Foto: Divulgação
Foi em 1996, entre uma conversa de bar e o desejo de brincar o carnaval à moda antiga, que o multiartista e ícone cultural de Belém (PA), Elói Iglesias, criou o bloco Fofó de Belém. A primeira experiência foi intimista: uma festa para poucas pessoas embalada por charangas — aquelas bandas de sopro que ecoam os carnavais de outros tempos no Brasil. E o que começou tímido e pequeno ganhou corpo, voz e rua.
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Desde então, o bloco Fofó de Belém nunca deixou de acontecer. Cresceu, ocupou o espaço público, aumentou o número de brincantes e se consolidou como um dos blocos mais irreverentes da capital paraense, mantendo viva a essência do carnaval de rua raiz, democrático e popular.
O artista conta sobre a evolução do bloco e curiosidades dessa história:
Por que o bloco se chama Fofó de Belém?
Elói Iglesias: Fofó é um estado de espírito, um universo paralelo em que tu te reinventas através do carnaval. Significa irreverência, exagero, deboche, liberdade de expressão e brincadeira carnavalesca. Muitas vezes, está ligado a fantasias extravagantes, humor e sátira, quebra de normas de gênero e expressão artística e popular.
Quais dias o bloco geralmente sai às ruas da cidade?
Elói Iglesias: Nós saímos todos os domingos do pré-carnaval. Somos um bloco público, de rua, então nosso itinerário geralmente é a Cidade Velha. Inclusive, vamos começar o nosso pré-carnaval na Domingueira, por isso será o nosso primeiro grito carnavalesco.
Desde que o bloco começou até hoje, aumentou o número de brincantes?
Elói Iglesias: Ah, aumentou bastante. Somos um bloco de rua, e quem vai passando vai brincando com a gente. Acredito que desde janeiro as pessoas já estão ávidas pelo carnaval, para sair no início do ano, encontrar os amigos, dançar, bater papo.

Qual é o símbolo do bloco Fofó de Belém?
Elói Iglesias: O nosso símbolo é um urubu, que é um pássaro que mexe com vários imaginários da cidade.
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O que o público pode esperar do 1º grito de carnaval do Fofó de Belém na Domingueira?
Elói Iglesias: Um show bastante eclético, com tecnobrega, marchinhas antigas, marchinhas novas, músicas da Anitta, da Gaby Amarantos. É uma mistura de banda com charanga, bem paraense. Também vou cantar músicas autorais do meu álbum “Iguana Maldita” e sucessos como “Pecado de Adão”.
E qual a expectativa de tocar na Domingueira?
Elói Iglesias: A melhor possível. Nesse início de ano, já participar de uma programação gratuita é muito importante. Toda a programação está muito legal, pensada para as pessoas dançarem e se divertirem. Começar 2026 se divertindo é muito bom.
Com quase três décadas de história, o Fofó de Belém segue reafirmando o carnaval como espaço de encontro, liberdade e invenção — na rua, sem cordas e com muito deboche.
Fofó na Domingueira
A Domingueira é um projeto da Prefeitura de Belém, realizado por meio da Secretaria Executiva de Políticas Públicas e Bem-Estar Social (Sepes), e já se consolidou como uma das maiores políticas públicas da gestão municipal.
O Fofó de Belém é uma das atrações da Domingueira especial em comemoração aos 410 anos de Belém. O bloco promete muito fôlego e alegria no primeiro grito de carnaval 2026 da cidade. A festa gratuita é no domingo (11), a partir das 15h, no Portal da Amazônia.
*Com informações da Agência Belém
