Mulheres fazem passeata em protesto contra violência em Altamira, no Pará

Em 2017, Altamira, no sudeste do Pará, foi a cidade mais violenta do Brasil, como mostrou os dados do Instituto de Pesquisa Econômica plicada (IPEA), divulgados através do Atlas da Violência. 

Foto: Divulgação/Ana Barbosa

Diante desse fato, e do crescimento nos índices de violência contra a mulher, o Movimento de Mulheres da Volta Grande do Xingu e de Xinguaras (todos os que nasceram ou moram na bacia do rio Xingu e que não são indígenas) a se reuniu para protestar, neste Dia Internacional da Mulher.

“Hoje na cidade de Altamira aconteceu o ato das mulheres denunciando a violência contra as mulheres, o genocídio, com a memória de guerreiras e Matires da região: Dorothy Stang, as mães dos emasculados de Altamira, as anônimas de Belo Monte e Belo Sun, as vítimas do Machismo dos grandes projetos de Mineração e Energia”, conta Ana Barbosa, representante do Movimento Xingu Vivo. 

Foto:  Divulgação/Ana Barbosa

O ato, que teve como tema ‘Ninguém solta a mão de ninguém’, foi uma articulação das mulheres Xinguaras de Altamira, Anapu, Medicilândia e mais outros 7 municípios que compõem a Volta Grande do Xingu. E teve a participação de mulheres indígenas da região: Arara, Xipaia e Juruna. A passeata foi pacifica e passou pelas principais ruas da cidade, terminando em frente ao Fórum de Justiça de Altamira.

“Encerramos com uma mística em frente o Fórum da cidade, para denunciar a morosidade da justiça em punir os criminosos em crimes que matam mulheres”, disse Ana Barbosa.

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