Dia do Leitor: entre páginas e telas, hábito de ler resiste

Hoje, celulares, tablets e computadores oferecem acesso rápido às histórias para os leitores e os livros digitais tem ganhado espaço.

Dia do Leitor é celebrado em 7 de janeiro. Foto: Reprodução/Freepik

Abrir um livro. Virar a página. Fixar o olhar em palavras, frases e histórias. A leitura resiste as transformações digitais e até pega carona nela para se manter viva. Entre páginas e telas, nesta quarta-feira (7) é celebrado o Dia do Leitor, data que reforça a importância do hábito, seja no livro físico ou no digital.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

Para a professora de teatro em Manaus (AM), Anate Diniz, ler é guardar memória. Um hábito construído desde cedo que hoje atravessa a vida pessoal e profissional.

“A leitura sempre foi um crescimento pessoal pra mim. Não é só aprender pra ensinar alguém, é algo que transforma a gente por dentro. Eu gosto do livro físico, de pegar, virar as páginas, sentir o tempo da leitura. Isso cria uma conexão muito maior”.

Apesar disso, os livros digitais também ganham espaço. Hoje, celulares, tablets e computadores oferecem acesso rápido às histórias. Para a coordenadora editorial Neiza Teixeira, a tecnologia ajuda, mas exige dedicação.

“Muita gente diz que lê, às vezes até inventa que leu. Mas ler exige sentar, dedicar tempo e atenção. Hoje, o celular facilita: se você não sabe o significado de uma palavra, está ali ao alcance da mão. Antes era preciso recorrer ao dicionário pesado, como o Aurélio”, diz.

Dia do leitor, clube do livro amazonas
Clube do Livro ajuda a manter hábito da leitura em dia. Foto: José Lima/Rede Amazônica AM

Leitores mudam de hábito com a tecnologia

Mas nem sempre o acesso se transforma em hábito. Segundo a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, publicada em 2024, apenas 40% da população do Amazonas é considerada leitora. A falta de tempo é o principal motivo apontado por quem lê pouco ou deixou de ler.

Mesmo com os desafios, a leitura resiste. Em livrarias do Centro de Manaus, os livros continuam sendo folheados e levados para casa. Além disso, clubes de leitura mantêm o hábito vivo e tornam a experiência coletiva.

Leia também: Hábito de ler: jovens amazônidas contam como hobby se tornou estilo de vida

“Quando a leitura é compartilhada, ela se torna mais possível dentro da rotina”, afirma Marjorie Tavares, coordenadora de um clube do livro.

A produção local também segue ativa. Autores amazonenses continuam publicando obras e ampliando o acesso às histórias.

Para a escritora Giulietta Carvalho, o papel do leitor é essencial: “Seja no papel ou na tela, ler ainda é um ato de escolha. Um tempo que a gente decide guardar”.

No Dia do Leitor, fica o convite: abrir um livro, virar a página e descobrir novos mundos, como lembra Neiza Teixeira. “Se você quer conhecer o mundo, leia. Kant, por exemplo, nunca saiu da cidade onde nasceu, mas viajou o mundo inteiro por meio da leitura”.

*Por Catiane Moura, da Rede Amazônica AM

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

Estudo mostra que Manaus enfrenta desafios de infraestrutura para avançar na bioeconomia

O estudo destaca que Manaus ocupa posição estratégica na região, mas enfrenta obstáculos que podem comprometer sua competitividade nos próximos anos.

Leia também

Publicidade