogueira e, agora, a Marciele Albuquerque). Como você recebe isso?
Lívia Christina: Eu acho que é preciso ter respeito com as identidades de cada uma. A gente carrega a mesma cultura, a mesma história, o mesmo povo, mas com personalidades diferentes. É preciso que respeitem a história de cada uma de nós, como nos vestimos, o que usamos. Isso é triste e penso que é preciso entender e respeitar cada uma com sua personalidade.
Portal Amazônia: E falando em Marciele, qual o recado que você deixa para ela?
Lívia Christina: Minha mana, você está brilhando, está representando muito bem a nossa história e cultura, que Deus te abençoe muito aí, pode ter certeza que tanto Garantido quanto Caprichoso vão se unir para que a gente eleve o nosso festival. Tenha uma história muito linda e segure firme aí que aqui fora estamos fazendo nosso papel.
