Bosque da Ciência abre programação de 2026 com exposição fotográfica sobre a Amazônia

A exposição propõe uma reflexão sobre as crescentes ameaças à Amazônia e as soluções voltadas à proteção desse importante bioma.

“Amazônia a Olhos Vistos” apresenta registros de pesquisadores e fotógrafos sobre impactos ambientais e iniciativas de conservação. Banner: Kaylane Golvin/Ascom Inpa – Foto: Igor Souza/Ascom Inpa

Após integrar um intenso circuito de visitações durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), realizada em novembro, em Belém (PA), a exposição fotográfica ‘Amazônia a Olhos Vistos’ chega a Manaus (AM) no dia 9 de janeiro, no Bosque da Ciência, espaço de visitação pública do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCTI).

Leia também: Exposição fotográfica do libanês Jacques Menassa “mostra a alma do amazônida” no Museu da Cidade de Manaus

A mostra propõe uma reflexão sobre as crescentes ameaças à Amazônia e as soluções voltadas à proteção desse importante bioma.

Desenvolvida pela Rede Bioamazonia – que reúne os principais institutos de pesquisa e inovação em Biodiversidade da Pan-Amazônia, a exposição reúne 20 imagens captadas por fotógrafos membros da Rede, com curadoria de João Valsecchi do Amaral e Miguel Monteiro, do Instituto Mamirauá.

As fotografias retratam os impactos das mudanças climáticas e das atividades humanas sobre os ecossistemas, a biodiversidade e as comunidades tradicionais da região amazônica.

📲 Confira o canal do Portal Amazônia no WhatsApp

amazonia
Imagem mostra uma floresta morta de igapó no rio Uatumã, em decorrência da barragem de Balbina, no Amazonas. Foto: Igor Souza- Ascom Inpa.

Para o diretor do Inpa, professor Henrique Pereira, a exposição vai além do aspecto visual e cumpre um papel fundamental de sensibilização científica.

“Esta exposição convida o público a sentir a Amazônia com os olhos e com a consciência, compreendendo que as ameaças à biodiversidade são reais, mas que a ciência oferece caminhos concretos para proteger o futuro da floresta”, destacou Pereira, que é vice-diretor da Rede Bioamazonia.

Entre os registros expostos está uma imagem do pesquisador Jochen Schöngart, do Grupo de Pesquisa Ecologia, Monitoramento e Uso Sustentável de Áreas Úmidas (GP Maua), que mostra uma floresta morta de igapó no rio Uatumã, em decorrência da barragem de Balbina, no Amazonas. Outra fotografia é de autoria do jornalista Lucas Batista, ex-integrante da Assessoria de Comunicação do Inpa (Ascom/Inpa), e apresenta a Coleção Científica Biológica de Invertebrados do Instituto.

A imagem apresenta a Coleção Científica Biológica de Invertebrados do Instituto. Foto: Igor Souza- Ascom Inpa.

A mostra foi concebida especialmente para a COP30 e apresentada inicialmente ao público no Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi, onde registrou visitação expressiva nas duas semanas da programação paralela da Conferência do Clima. No Bosque, a mostra será instalada na Ilha da Tanimbuca e a expectativa é que fique disponível ao público durante um ano.

De acordo com o chefe do Bosque da Ciência, Jorge Lobato, a exposição marca a primeira programação de 2026 no espaço científico-cultural do Inpa, que registrou recorde de visitantes em 2025. “Por ser janeiro um mês de férias, preparamos uma programação especial para esse período. Iniciamos com esta exposição, que é um trabalho extremamente bonito e significativo, e que convida o público a refletir sobre as crescentes ameaças que a região amazônica vem sofrendo”, afirmou.

O Bosque da Ciência  funciona de terça a domingo, das 9h às 16h30, com permanência permitida até às 17h. As visitas são gratuitas, mediante agendamento prévio pelo link disponível AQUI.

Rede Bioamazonia

A Rede Bioamazonia é um instrumento regional com a missão de fortalecer a cooperação transfronteiriça, integrar capacidades de pesquisa e inovação em biodiversidade e estimular a bioeconomia amazônica como alternativa ao modelo extrativista convencional.

Criada em 2024, a iniciativa surgiu diante de um contexto global marcado por múltiplas crises e mudanças aceleradas que vêm alterando drasticamente as condições de vida no planeta, em especial na Amazônia.

São institutos membros da Rede Bioamazonia:

  • Instituto de Pesquisa de Recursos Biológicos Alexander Von Humboldt (Humboldt) – Colômbia
  • Instituto Amazônico de Pesquisas Científicas SINCHI (SINCHI) – Colômbia
  • Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá (Instituto Mamiraruá) – Brasil
  • Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) – Brasil
  • Museu Paraense Emílio Goeldi (MPEG) – Brasil
  • Instituto de Pesquisas da Amazônia Peruana (IIAP) – Peru
  • Instituto Nacional de Biodiversidade (InaBio) – Equador
  • Instituto de Ecologia da Universidade Mayor de San Andrés (IE/UMSA) – Bolívia

*Com informações do INPA

Publicidade
Publicidade

Relacionadas:

Mais acessadas:

MPF divulga que condenações somam R$ 893 milhões em três anos de atuação ambiental na Amazônia

Total equivale aos processos cíveis do órgão por infrações ambientais na Amazônia, cometidas de 2023 para cá nos estados do Pará, Amapá e Mato Grosso.

Leia também

Publicidade