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Domingo, 26 Setembro 2021

Os principais motivos que mais demitem bons profissionais

Você já conheceu algum(a) profissional muito competente, com capacidade técnica e excelente formação profissional, mas que foi demitido(a) pela empresa? Como esse exemplo, há muitos outros todos os dias. O ponto crítico disso tudo é que, em alguns casos, essa demissão ocorre por motivos comportamentais ou até mesmo o medo de outras pessoas perderem os seus lugares.

Em um levantamento realizado num universo de 92 empresas, constatamos alguns pontos que devemos ficar em alerta, criando, assim, algumas estratégias para podermos não passar por isso.

Nesse artigo vamos abordar o problema identificado juntamente com a possível solução.

Reprodução: Internet

 Indisciplina

Esse é o fator mais comentado por gestores(as) de empresas. Quase sempre envolve alguma atividade comportamental que nem mesmo a pessoa percebe que faz. Entretanto, essa atividade influencia diretamente o nível de produtividade do(a) profissional, o que resulta em um desempenho abaixo do esperado pela organização.

Entre as subcategorias desse fator estão a falta de pontualidade, não cumprimento de decisões do(a) chefe pela dificuldade de se adaptar a novos métodos, brincadeiras de excessivas/mau gosto e diminuição de produtividade após os meses se passarem.

Como resolver: é importante que o(a) profissional sempre peça um feedback do(a) gestor(a) imediato(a). Com isso, poderá perceber atitudes negativas cometidas e, assim, trabalhar para o aprimoramento comportamental. Isso pode ser um grande diferencial, pois quase ninguém faz isso. Além disso, os colegas de trabalho também podem ser consultados. 

Arrogância

A soberba é o segundo item mais comentado pelas empresas. Ela leva a várias subcategorias de comportamentos como o assédio moral a liderados e colegas iguais, falta de flexibilidade para fazer o que não gosta, achar que não precisa mais aprender nada e achar que é melhor que todos os outros.

Como resolver: sendo um fator crônico, é necessário que tenhamos consciência que dificilmente esse tipo de comportamento nos levará a uma promoção ou um emprego melhor. É necessário que haja um grande ajuste comportamental, numa intensidade ainda maior do que a indisciplina citada acima. 

Reprodução/ Foto Thinkstock

Vícios profissionais 

A dificuldade de se adaptar a novos meios de trabalho também é um fator crítico. A pesquisa mostra que normalmente isso acontece com profissionais mais experientes que nutrem o conceito do "Mas eu sempre fiz assim". É claro que esse fator não generaliza, mas aborda uma parte significativa desse público, fazendo que seja decisivo para uma demissão.

Com os tempos mudando a cada dia, novas tecnologias e conceitos humanos, temos o desafio de acompanhar essa evolução para que possamos estar inseridos na realidade de mercado.

Como resolver: nem sempre é necessário mudar tudo que se faz para poder acompanhar a evolução dos tempos. Na maioria dos casos, é possível adaptarmos a nossa experiência e nossos métodos com os novos conceitos, criando assim uma forma própria de atuar, mas que esteja adaptado à realidade.

Fazer apenas o básico

Todo e qualquer gestor(a) precisa de pessoas que efetivamente se envolvam no dia-a-dia, não que faça apenas o básico ou, como alguns casos, nem mesmo isso. Por estarmos em um momento de muita concorrência de profissionais se comparado à baixa quantidade de vagas, é necessário fazermos algo que seja mais, que chame a atenção e que crie a necessidade do(a) gestor(a) em nos ter como ele no dia-a-dia. Se não nos tornarmos necessários, a tendência é que não fiquemos por muito tempo.

Como resolver: se disponibilizar, estar junto e pedir para fazer está entre os três primeiros aspectos comportamentais citados por empresas na pesquisa realizada.

Chefe(a) imediato(a) que demite com medo de perder o cargo

A falta de visão estratégica faz com que muitos profissionais de gestão demitam pessoas muito boas pelo fato de terem medo de perderem os seus lugares. Infelizmente esse é um fator comportamental que atrapalha grandes organizações em seus crescimentos. Quem pratica esse tipo de ação não consegue compreender que para subir, a sua equipe também precisa subir. Caso contrário, todos ficarão parados no tempo, engessados e sem terem para onde ir.

Assim, muitos talentos são desperdiçados todos os dias. Esses mesmos talentos poderiam ser as pessoas que fariam esse(a) chefe(a) ser promovido(a).

Como resolver: esse é o fator mais crítico para se resolver no dia-a-dia de uma empresa pelo fato de que a pessoa só muda se ela quiser. Dificilmente isso acontece quando envolve o egoísmo e falta de visão estratégica do todo. Sendo assim, não há solução definida como nos outros itens conversados acima.


Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Comentarista de Carreira, Emprego e Oportunidade dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazônia, Portal Amazônia e Consultor em Avaliação/Reelaboração Curricular.

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