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Domingo, 18 Abril 2021

Comportamentos que mais demitem profissionais no mercado de trabalho

Você conhece alguém que, mesmo sendo extremamente competente, já foi demitido/a do seu emprego? Isso é bem recorrente, considerando que 82% dos profissionais que são desligados é por motivo de mau comportamento. Quase sempre, são atitudes que passam desapercebidas pelos próprios profissionais, mas que, entretanto, causa um grande mal estar nas organizações.

Alguns desses comportamentos podem gerar até mesmo demissões por justa causa. Entretanto, nem todas as empresas colocam isso em prática, optando pela demissão convencional.

Nesse artigo, vamos conhecer os maus comportamentos que estão no topo da lista de fatores causadores de demissões.

Atitudes excessivas e inconvenientes

Quem nunca teve um/a colega de trabalho que gostava de fofocar, conversar com os outros colegas com uma maneira pegajosa e efusiva, falar alto demais ou alguém que paquerava quase todos/as do escritório, não é verdade? Nesse item, especificamente, não há o motivo direto para a demissão, entretanto, atos como esses geram distanciamento dos outros colegas, o que dificulta a contribuição para o trabalho em equipe. Com o receio de todos em se aproximar da pessoa, o relacionamento interno fica truncado e isso gera uma série de problemas nos resultados finais da organização. 

Foto: Reprodução / internet

Deixar para depois

Esse tipo de comportamento é um dos principais geradores de retrabalhos nas empresas, o que aumenta custos e dificulta que o resultado final seja eficiente e executado como planejado inicialmente. Os atrasos para entregas de soluções são recorrentes e travam o crescimento organizacional a ponto de gerar a demissão, independente da competência, conhecimentos, capacitações técnicas ou resultados positivos do/a profissional. A cada 10 profissionais, estima-se que 06 praticam a procrastinação, o ato de deixar para depois o que pode ser feito já.

Para não entrarmos nessa linha de comportamento, o ideal é organizarmos o dia por horários, definindo cada tipo de atividade para cada intervalo de tempo durante o dia. Dessa forma, condicionaremos a nossa mente para que ela siga o que foi definido, sem que haja desvios de atenção por algum motivo.

Colocar a culpa sempre em terceiros

A responsabilidade de cada um é algo fundamental, desde quando há resultados positivos até os objetivos não alcançados. Assumi-la dentro do contexto do ocorrido mostra um/a profissional maduro/a, que entende o erro e que provavelmente sabe onde é necessário corrigir. Em muitos casos de ambientes internos organizacionais, muitos profissionais sempre buscam um culpado para os seus próprios erros e esse tipo de comportamento é tóxico para quem é o/a gestor/a.

Quando uma pessoa assume suas responsabilidades, significa que reconhece o cenário. Somente o fato de reconhecer já é um grande passo. Quando alguém não reconhece esse mesmo cenário, dificilmente vai buscar alternativas para resolver, afinal a culpa é do outro e o pensamento será sempre que o outro tem que resolver. Essa falta de flexibilidade é muito negativa para qualquer carreira e faz que a liderança perca a confiança no/a profissional.

Atrasos

Esse é um fator extremamente complexo, pois envolve um condicionamento cultural de boa parte das pessoas. O conceito do "mas foi só 10 minutinhos" gera resultados desastrosos quando se considera a avaliação de desempenhos. 10 minutos de atraso para uma reunião, 05 minutos de atraso para uma visita a um cliente, 20 minutos de atraso para o início de uma atividade são fatores que vão se acumulando e que, ao final do mês, gera muitas horas improdutivas de trabalho. Isso significa custos diretos para a empresa, o que não é visto com bons olhos. 

Incitar rebeldia contra a gestão por motivo de fácil solução 

A formação de grupos paralelos que tenham atuações diferentes do que atingir um objetivo para o sucesso da empresa sempre será motivo de alerta para quem estiver gerando a equipe. A popularmente conhecida "panelinha" promove desinformação e intrigas que podem criar resultados desastrosos para todos. Se há um problema a ser resolvido, o ideal é que a pessoa ajude a encontrar essa solução. Mobilizar revoltas e incitar oposição à gestão da empresa por algum problema que pode ser facilmente resolvido, é incogitável para qualquer gestor.

Normalmente, quando algum/a profissional age dessa forma, dificilmente será visto como uma liderança para uma promoção no emprego. Os pilares da liderança são diálogo, soluções de problemas e estudos de alternativas para resolver gargalos organizacionais. Tudo que for fora desse contexto, dificilmente será alçado ao topo.


Flávio Guimarães é diretor da Guimarães Consultoria, Administrador de Empresas, Especializado em Negócios, Comportamento e Recursos Humanos, Articulista de Carreira, Emprego e Oportunidade dos Jornais Bom Dia Amazônia e Jornal do Amazonas 1ª Edição, CBN Amazônia, Portal Amazônia e Consultor em Avaliação/Reelaboração Curricular. 

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