Primeira da Amazônia, a Fonoteca Satyro de Mello é a segunda mais antiga do Brasil

Com o objetivo de ampliar o alcance da cultura e da música, a Fonoteca Satyro de Mello é considerada a primeira fonoteca da Amazônia e promove, nesta terça-feira, a Audição de Vinil do álbum “Exagerado” do Cazuza.

Foto: Valéria Ramos/FCP

Inaugurada em 26 de junho de 1987, a Fonoteca Satyro de Mello, localizada em Belém (PA), na Biblioteca Pública Arthur Vianna (BPAV), é a segunda mais antiga do Brasil, perdendo apenas para a Fonoteca Neotropical Jacques Vielliard, de São Paulo (SP), segundo dados da BPAV.

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A fonoteca paraense foi criada a partir da aquisição do acervo fonográfico do colecionador Ricardo Pereira, do Rio de Janeiro. “A coleção de discos foi vendida por Pereira pelo valor simbólico de 600 mil cruzados para a Fundação Cultural do Pará Tancredo Neves”, informa a BPAV. 

O nome ‘Satyro de Melo’, trata-se de uma homenagem ao músico paraense Raimundo Satyro de Mello, considerado por estudiosos o primeiro arranjador de músicas para discos do Brasil. Atualmente ela possui possui mais de 30 mil exemplares.

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Os conteúdos disponíveis vão desde obras eruditas (concertos musicais, recitais e clássicos do Jazz) à músicas infantis (Xuxa, Trem da Alegria e Turma do Balão Mágico). Para ter acesso, o visitante deve escolher o que deseja escutar no catálogo e informar para o funcionário o Disco ou CD selecionado para ser escutado de forma individual em fones no local.

Além de disponibilizar parte do acervo para consulta e audição local, a fonoteca também promove atividades de workshops e palestras de forma gratuita. 

Um exemplo é o projeto ‘Audição de Vinil’, criado em 2024. Em abril deste ano, houve a audição do álbum ‘Exagerado’, de Cazuza, lançado em 1985, com a mediação de Alexandre Roseno, servidor da Fundação Cultural do Pará (FCP). “O projeto é um sucesso, desde a realização da audição do trabalho de Maria Bethânia”, lembra.

Roseno refere-se à primeira edição do projeto, realizada em junho de 2024, em comemoração aos 78 anos da cantora Maria Bethânia, com a audição de vinil do álbum ‘Álibi’, que faz parte do acervo da fonoteca. Ele também foi o mediador da edição.

Outra atividade realizada pela fonoteca é a ‘Ouvir e Conhecer’. No Carnaval deste ano, por exemplo, a audição especial de vinil foi do LP das Escolas de Samba do Rio de Janeiro, de 1989, mergulhando nos sambas-enredo.

Guiada por Wander Nunes, carnavalesco que tem forte ligação tanto com as escolas de samba do Rio quanto de Belém, o público participou de uma imersão no processo de gravação e no contexto cultural da obra. A atividade visa engajar o público a conhecer mais sobre o vinil, além de fazer uma reflexão sobre a importância da preservação dos discos e o papel da música na cultura popular.

Foto: Reprodução/FCP

Para quem quiser conhecer a Fonoteca Satyro de Melo, ela está localizada no 3º andar na Biblioteca Pública Arthur Vianna, na Avenida Gentil Bittencourt, n° 650, no bairro Nazaré (Belém/PA).

*Com informações da Fundação Cultural do Pará (FCP) e Biblioteca Pública Arthur Vianna (BPAV)

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