Fotógrafo registra festival que celebra cultura ancestral do povo Shawãdawa, no Acre

O fotógrafo Cleiton Lopes captou imagens da festa que celebra a cultura do povo originário Shawãdawa, da Aldeia Foz do Nilo, em Porto Walter.

Foto: Cleiton Lopes/Secom A

O 6º Festival Kãda Shawã Kaya, na Aldeia Foz do Nilo, no município acreano de Porto Walter (AC), marcou um momento importante para o Povo Shawãdawa. Entre 8 e 11 de janeiro os indígenas celebraram sua cultura ancestral por meio de pinturas corporais, vestimentas originais, arcos e flechas, cantos e danças inspiradas na rica natureza da floresta.

Um dito popular afirma que “uma imagem vale mais do que mil palavras”. E toda a profusão de cores e formas do festival foi captada pelas lentes do fotógrafo Cleiton Lopes, do Governo do Acre, que montou um verdadeiro estúdio fotográfico para registrar o festival com foco, sobretudo, nos personagens que participaram das festividades.

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6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC

Os aspectos humanos e criativos do povo Shawãdawa foram registrados e o resultado é um arquivo fotográfico que servirá de referência para quem quiser estudar a cultura dos povos originários do Acre.

A beleza indígena e o vigor desse povo, que sofreu no passado um massacre cultural, não podendo praticar os seus costumes, espiritualidade e idioma, passaram por uma regeneração profunda nos mais recentes anos. 

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6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC

O concurso de beleza nas vestimentas originais, a disputa de arco e flecha, as brincadeiras, as danças e cantorias, as pinturas corporais, as cerâmicas e artesanatos estão detalhados nas fotografias que agora constituem um registro antropológico da Nação Shawãdawa, conhecidos como “Arara”.

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6º Festival Kãda Shawã Kaya. Foto: Cleiton Lopes/Secom AC

Povo Shawãdawa

O povo Shawãdawa também é conhecido como Arara. A história descrita no site da Comissão Pró-índio (CPI-AC), diz que um ‘branco’ (não indígena) andava caçando na mata e o indígena Arara também, quando os dois se encontraram e o ‘branco’ perguntou: “Como é o nome do seu povo, compadre?”.

O indígena não entendeu a pergunta, mas ele tinha matado uma arara, a levantou e mostrou pro ‘branco’. Com isso, ele entendeu: “Ah, o nome do teu povo é Arara”.

De acordo com a comissão, as terras indígenas se concentram no Igarapé Humaitá, com 87.572 hectares e Jaminawa Arara do Rio Bajé, com 28.926 hectares e que abrangem as cidades de Porto Walter, Tarauacá, Marechal Thaumaturgo e Jordão. Saiba mais AQUI.

*Material originalmente publicado pela Agência de Notícias do Acre, com informações de Nelson Liano

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